30 de março de 2012

Grifei num livro do GRR Martin

Um dos meus ditados favoritos é "Em terra de lobos, aprenda a uivar". Também conhecido nas Terras do Verão do GRR Martin:

"Homem que queira ser rei dos coelhos é bom que use um par de orelhas de abano." - A Dança dos Dragões, edição portuguesa.
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Eu já havia lido os primeiros capítulos quando saíram como amostra. E agora, lendo de novo, não consegui deixar de me arrepiar, mais uma vez, com uma cena. Os dragões de Danaerys já estão grandes e ela os deixa voar e caçar à vontade. Paga aos criadores pelas reses perdidas, desde que eles tragam os ossos até ela para provar. E então:
"Um homem deixou-se ficar para trás enquanto os outros enfileiravam para sair; um homem atarracado com uma cara queimada pelo vento, andrajosamente vestido. O seu cabelo era um barrete de ásperos fios negros arruivados, cortado em volta das orelhas, e segurava numa mão um saco de pano miserável. Mantinha-se de cabeça baixa, fitando o chão de mármore como se se tivesse esquecido de onde estava. E que quer este? perguntou Dany a si própria.
  — Ajoelhai todos para Daenerys Filha da Tormenta, a Não-Queimada, Rainha de Meereen, Rainha dos Ândalos e dos Roinares e dos Primeiros Homens, Khaleesi do Grande Mar de Erva, Quebradora de Correntes e Mãe de Dragões. — gritou Missandei na sua voz aguda e suave.
Quando Dany se pôs em pé, o seu tokar começou a deslizar. Apanhou-o e voltou a pô-lo no lugar.
— Tu com o saco — chamou — querias falar conosco? Podes aproximar-te.
Quando ele ergueu a cabeça, tinha os olhos vermelhos e em carne viva como chagas abertas. Dany vislumbrou Sor Barristan a deslizar para mais perto, uma sombra branca a seu lado. O homem aproximou-se arrastando os pés como quem tropeça, um passo e depois outro, agarrando-se ao saco. Estará bêbado ou doente? perguntou a si própria. Havia terra por baixo das unhas rachadas e amarelas do homem.
— O que é? — perguntou Dany. — Tens alguma injustiça para nos apresentar, alguma petição a fazer? O que queres de nós?
A língua do homem passou nervosamente por lábios gretados e estalados.
—  Eu… eu trouxe…
— Ossos? — disse ela com impaciência. — Ossos queimados? Ele ergueu o saco e derramou o seu conteúdo no mármore. E eram ossos, ossos partidos e enegrecidos. Os mais longos tinham sido partidos para a obtenção da medula.
— Foi o preto — disse o homem, com um rosnado ghiscariano — a sombra alada. Desceu do céu e… e… Não. Dany estremeceu. Não, não, oh não.
— Estás surdo, palerma? — perguntou Reznak mo Reznak ao homem. — Não ouviste a minha proclamação? Apresenta-te amanhã aos meus agentes e as ovelhas ser-te-ão pagas.
— Reznak — disse Sor Barristan em voz baixa — domina a língua e abre os olhos. Aquilo não são ossos de ovelha. Pois não, pensou Dany, aquilo são os ossos de uma criança. 
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Tenho que rir de mim mesma, me arrepiando com histórias de dragões queimando crianças.

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Voltando ao ditado, sigo uma filosofia derivada do original: "quem não sabe uivar, ou não quer aprender, não procure os lobos". É um pouco covarde e muito inocente, eu sei, mas é tranquilo aqui no Condado.

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Já burlei minha listinha e minhas diretrizes. Estou lendo juntos os dois, já que se passam no mesmo tempo, com personagens diferentes e um não influi na trama do outro.

29 de março de 2012

Fico sem graça quando... 52 x 5 - 13a. semana


1. Estou teimando e percebo que estou errada
2. Estou teimando e percebo que estou errada
3. Estou teimando e percebo que estou errada
4. Estou teimando e percebo que estou errada*
5. Recebo elogios


* Só quando demoro para perceber o erro. Se percebo rápido, antes de tentar defender a posição com mil argumentos inventados, não tem problema nenhum. My bad, ok, bola pra frente. Mas se me dou conta de que estou falando bobagem há 15 minutos, meia hora, 5 anos... que feio. Perco totalmente o rebolado.

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

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27 de março de 2012

13a. das 52 semanas de bibliofilia!

Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".

Essa foto, tirada domingo, é pra contar duas coisas. Que desde que começou a entender o que se passava na TV, Tomás é maluco por mapas. Tem a musiquinha do mapa da Dora (sou o mapa, sou o mapa, ele é o mapa, ele é o mapa!). Eu tive a sorte de achar um "Meu primeiro Atlas" do IBGE no Livra livro e voilá! Muitos mapas pro meu cartógrafo mirim. A outra coisa não é tão divertida. Reparem na hora. Sim, 6:20 da MADRUGADA. Meu cara pálida acorda essa hora, em pleno DOMINGO, esperneia, berra, grita e desespera se tento fazê-lo dormir de novo e pra quebrar meu coração ainda pede "Ivo! Lê ivô!" Já ouviram que ser mãe é "padecer no..." Poizé, seu zé.

leitores da madrugada
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Outras fotos do meme 52 semanas aqui.

