21 de dezembro de 2012

Atividades offline com dinossauros!

EBA! FINALMENTE O ANO ACABOU!!!

(E o mundo não, ufa!)

Para comemorar a quitanda vai dar um presente para as crianças. Atividades com dinossauros!

Eu fiz algumas atividades para o livrinho de lembrança dos convidados da festa de 3 anos do Tomás e resolvi compartilhar as que usam imagens livres. Baixem, imprimam (em papel reciclado ou rascunho... rerere) e divirtam-se!

A primeira é para ligar o dino à sua sombra, coisa que o Tomás adora, e é perfeita para começar a treinar coordenação motora na idade dele. 
ligue o dinossauro a sua sombra
clique com o botão direito
e escolha "salvar imagem como" ou
"imprimir imagem"
Essa outra é para aprender a contar. Desembaralhar imagens era minha atividade preferida nos almanaques da Turma da Mônica! E na hora de colorir dá pra ver como ficam as cores misturadas!

conte os dinossauros
clique com o botão direito
e escolha "salvar imagem como" ou
"imprimir imagem"

15 de dezembro de 2012

Poemas para brincar, José Paulo Paes


É o primeiro livro do tema "prêmio Jabuti" e vigésimo quinto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Ática, 2001. Emprestamos na biblioteca pública da cidade. Ganhou o prêmio, na categoria "Infantil" em 1991 e...

Achei médio. Não é apropriado para a idade do Tomás, então a opinião dele não é justa... mas ele também não gostou. Gostamos, muito, das ilustrações, são divertidas, cheias de mistérios e coisas escondidas, do jeito que mamãe aprova.

um cemitério "di bincadeia" muito engraçado!

Mas as poesias em si. São estranhas, não rimam, não concordam, não fazem sentido e não são engraçadas... e eu achei estranhíssimo, porque as poesias para "adultos" do José Paulo Paes são bem gostosas de ler, com bom humor. Enfim. Pode ser que outras crianças e outras mães gostem muito do livro, mas eu não vi "isso tudo" nele.

O livro começa muito bem, na verdade:

Convite
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião
Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?

Mas então fica estranho, eu não sou boa em explicar porque poesia não sei poesia. Esse é o pior poema, pra vocês entenderem um pouco do que eu tô falando:

Os desenhos são lindos mesmo!
Paraíso
Se esta rua fosse minha,
eu mandava ladrilhar,
não para automóvel matar gente,
mas para criança brincar.
Se esta mata fosse minha,
eu não deixava derrubar,
Se cortarem todas as árvores,
onde é que os pássaros vão morar?* 
Se este rio fosse meu,
eu não deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.
Se este mundo fosse meu,
eu fazia tantas mudanças
que ele seria um paraíso
de bichos, plantas e crianças.
(* dessa parte eu sei porque não gostei: nossa casa tem joão de barro no poste, sabiá nos canos da calha, pardais no telhado e andorinha na chaminé do fogão à lenha... os passarinhos foram mais criativos que o Paulo Paes. poizé.)

Mas quase salva o livro a poesia "Gato da China". Será que foi daí que saiu o "Era uma vez um gato chinês, quer que eu te conte outra vez?"



Então! Esse foi um prêmio Jabuti na categoria infantil. E tem poesia melhor. Achei uma pena.


Três estrelinhas. Em cinco.

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13 de dezembro de 2012

O lobo voltou! Geoffroy de Pennart


É o segundo livro do tema "serial killer" e vigésimo sexto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Brinque-Book, 2011. Comprei especialmente para o tema, acho que o Lobo Mau é o serial killer mais famoso das histórias infantis. Pelo menos é um dos que tem mais vítimas. O Barba Azul matou seis esposas e o Mata Sete, sete moscas. Só na história dos sete cabritinhos, o lobo já ganhou deles.

(tá, eu sei, a barriga e a garganta do lobo são, na verdade, um saco sem fundo mágico, uma maleta da Mary Poppins e nada que entra morre, se despedaça ou é digerido. Mas não pela vontade do lobo, claro, ele não é bulímico, não os outros que vem tirar a comida da barriga dele. esses chatos.)

O lobo levou algumas invertidas, algumas queimaduras no bumbum, algumas pedras no estômago e sumiu, deixando o pessoal da floresta encantada em paz para sempre... mas nem tão pra sempre assim. Vejam só que todos os jornais estão noticiando!



Sim, ele, o malvado, o faminto, o dissimulado, o enganador, o mentiroso, o serial killer! Está de volta!

Mas ninguém vai deixar barato não!



O livro é ótimo, Tomás adorou. É bem legal pra ensinar crime e reparação, perdão e amizade. Os lobos reais nem sempre merecem, eu sei, mas algumas coisas podem ser perdoadas. E alguns criminosos podem sim aprender a lição e querer recomeçar. Talvez a maioria, se a gente der a oportunidade. Isso seria bom.

Cinco estrelinhas. Em cinco.

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11 de dezembro de 2012

A hora da estrela, Clarice Linspector.

