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Mães não ouvem rock

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( publicado originalmente em 2013, no coletivo Rocka, blog feminista sobre rock n roll que infelizmente acabou) Em 2009, na gravidez do meu primeiro filho, perdi todas as minhas camisetas de banda. Nunca voltei ao tamanho delas e doei tudo. Tava me sentindo outra pessoa, mais séria, menos eu, não sei explicar. Ninguém mais puxou o assunto “rock” comigo, só conhecidos virtuais me mandando músicas e apresentando bandas. Aqui na vida real, nada de nada. Eu tava triste. Não tinha percebido muito bem o que tava faltando. Michelle Pfeiffer e Saoirse Ronan em cena do filme "Nunca é tarde para amar", de 2007 Mas então, nas férias, assisti “Nunca é tarde para amar” (I Could Never Be Your Woman), com a Michelle Pfeiffer. Um romancinho água com açúcar, mas com cenas muito fofas de mãe e filha ouvindo e fazendo rock. Izzie, interpretada pela Saoirse Ronan, está treinando uma paródia da música “Ironic” de Alanis Morissette e a mãe dá dicas. Não lembro bem como foi, mas diva Michelle disse...

Textos, textos, pra todo lado!!!

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Então, estou devendo demais pra quitanda. Mas tenho escrito em outras paragens e vou compartilhar com vocês aqui. Leiam lá! Eu era uma groupie juvenil ( link ) "O que eu queria era rock. E como eu não conhecia bandas e cantoras femininas, rock pra mim era feito por meninos e eu os adorava por isso… e por serem bonitos. O mais sem graça da escola poderia, magicamente, parecer um belo pedaço de carne no palco. A mágica que toca a alma groupie é aquela que faz meio quilo de carne moída andando na rua virar filé mignon com um microfone ou baixo na mão. Pelo menos pra mim, o amor pelo rock salivava." Do diálogo: a minha resposta para a vida, o universo e tudo mais ( link ) "E tudo que faço hoje, tudo o que consegui, começou com uma conversa. Ao vivo, por telefone, pela internet. Uma amiga tem uma frase ótima: “os portadores de boca sempre vão se achar no direito de falar”. Quero usar meu porte de boca, de dedos, de mente para construir. Sozinha eu não conseguiria faz...

Carreira e maternidade: Sharon, Rodrigo e Tomás

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Oi pessoal da blogagem coletiva! Hoje o Mamatraca quer "saber em detalhes" a nossa experiência e vou contar um pouco aqui. Já fazem 2 anos e 8 meses que voltei a trabalhar, após a licença, e agora eu acho que está tudo bem tranquilo... todos os envolvidos estão satisfeitos com o arranjo da mamãe nos trabalhos dela. Rodrigo e eu dividimos tudo. Em todas as minhas conquistas e trabalhos ele é parte fundamental. Sem ele eu não faria metade do que eu faço! Eu vejo a relação entre ele e o Tomás como um espelho da que eu mesma tenho com o petiz. A sintonia e amor entre eles são tão bonitos! Para o Tomás, não existem muitas diferenças entre ser cuidado pelo pai ou pela mãe... e claro que isso é ótimo. Obrigada, meu amor, por tudo! Te amo demais, amo demais nossa vida e nossa família! Nesses quase 3 anos teve muita dúvida, muita angústia, algum choro, todo o estresse... Tomás teve crechites que pareciam não ter fim... a "gripe contínua" que pega todas as crianças ...