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26 de março de 2012

Grifei num livro do GRR Martin

"—  Gostas de ler livros, Bran? — perguntou-lhe Jojen.
—  Alguns. Gosto das histórias de luta. A minha irmã Sansa gosta das histórias de beijos, mas essas são estúpidas.
—  Um leitor vive mil vidas antes de morrer — disse Jojen. — O homem que nunca lê só vive uma."
 A Dança dos Dragões, GRR Martin. Claro que um autor de livros enormes iria fazer um agradinho aos leitores de livros enormes!

Grifei num livro do GRR Martin

"Também se queixavam do Senhor Comandante Mormont. Ele disse-me uma vez que os homens adoram queixar-se das mulheres e dos senhores. Os que não têm mulheres queixam-se duplamente dos senhores." Jon Snow, n'A Dança dos Dragões, GRR Martin


24 de março de 2012

Livros para pães: Cultivando um leitor desde o berço, Diane Mcguinness

A Gi Blanco, do Mãe Geek, falou esses dias sobre os livros para pães. A maioria segue o padrão "a mãe não deve NUNCA fazer X porque senão Y, Z." O que só serve pra gente se sentir uma péssima mãe. É mãe, mãe, mãe. Eu já disse que tenho ganas com a falta de uma palavra como "parents" em português. Por isso eu uso pães. O livro pode ser lido pelo avô, pelo irmão mais velho, pela babá. Muita gente pode se envolver com a criação do pequeno, então, gentem, por favor, não coloquem sempre a mãe como exemplo em todas as situações.

Ãnfã. Alguns livros, mesmo usando esse estilo de redação "mães, é tudo culpa de vocês", tem dicas legais. Então vou mostrar alguns que eu li, ou que quero ler, aqui. Esse parece valer a pena. "Cultivando um leitor desde o berço" é da editora Record e foi lançado em 2006. A partir de R$ 22,00. A dica é da Juliana, do Batom de Clarice.

E eu que não quero comprar nenhum livro pra mim fico aflita. Dei uma olhada nas páginas de degustação do google books e afligi mais ainda. A proposta é interessante, pois não é só "como fazer seu filho gostar de ler":


Na prática: o livro ajuda a conversar com a criança, com exemplos práticos, mas alguns um pouco estranhos. Veja só. É assim que você deveria alertar de perigos e evitar que seu filho quebre seus bacarás sem ser autoritária em demasia ou traumatizar a criança:


"Ah, querido?" Como assim,
cara pálida?
Difícil? Bastante. Principalmente em momentos de real perigo. Esse dedinho está aonde? Enfim. Se a criança for como o Tomás, até funciona. Mas eu não começo com "Meu amor", que é o meu "Ah, querido".  Começo com um "Não!" bem alto. Dedo na tomada? Alcançou  a faca escondida? Colocou o garfo / caneta/ feijão no nariz/ouvido?

Mas o "Meu amor" funciona sim e é uma boa dica para as normas de convivência... O Rodrigo acha que eu dou muita moleza pro bichin, mas funciona quando ele está calmo e prestando atenção em mim... 80% do tempo. Tem horas que não dá muito certo, eu tenho que pegar nos ombros e dizer um "olha pra mãe que eu estou falando contigo". Mas esse estilo dialogado, menos autoritário, funciona aqui em casa.

Vamos comer sem derramar?
Como quando o Tomás descobriu que é legal bater com a colher no prato (colher de metal e prato de cerâmica) eu disse, com a voz um pouco mais firme: "Tomás, esse barulho machuca o ouvido da mamãe. Você não pode fazer isso, dói." Já na segunda vez eu passei a só perguntar: "Por que o Tomás não pode bater no prato?" E ele responde: "Dodói vido mamãe". Pronto.

Mas é claro que depois de uns 5 minutos, se der vontade, ele vai começar a bater de novo. E, de novo, eu vou perguntar "Porque o Tomás não pode?" Nem precisa terminar a frase.

Eu tenho mais paciência nessa hora da comida do que em outros momentos. Pânico de distúrbios alimentares, pânico. Em outras horas eu sou um pouco mais dura. Subir na estante. Quando estou cansada só tiro ele de lá sem falar nada, mas espero que os dias de "mãe que faz do jeito certo" sejam a maioria. Diálogo, mas mais irritado que o bater no prato:

Esse banquinho existe!
pra comprar aqui, mas é caríssimo.
"Por que o Tomás não pode subir na estante?"
"Cai, dodói" - e aponta pro chão
"O Tomás vai subir de novo?"
"Não"
"Se subir vai ficar de castigo"

Às vezes funciona, às vezes fica de castigo...