É o segundo livro do tema "prêmio Jabuti" e vigésimo sétimo do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Rocco, 1998. Peguei nas estantes do Leitura sem Fronteiras!

Tava difícil conseguir o livro que eu realmente queria ler pra esse tema, "O filho eterno" do Cristóvão Tezza. Eu deveria ter comprado o livro no começo do ano, deveria ter seguido meus instintos. Porque eu nunca vou gostar de Clarice. Não adianta.

Tava eu lá, na pensão, em Palmas, não do Tocantins, aqui do Paraná mesmo, depois de um dia cheio de trabalho para o IBGE, coleta da pesquisa PNAD nos confins das matas de araucárias. E aí eu resolvo ler de uma vez por todas. Esse livro. Fui pulando toda a divagação chatérrima do narrador, que não me interessava coisa nenhuma e tentei pegar só a história mesmo. Então foi rápido, quase indolor.

Conheço a história, vi o filme na matéria de Literatura do curso de Biblioteconomia. A história é boa, é simples, tem bons personagens, é um recorte triste de uma realidade triste. Daria um grande conto em outras mãos. Então pra não perder todas aquelas três horas de leitura, eu fico imaginando como seria "A hora da estrela" contado, por exemplo, pela Lygia Fagundes Telles, com uma pitadinha de feminismo, terror ou fantasia. Terminaria Macabeia comendo a mordidas o Olímpico, toda lambuzada de sangue? Ou teria experiências libertadoras com a Glória e fundaria uma escola para datilógrafas?

Então vamos ver como seria se o povo mais antigo da literatura brasileira tivesse escrito. O Domingos Pellegrini faria a história sob o ponto de vista dos netos do patrão... "Como o vô conta a história de uma datilógrafa nordestina que trabalhou pra ele, chamada Macabéia". Jorge Amado, vocês já imaginam. Muita festa, alguma diversão, algum abuso, um bastardo. E a Macabéia provavelmente seria mais bonita e cheirosa. A Glória então... diva. E o Olímpico casaria com as duas, porque não? Mário Prata faria a Macabéia se vingar da Glória e do Olímpico em grande estilo, desfilando com um cara muito melhor que ele. Provavelmente o próprio Mário Prata. Ou um cafetão. Com certeza, o Mário Prata colocaria um cafetão salvando a Macabéia. Rubem Fonseca faria tudo um pouco mais sombrio, um detetive contando como estava investigando a cartomante e acabou topando com a Macabéia no final. O detetive iria transar com a cartomante, com a Glória também, talvez. O delegado Espinosa do Garcia Roza não treparia com nenhuma das moças, iria descobrir vários pequenos crimes cometidos pela Glória e pelo Olímpico, mas conseguiria prender, finalmente, a verdadeira grande vilã, a cartomante, por charlatanice e tráfico de influência, depois de quase levar um tiro do patrão. Luis Fernando Veríssimo faria um livro divertido, preferido de muita gente, e conseguiria tornar a Macabéia heroína nacional. Jô Soares misturaria James Bond na trama, que pegaria a Glória e a Macabéia, e o patrão seria um espião russo disfarçado, com ligações com a KGB. Ubaldo Ribeiro faria uma história quente, mas não tanto quanto a do Jorge Amado, com um pouco de magia, mas não tanto quanto Lygia e Scliar e com um pouco de humor, mas mais sutil que o Veríssimo Filho. Machadão criaria uma descrição tão marcante pra alguma parte do corpo da Macabéia que viraria cliché.

Drummond faria a gente sentir que somos todos Macabéias. Dalton Trevisan contaria tudo em duas páginas e somente com diálogos. Nelson Rodrigues, as namoradas do Olímpico, claro, seriam irmãs e ambas gostariam de apanhar, mas só dele. E o Moacyr Scliar? Seria um conto bonito, bem narrado, com detalhes nostálgicos da infância da Macabéia e com alguma coisa mágica e linda no final, que continuaria triste, talvez até mais. E Veríssimo pais? Esse nunca sequer imaginaria a existência de Macabéia, patrão, Glória, Olímpico e narrador, imagina só, personagens que vão do início ao fim de um livro sem aprender nada sobre o mundo, o universo, a vida e tudo mais? Inconcebível!

Então. Posso estar cometendo um crime, mas não, não gostei da forma como Clarice narrou, do pouco amor que ela demonstra por todos os personagens, que são todos sujos, feios, sebosos, pouco educados... me pareceu que ela tinha nojo de gente. Inclusive do narrador, gente, que cara mais pé no saco. Dele, só achei uma parte interessante no meio da egolalia. Como eu já sabia da história, ficou pra mim como a melhor parte do livro... uma piada:
Quando eu era menino li a história de um velho que estava com medo de atravessar um rio. E foi quando apareceu um homem jovem que também queria passar para a outra margem. O velho aproveitou e disse:
- Me leva também? Eu bem montado nos teus ombros?
O moço consentiu e passada a travessia avisou-lhe: - Já chegamos, agora pode descer.
Mas aí o velho respondeu muito sonso e sabido:
- Ah, essa não! É tão bom estar aqui montado como estou que nunca mais vou sair de você!
Pois a datilógrafa não quer sair dos meus ombros.
Lembraram também daquele filme de fantasmas coreano? Tenho quase certeza que é esse. Pelo menos do meu ombro, a dúvida saiu. Não gosto de Clarice. Ponto.