Mas a gente estava falando do livro, não é? A introdução é bem interessante. Para ler bem, a criança não precisa apenas aprender a decodificar o texto, ou seja, conhecer as letras, juntar em sílabas e palavras, etc. Precisa também ler fluentemente. Como pensamos rápido, precisamos ler rápido para compreender o que lemos. O ideal seria ler na velocidade de uma conversa. Além disso, é preciso compreender o que se lê. Ser capaz de responder perguntas básicas sobre o que foi lido. Pra isso é preciso ter um bom vocabulário armazenado na cachola e é aqui que podemos ajudar nossos pequenos desde... o ventre! No primeiro capítulo, sobre a linguagem dos bebês de até um ano, muita coisa interessante:


Mais pra frente... só comprando. Parece bom? Eu achei. Tá na lista do ano que vem. Será que não tem na Biblioteca Pública?

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23 de março de 2012

12a.* das 52 semanas de bibliofilia!

Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".

Meus avós paternos, dona Evory e seu Caleffi, vieram de Roraima nos visitar. Vieram com eles minha tia Rosi, o Elessandro e a menina mais paciente com bebês que eu já conheci em toda a minha vida: a incrível, amadíssima Duda. Terça, depois do banho do Tomás eles resolveram que era hora de ler. E eu pedi ao marido que tirasse a foto... burlando um pouco as regras, porque a Pri estipulou que as imagens deveriam ser feitas por mim. Digamos que eu fiz a direção de arte, vale? Esses momentos kodak são tão gostosos, né? Ainda mais numa família que sempre leu unida!

Antes de dormir...


* Leia-se: "Dôzima"


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22 de março de 2012

Organizando as leituras em quatro passos

Livrinho de outra doida como nós
Eu sou uma leitora gulosa. Também, um mundo inteiro para ler em menos de 100!. Aí me mato pra ler tudo correndo e percebi que tenho aproveitado pouco.

E também uma leitora selvagem, assim como o Garcia-Roza se definiu. Escolho por instinto. E tenho escolhido mal, principalmente agora que meu tempo é escasso.

Essa semana, por exemplo, o tempo de leitura é de menos de uma hora por dia. Em uma hora eu consigo ler umas 50 páginas do Festim de Corvos, mas é um calhamaço de 600 páginas grandes, sem margem e letra miúda. Lá se vão 10, 11 dias em um livro. Só um! Snif...

Então resolvi organizar o negócio. Desse jeito:

1. Não dá tempo de ler tudo, paciência

NADA DE COMPRAR LIVRO pra mim, a partir de ontem. Finito. Nenhum livro entra até que todos estejam lidos. Ou doados, ou... enfim. Também cancelei vários feeds. Vejam só meu gráfico. Eu estava recebendo mais de 200 artigos por dia e lendo em torno de 20, 40. Ontem eu dei um "marcar tudo como lido" e olha a listinha laranjada... Bobagem seguir tanta coisa. Agora, só os blogs onde comento direto. É isso, deixa pra lá, não dá pra comentar tudo, ler tudo e querer participar de toda blogagem coletiva. Vício é feio Sharão. E agora tenho hora pra abrir e-mail e gReader. 15 minutos de manhã, 15 de tarde e 15 antes de sair do trabalho. E deu. Mas é difícil, eu adoro resenha. E ler muita resenha dá vontade de ler muito livro. E comprá-los. Então, menos resenha, por favor!


2. Prioridade pro prioritário

Tenho tempo pra ler três livros por mês, 36 no ano e vou ler só os que vão me fazer encher a boca dizendo "li sim e achei que..." Então, rearranjei, esses dias, a lista de leitura de 2012, incluí novos livros (também em pdf). Se já tiver lido os três, continuo a leitura de um dos livros teóricos da lista. O que der mais vontade.

3. Ler de verdade

Eu leio rápido, mas tem livro que requer mais atenção, releitura, pensar sobre, vagar. Então vou tentar não ler tão rápido quanto os olhos (e o vício!) mandam. Só o primordial mesmo. Anotar, pensar, imaginar, refletir, referenciar, linkar, babar, viajar... chega de ler correndo e esquecer o que li, o que achei. Ãnfã. Ler direito.

4. Abandonar sem dó
Se eu não estiver gostando do livro, deixo de lado. Se for um livro bem conceituado, fica pra quando eu tiver 120 anos. Já uso esse método há tempos, na verdade. Só pra por alguma coisa na listinha que eu já faço bem.

Só isso, cara pálida?

Eu sou péssima em seguir regras, inclusive as que eu mesma faço. Ou principalmente essas! Se conseguir fazer isso esse ano, aumento o número de livros pro ano que vem, como prêmio!

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Mais sobre meu jeito de ler:

- Serei burra? Por que não consigo fazer anotações?
- Vício! Comprar, comprar, comprar...
- Vai, volta e começa tudo outra vez - sobre alternar leituras

20 de março de 2012

Coisas para se fazer no frio - 52 x 5 - 12a. semana


1. Vestir minhas roupas mais bonitas
2. Assistir TV debaixo das cobertas
3. Cozinhar no sol
4. Tomar café com leite o dia inteiro
5. Sopa de agnoline

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

Mais eu:


Citações do punk rock
5 coisas que me fazem ficar feliz
Eu nunca...
Coisas para fazer no calor

18 de março de 2012

Reseínha: Folia de Feijão, Luís Camargo

A coleção Maneco Caneco era minha preferida na infância e comprei todos pro Tomás também viciar. Ele tinha um ano quando nós lemos "Folia de Feijão" pela primeira vez. Ele se apaixonou, é um dos preferidos. A história é simples, o feijão nasce, vai procurar um cantinho para morar, brota, dá mais feijão... O texto é longo ainda pro Tomás, a alegria dele é o desenho pontilhado do caminhar puladinho do feijão, os barulhos vamos fazendo juntos. Eu queira uma edição para bebês, com encadernação dura. Assim, só com supervisão, pra não estragar. E nós plantamos feijão em casa pra ele ver tudo acontecer. Mágica!

Quatro estrelinhas. Em cinco.
 
Pobre Maneco Caneco Mão de Concha, fica
difícil segurar um prato de feijões felizes...
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16 de março de 2012

A Lista: Lidos, Lendo, Lerei

Sentiu a pressão?
Rever as metas é tarefa obrigatória de gente bem organizada. No começo do ano minha meta era ler pelo menos um livro por mês. Agora eu já percebi que posso ler três! Ueba! Mas vou me organizar melhor, com listinha de livros certinha pra seguir todo mês, porque mudei meu estilo de leitura de selvagem e guloso para "vale a pena ler direito". Explico outra hora.

Janeiro:
1. Noite e Dia, Virginia Woolf
2. Cozinheiros Demais, Rex Stout
3. O rapto das cebolinhas, Maria Clara Machado

Fevereiro:
4. Clara dos Anjos, Lima Barreto
5. A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger
6. Unhas, Paulo Wainberg

Março:
7. 25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira, organização Luiz Ruffato
8. A lenda do cavaleiro sem cabeça, Washington Irving
9. O festim dos Corvos, GRR Martin (lendo!)

Abril:
10. A jogadora de Go, Shan Sa
11. A Dança dos Dragões, GRR Martin
12. Oriente, Ocidente, Salman Rushdie
13. Persépolis, Marjani Satrapi (reli... sim, não tenho tempo de ler os novos, vou reler os antigos... mas é que tava morrendo de vontade de escrever uma resenha!)

Maio:
14. Bórgia: Sangue para o Papa, Manara & Jodorowsky
15. Bórgia: o Poder e o Incesto, Manara & Jodorowsky
16. Bórgia: as Chamas da Fogueira, Manara & Jodorowsky

Junho:

Tudo atrasado, degringolou. Maldito Facebook, viciei. Não li quase nada em maio, a série Bórgia é bem curtinha...

17. (lendo) Contos de Crime: clássicos escolhidos, organização Flávio Moreira da Costa
18. (lendoAs meninas, Lygia Fagundes Telles
19. (lendo) Memórias de Adriano, Margerite Yourcenar,
20. (lendo) Doutor Jivago, Boris Pasternak
21. (lendoOs melhores contos de faroeste, organização Jon E. Lewis
22. (lendo) Amphigorey, Edward Gorey

Era pra eu estar lendo:
    Diane Keaton em A procura de Mr. Goodnight
Deuses Americanos, Neil Gaiman
Coisas frágeis, Neil Gaiman
Coisas frágeis 2, Neil Gaiman

Julho:
A hora da estrela, Clarice Linspector
O Grande Gatsby, F. Scott Fitzgerald
Curva de rio sujo, Joca Reiners Terron

Agosto:
Marcas na parede, organização Hanna Liis-Baxter
O horror em Red Hook, H.P. Lovecraft
De bar em bar, Judith Rossner (não deixa de ser terror...)
    o Barão de Munchausen em seu famoso meio cavalo!

Setembro:
A Demanda do Santo Graal, organização de Heitor Megale
Fábulas, Fedro
As aventuras do Barão de Munchausen, Rudolf Erich Raspe

Outubro:
Maus, Art Spiegelman
Uma história de Sarajevo, Joe Sacco
Gen, pés descalços, Keiji Nakasawa

Novembro:
A filha de Burger, Nadine Gordimer
O fio das miçangas, Mia Couto
Terra sonâmbula, Mia Couto

Dezembro:
xix poemas, e. e. cummings
As Flores do mal, Baudelaire
Livro de sonetos, Vinícius de Morais

Quando terminar de ler os três do mês, recomeço a ler os...