Três estrelinhas. Em cinco.

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Mais resenhas aqui.

3 de dezembro de 2012

Minha estante virtual no skoob

Vi esse meme / enquente / tag estava no blog "Fotos e livros", que pegou do Codinome Leitora, que pegou do facebook do Skoob. E como eu acho o skoob uma ótima ferramenta para organizar minhas leituras e livro e resenhas, respondi também. Está aqui:


1-Quantos livros lidos você tem na sua aba LIDO no skoob?
789 livros

2-Qual livro você está lendo?

"Uma era de ouro", Tahmima Anam - comprei no estande da livraria Papa Livro na Expopato (aqui explica tudinho), a feira anual daqui, por 10 reais... e escolhi porque a capa é linda, ó:


Na aba "lendo", na verdade, tem mais livros... todos os teóricos que leio um capítulo de vez em quando... e alguns que parei "temporariamente" e não tenho coragem de abandonar de vez (para ver melhor é só clicar na imagem):



3-Quantos livros tem na sua aba VAI LER?
554 e aumentando... são os desejados e os que eu já tenho mas não li ainda.

4-Você está relendo algum livro? Qual é?
Estou relendo vários, os infantis que li na infância e agora leio com o Tomás... mas como são curtinhos, já coloco nos "lidos", sem passar pela aba "relendo"

5-Quantos livros você já abandonou? Quais são eles?
24. Abandono sem dó nem piedade, como já comentei antes... vários... alguns eu devo retomar a ler, como Lolita, mas a maioria não quero mais ler não!



6-Quantas resenhas você tem cadastradas no skoob?
39. Quando tenho um tempinho sobrando colo minhas resenhas daqui lá. Também fiz algumas somente lá, antes de decidir colocar resenhas na quitanda.

7-Quantos livros avaliados você tem na sua lista?
751, quase todos os que li. Esses 40 que faltam devem ter sido adicionados em alguma noite insone de 2008, quando entrei... eu passava TODOS os livros novos registrados, um por um, e marcava os que tinha lido. Aí esquecia de colocar as estrelinhas, ou deixava para outro dia.

8-Na aba FAVORITOS, quantos livros você tem registrados? Cite alguns.
124 favoritos! Os meus top 10 de romances, de literatura infantil, de livros para ler numa noite em claro e mais alguns adorados e do coração que ainda vou colocar em Tops 10.

9-Quantos livros você tem na aba TENHO?
246. Nisso sou "quase" religiosa, então deve de ser isso mesmo... já tirei vários que doei para o Leitura sem Fronteiras e também tem os do Tomás (estou pensando em fazer um perfil pra ele, mas vou esperar ele crescer e fuçar sozinho, como a Gisele fez para o Cássio). Então, uns 50 são infantis e não são, na verdade, "meus". Outros 100 são de arte ou quadrinhos, livros que não vou me desfazer nunca... e uns 50são os livros que provavelmente vão se juntar ao Leitura quando eu arrumar coragem.

10-Quantos livros você tem nos DESEJADOS?
470! Que loucura! Tem muito infantil também... mas tem muita coisa que nem quero mais, eu vou marcando e não reviso a estante. Não uso mais essa estante, na verdade... eu usava bastante quando trocava livros. Mas não troco mais, agora eu doo os que não quero.

11-Quantos livros emprestados no momento? Quais?
7. Emprestei meu "Livro da Selva", do Kipling, pra uma amiga que... nunca mais devolveu. Outro, sobre o primeiro ano do bebê, está com uma amiga também, que tem uma menina pequena. Outros estão com minha irmã e com um amigo, que devolvem direitinho.

12-Você quer trocar algum livro? Quais são?
Estou trocando só livros técnicos de sistemas e pedagogia. Não fazem sentido no Leitura.

13-Na aba META, quantos livros você tem marcados? Cumpriu essa meta?
81, já li quase todos, fora os que estou lendo, os teóricos. Mas eu não sei bem como usar a meta. Será que eu coloco todos os livros que eu tenho? Não sei. Como vocês usam?

14-Qual é o número no teu paginômetro?
194.804! São 5.903 páginas por ano de vida, 7.492 por ano se eu começar a contar dos 7, quando fui alfabetizada. É página pra caramba, né? Por dia, desde os 7 anos, eu li 20 (19,7) páginas! É. Com isso dá pra dizer que leitura é um hábito meu, acho.

Ah, a média por livro lido dá 247, mas claro que isso não equivale a nada, pois tem livros infantis de 16, 24 páginas no meio de tudo. 

15-Qual o link do teu perfil do Skoob?