Não-ficção em andamento:

Ficam para 2013:
  1. Nell
  2. O Estado Jardim
  3. Todos os belos cavalos
  4. Contraponto
  5. 2666 (se eu ler, vai contar como três!)
  6. Lanark
  7. Os anos
  8. Entre os atos
  9. As Ondas
  10. A viagem
  11. O quarto de Jacob
  12. O pintor que escrevia
  13. As crônicas de Nárnia
  14. Ficção
  15. Contos Policiais Cubanos
  16. Filhas do segundo sexo
  17. Livro de Sonetos, Vinícius de Morais
  18. A invenção de Orfeu
  19. O rio de pedra
  20. A fogueira das vaidades
  21. Memórias de Sherlock Holmes
  22. Morte em Veneza
  23. Devoradores de mortos
  24. Leão-de-chácara
  25. Casa de pensão
  26. Fernando Pessoa: almoxarifado de mitos 
  27. A verdade das mentiras 
  28. Análise do discurso 
  29. Mente, linguagem e sociedade 
  30. Além do bem e do mal 
  31. Investigações sobre o entendimento humano
  32. Aspectos do drama contemporâneo
  33. Presente e futuro
  34. Hotel Atlântico, João Gilberto Noll
  35. O caderno vermelho, Paul Auster
  36. O invasor, Marçal Aquino
  37. Ana Karenina, Leon Tolstói
  38. O Falcão Maltês, Dashiell Hammett
  39. Geração Zero Zero, organização Nelson de Oliveira
  40. Dom Quixote

15 de março de 2012

11a.* das 52 semanas de bibliofilia!

Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".

Essa semana está corrida, então a foto é simples, das leituras atuais. Descobri que a biblioteca do SESC daqui distribui o Cândido, jornal da Biblioteca Pública do Paraná, gratuitamente! Catei um de cada edição disponível! O jornal é uma delícia, com entrevistas com escritores, reportagens sobre livros, biografias e textos de ficção e poesia inéditos. Dá pra ler gratuitamente no Issuu. Se você for de Pato Branco, gosta de literatura e prefere o jornal em papel, como eu, vá lá pegar os seus!

leituras de março fechando o verão


* Leia-se: "Ônzima"


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13 de março de 2012

Brinquedos favoritos na infância - 52 x 5 - 11a. semana


1. Minhas irmãs
2. Jogo da Vida e dinheirinho pra brincar de escritório
3. Quintais, hortas, porões, árvores, calçadas e ruas
4. Areia
5. Água


Eu até me lembro de alguns brinquedos, mas as brincadeiras mais divertidas eram sem eles!

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

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12 de março de 2012

Reseínha: A lenda do cavaleiro sem cabeça, Washington Irving

Nova sessão na quitanda. Resenhas curtinhas quando tenho pouco a dizer. Reseínhas.

Quando o Luciano resenhou a edição caprichada da Barba Negra / Leya, eu fui ver o preço e é uma pechincha. Entre 10 e 15 reais, enfiei junto com outros livros pop na loja virtual da Ricardo Eletro e chegou bonitinho, com papel bolha e no prazo. As ilustrações são realmente o tchanãnã, porque a história é rápida demais. Bem escrita, mas não deu o tchuns, não simpatiquei, não medrei, não assustei, não ri. E não gostei do final, não. Melhor o filme. Então agora temos três adaptações melhores que o original: Benjamin Button, Cavaleiro sem cabeça e Blade Runner. Um boa parte  do livro está disponível no site (muito legal) da editora.

Três estrelinhas. Em cinco.

Mais um livro bonito na minha estante!
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Mais livros bonitos:

- Pinóquio, adaptação de Guilhaume Frolet

11 de março de 2012

Meu cantinho dos sonhos, parte 1

A árvore, a luz... só eu quero um pouco mais de almofadas que o banquinho parece meio duro, né não? Meu amigo Khris tinha compartilhado essa imagem no falecido gReader. Com o passamento, achei que tinha perdido essa foto pra sempre, mas de repente ela aparece nesse artigo! Dêem uma olhadinha lá que tem coisas lindas!


Se vocês gostam de estantes tanto quanto eu, deem uma passadinha no Bibliophile e confiram as Estantes de Quinta.

9 de março de 2012

Trechos de "A um passo", Rosa Amanda Strausz


Conto publicado em "25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira", antologia organizada por Luiz Ruffato para a Record. Resenha em breve.

É o conto que eu mais gostei e começa com essa mulher sem idade narrando:
"Sei que já há algumas horas que estou caminhando pela avenida Brasil e também sei que é este o nome desta estrada frenética. Sei que o prédio que acabo de avistar à esquerda abriga a Fundação Oswaldo Cruz (antigo Instituto Soroterápico Federal, criado em 25 de maio de 1900 para fabricar soros e vacinas contra a peste) e que, a despeito de sua aparência de castelo mourisco cenográfico, ali funciona um centro de pesquisas e ensino em saúde pública.
Nada sei a meu respeito."
Ela não sabe quem é, não sabe nada de si. Só está, de repente, na avenida, sentindo sede e fome:
Tô gato? Tô representando
o "ignorance is bliss" em um
instantâneo de quietude singela?
"Mas a fome incomoda. Talvez por causa dela, me vem à mente a imagem de um desenho de boi como todos os cortes da carne indicados por setas. Gosto da  ideia de que cada parte do corpo do boi tenha um nome, embora ele próprio não saiba dizer o seu. Bobagem, ele também não sabe falar alcatra, chã de dentro ou filé mignon. Quem dá o nome ao corpo do boi é quem o retalha. Mesmo assim, gosto da ideia. Meu corpo também tem nome. Muitos nomes. Então, pego o pilot da bolsa e começo a pontilhar minha pele, seguindo o mapa dos músculos. Começo pelo rosto. Mal encosto a ponta da caneta na testa e uma moça entra no banheiro. Não presta atenção em mim, vai logo para uma das cabines. Também não ligo para ela. Começo a delimitar os espaços da testa e vou escrevendo: frontal, orbicular, superciliar. Prossigo pelo meio do rosto: piramidal, dilatador nasal. Desço mais um pouco, orbicular dos lábios, bucinador, elevador comum, grande e pequeno zigomático, risório, triangular dos lábios. Sigo pelo pescoço, desço pelos ombros, Quando chego nos seis, faço um círculo em torno de cada um e escrevo: Peito 1 e Peito 2. Antes que perca a idéia, faço a mesma coisa na bunda. Bunda 1 e Bunda 2. Depois, retorno para os braços e, lentamente, vou dando nome a cada músculo. Quando chego ao flexor curto do dedo mindinho do pé esquerdo, a tarde já vai pelo meio.
Agora sim, estou cheia de nomes. Ninguém pode dizer que não me conhece. Sou uma mulher transparente. Dobro o vestido azul com cuidado desnecessário - é de linho  misto, não amassa - e guardo dentro da bolsa. A moça que tinha entrado no banheiro sai da cabine da privada, me vê pelada, toda marcada a pilot, e se assusta. Em vez de ir até a pia lavar as mãos, aperta o passo em direção à porta. Esta com medo de mim. Gosto disso."
Até aqui é bem óbvia a referência ao filme Memento: sem memória e escrevendo no corpo... mas quem disse que originalidade é tão importante assim? Importante é contar uma boa história e fazer bonito. A personagem é uma das mulheres mais desamedrontadas que eu já li. Muito bom.

A Rosa escreveu poucos livros para adultos. Mas se seguirem o estilo, devem valer a pena. O último, "Teresa, a santa apaixonada", tem páginas para visualização no google books. Bora ver.

"25 mulheres" custa a partir de R$ 29,00 novo e por R$ 20,00 nos sebos. O Luiz também organizou o "+ 30 mulheres" cujos preços são praticamente os mesmos.

E nessa hora vinha o Big Red e me perguntava: "por que eu devo ler?" Ele não aceitava um "pra se divertir" como resposta... mesmo depois do vídeo linkado aí. Pois muito bem. Porque são contos inéditos e são na grande maioria bons. Pras meninas eu diria que é legal se espelhar em quem é parecido com você.  É a regra de três da Juliana Cunha, do "Já matei por menos". Se você gosta de literatura, deveria ter pelo menos três autoras favoritas, mulheres (no meu caso), com pensamentos parecidos com os seus.

Eu estou à procura. A Rosa talvez seja uma, quem sabe?

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Mais:

Meu jantar dos sonhos (também) tem escritoras
- Minhas personagens femininas preferidas
- Homenagem à Lygia Bojunga no meu ex-libris


Resenhas de textos de autoria feminina:


- A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger
O rapto das cebolinhas, Maria Clara Machado
Noite e Dia, Virginia Woolf;
Água para elefantes, Sara Gruen;

Papá! 52 x 5 - 10a. semana


1. Torta de ricota (cheese cake?)
2. Chocolate
3. Empadão de frango com milho
4. Cabrito assado com mandioquinha na manteiga
5. Pizza portuguesa

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

Mais eu:


Citações do punk rock
5 coisas que me fazem ficar feliz
Eu nunca...
Coisas para fazer no calor

7 de março de 2012

Depois do meu filho...

Tomás paciente
Tomás focada
Tomás dispersa
Tomás passeando
Tomás caseira
Tomás simples
Tomás complexa
Tomás vizinha
Tomás chocólatra
Tomás preocupada
Tomás cansada
Tomás faladeira
Tomás escrevendo
Tomás feliz!

6 de março de 2012

10a. das 52 semanas de bibliofilia!

Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".

Hoje eu estava ensinando pro Tomás a finalidade de um marcador de página. É que eu "empresto" dele uns chaveiros fofos que estão vindo com as roupinhas da PUC. Ele já tinha essa caminhonete, agora vieram duas girafas fofas com as camisetas manga longa do inverno. Aí eu explicando: "um pro Tomás, um pra mamãe... a mãe vai usar pra marcar a página, assim ó." E eis que o bichinho puxa um livrinho dele e...

Sério, foi ele mesmo quem colocou ali a girafa. Eu só gritei "estátua!" e fui buscar a câmera, que o momento foi perfeito pro projeto da Pri, resvalando nos marcadores de quinta da Tábata também!

Igualzinho ao da mamãe!
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Outras fotos do meme 52 semanas aqui.

Mais meme literário:

Meme literário de um mês do Happy Batatinha

Blogs de quinta sobre livros:

Livrada! do Yuri

Top 10 sharístico:

Romances
Literatura infantil

Mais literatura:

A melhor HQ de 1980
Desafio Literário 2012
Livros para ler em 2012

5 de março de 2012

Dicas para aproveitar uma viagem a trabalho

Às vezes as viagens à trabalho são tão corridas que temos ainda menos tempo pra nós mesmas do que aquela meia hora pra tomar banho e escovar os dentes. Não dá pra fazer passeios de turista, museu, biblioteca, parque ... fecham cedo e você está trabalhando... Mas já que dá pra dormir diretão, fechar o expediente à meia-noite e levantar às 7:30 sem intervalos, tire um tempo pra você!

1. Assista todos os seriados e filmes policiais violentos que você não pode ver com seu filho às 7 da noite. Eu me esbaldo de Law & Order Special Victims... cenas nojentas e barbaridades com crianças o tempo todo. Não deixo o bichinho ver em casa. Mas no hotel eu tiro o atraso.

2. Leia 200 páginas de um livro, ou leia tudo, ou leia dois. Lembra de quando você era pobre e avulsa? O livro não era bonitinho, vinha da biblioteca pública ou do sebo, mas era só seu pelo tempo que você quisesse que fosse. Então aproveita e volta a sentir aquele prazer de ler um novelão em uma noite só. E com livrinhos cheirando a tinta. Delícia!

Repara no horário! Só mesmo pra avulsos e pães em viagens a trabalho!
3. Compras! Experimente todas as sandálias e botas cowntry da loja sem se preocupar com a hora de comer, de dormir e de tomar banho! Nem precisa comprar nada, só de bater perna, provar uma coisinha aqui e outra ali, já vale a pena.

4. Vá nos encontros com os colegas. Tome uma cervejinha, jogue boliche (bleargh!), converse. Mas quando o pessoal não tem filhos é bom manerar com o assunto... dizem que pior do que conversa de pães recentes, só de avó recente. Se o público não for favorável, complica. Mesmo num bar punk ouvindo banda de metal eu lembro que Tomás disse isso ou aquilo. Pessoal do IBGE é gente boa e ouve tranquilo. Os poucos que vão em bares punk ouvir metal, claro. Mas nem todo mundo leva na esportiva.

5. Coma bacon, batata frita e tome coca-cola sem medo do mau exemplo! Esqueça a salada por uns dias! Coma pudim de sobremesa! Masque chiclete!

6. Marque uma horinha na estética. Eu não gosto dessas coisas, mas decidi cortar o cabelo em viagens a serviço sempre que possível. A gente vai mais calma, sem correria e consegue pensar direitinho no corte que quer. Fora que nas cidades do interior (menores ainda que Pato Branco) é muito mais barato. O corte atual me custou só R$ 15,00! E como salão fecha tarde, você não perde serviço.

Hum... sim, eu faço essas coisas aqui em Patópolis mesmo, com o petiz por perto, ou junto. Mas sabe, cronometrando no relógio? Sempre com a cabeça no próximo compromisso? Poizé. Abusar dos horários mesmo só em viagens solitárias...

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Mais pãeternagem:


Pãeternagem
Mãe que trabalha, mãe que viaja
- Tomás vai pro castigo agora e já volta
- Sugestões de presentes para crianças de 2 anos
Pro seu filho comer de tudo, siga minha intuição
- Dica para pães ocupados: feijão no vapor à vácuo

Blogs de quinta:


Super Duper - Anne, Joaquim e Tomás
Mãe Geek - Gisela e Luisinho
- Diário de uma mãe polvo - Mari, Ciro, Stella, Leo e Pedro

3 de março de 2012

Unhas - Paulo Wainberg

Primeiro livro de março e sexto do ano do Desafio Literário 2012. A primeira edição é da Leya, 2010, 248 páginas. Tive que comprar porque nem existe o pirata, acho.

Conheci o livro pelo Gauchão de literatura. Passou bem pelas primeira fase, no jogo contra "Tudo o que fizemos" de Carlos André Moreira, que pela resenha me pareceu um livro bom. Aí matou um quase livro reportagem, o "Águas da Revolução" do Juremir Machado, "pavilhão da literatura gaúcha" e eu apostei. Ainda não tinha começado a terceira fase do campeonato e eu decidi firmemente que o meu serial killer do ano seria o Unhas. Na terceira fase foram dois jogos, um contra "Sinuca embaixo d'água", da Carol Bensimon, e outro contra "O centésimo em Roma" do Max Mallmann. Enfim, o Paulo mesmo achou os resultados muito justos, então devem de ser, que não li nenhum dos concorrentes. Só o Unhas. E vamos falar sobre ele.

Unhas é o pseudônimo de um contador que, cansado da rotina, da esposa, dos filhos, tem a ideia de mudar de ramo e entra para a matação de aluguel como um especialista: "exterminador de paixões proibidas". É quando captura Elisa, que ele resolve, pela primeira vez depois de alguns anos na nova profissão, conversar com sua futura vítima. É a esse trololó que assistimos, sua filosofia do pecado, da morte e da vida, seus métodos, seus contos policiais favoritos, e os pepinos dos homens apaixonados que resolveu: a aluna de um professor de cursinho casado, o companheiro gay de um homossexual em dúvida, a esposa feia filha da sogra gata, a filha da empregada... e Elisa. Quem é ela? Como ela veio parar ali? Por quê? Em entrevista, o Paulo disse não sabe se o livro é mesmo "policial". Talvez não, mas dá pra brincar de detetive com a Elisa. Foi riscando os tipos de amores proibidos da lista que eu adivinhei antes de começar a ficar fácil.

Li de uma sentada, que o livro é rápido. O ritmo é fluído e a grande cara de pau do Unhas me puxaram pra históira. As cenas de ação são fortes e difíceis, principalmente no final, os casos mais pesados. Parece tanto um caso do Law & Order SVU que eu juro que vi a detetive Benson ali, quase desvendando todo o mistério nos últimos segundos. Isso me manteve firme no enredo. Atrapalhou  um tantinho o conto policial paralelo, o "Caso do quarto fechado", que vai sendo narrado aos poucos, salteando com a história principal. Outro "quase" é um terceiro narrador alienígena. é a misturas de pontos de vista. Os capítulos tem, alguns, o ponto de vista de Elisa, outros o de Unhas e outros o de um narrador onisciente. Preferiria todo o livro narrado sob pontos de vista dos personagens. Demoramos um tantinho para perceber que não é nem Unhas nem Elisa quem está narrando e o desentendimento desconcentra.

Talvez o mais divertido seja a idiossincrasia entre o Paulo e o "Unhas". O Paulo lembra o Jack Nicholson dando um "beijo na garota mais linda do mundo" no final de "Antes de partir". Porque esse cara escreveria esse livro? Ele não parece se importar com o choque ou a polêmica... Já o Unhas é um quase-Hannibal. Falta refinamento e manipulação, mas ele mata com o mesmo prazer.

Três estrelinhas e meia. Em cinco.

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Mais Desafio Literário 2012:


- A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger
- Pinóquio, adaptação de Guilhaume Frolet
Clara dos Anjos, Lima Barreto
O rapto das cebolinhas, Maria Clara Machado
Cozinheiros Demais, Rex Stout


Outras resenhas:

Noite e Dia, Virginia Woolf;
A melhor HQ de 1980;
Água para elefantes, Sara Gruen;
Buracos, Louis Sachar;
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno;
Minha estante e sir Bernard Cornwell;

2 de março de 2012

9a. das 52 semanas de bibliofilia!

Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".

Estou atrasada com as postagens, essa semana é a nona. Então foram três posts e três fotos. Correria.

Ontem enviei as trocas do skoob plus, "A mulher do viajante do tempo" e "Unhas". E também dois postais surpresa pra certos colegas leitores que merecem o agrado.  Fiquei com vergonha de tirar a foto na frente do correio, ali, no meio da calçada, e parecer adolescente demais... Mas tive sorte, não é tão fácil assim achar essa vaga tão estratégica! São Pessoa dos Bibliófilos me ajudou!

Mandou, chegou! (espero)
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1 de março de 2012

8a. das 52 semanas de bibliofilia!

Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".

Estou atrasada com as postagens, essa semana, três fotos!

Essa foto é da minha caixa de marcadores, abarrotada. Outra hora mostro tudo melhor. Viram que chique, tem Sharon escrito! Chegaram pelo correio dois novos integrantes. O João mandou marcadores do Fósforo só porque eu sou legal e a Tábata enviou os marcadores do Happy Batatinha que eu ganhei no sorteio do Desafio Literário de janeiro. Yupi!

Marcadores fofos dos amigos abarrotando a caixinha!
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Mais 52 semanas:


1a. semana: eu amo a leitura, nem tanto os livros...
2a. semana: ler pra relaxar... e nanar!
3a. semana: uma carga muito divertida!
4a. semana: não lidos, desafio e resenhandos
5a. semana: para ler nas folguinhas do trabalho...
6a. semana: concursos culturais valendo livros
- 7a. semana: Dora, ajudando as mamães leitoras!

Mais meme literário:

Meme literário de um mês do Happy Batatinha

Blogs de quinta sobre livros:

Livrada! do Yuri

Top 10 sharístico:

Romances
Literatura infantil

Mais literatura:

A melhor HQ de 1980
Desafio Literário 2012
Livros para ler em 2012