23 de novembro de 2006

Republicando...

Os melhores posts de 2005 e 2006, na minha opinião. Os que eu tentei deixar engraçados e os que ficaram bonitinhos. O resto era muito datado ou não tinha graça nem conteúdo.

E, pra começar, as fotos campeãs de 2005:

1 - Chamadora de visitas: foto de Pato Branco



2 - A incrível Alana devoradora de pratos (modelo cedida por Melody C. Oliveira)

Cuidado meninos! Um olho no xixi e outro nas costas!

Jovem é morto ao urinar em muro de residência

As polícias Civil e Militar de Toledo encontraram no bairro Jardim América, na madrugada de domingo, o corpo de Odair José Machado de Oliveira, 19, que estava em uma calçada, ao lado de uma lanchonete. Segundo o que foi apurado por policiais militares que conversaram com algumas testemunhas, teria ocorrido uma confusão ao lado da lanchonete e, em seguida, tiros foram disparados. Odair José de Oliveira foi atingido duas vezes e morreu na hora. Os policiais constataram que um tiro atingiu o pescoço e outro a cabeça da vítima.

A coleta de informações sobre a causa do homicídio, bem como a autoria do mesmo, levou a polícia a descobrir que o principal suspeito reside na casa ao lado à lanchonete. Devido ao elevado número de freqüentadores e música ao vivo durante os finais de semana, o vizinho teria se sentido prejudicado em razão da baderna.

Na madrugada de ontem ele percebeu que um cliente da lanchonete estava urinando no muro da sua residência e resolveu repreender o rapaz. Houve uma discussão e, segundo populares a vítima tentou agredir o proprietário da casa. O acusado adentrou a residência e logo depois saiu empunhando um revólver. Após efetuar os tiros ele fugiu e até o final da tarde de ontem não havia sido localizado pela polícia.

fonte: Edição do dia 01 de fevereiro do Diário do Povo

Até Pato Branco ficou sem graça depois dessas...

Diário de Guarapuava, 24 de fevereiro de 2005:

PF destrói 30 mil frascos de lança-perfume

A Polícia Federal (PF) destruiu ontem cerca de 30 mil frascos de lança-perfume, apreendidos em duas operações realizadas em dezembro do ano passado e janeiro. No final houve explosão. Equipes do Corpo de Bombeiros que estavam no local para evitar acidentes agiram rápido e ninguém saiu ferido.

A destruição dos frascos, triturados por rolo compressor, espalhou o forte cheiro do produto, incomodando os presentes e afetando alunos de uma escola próximo ao local onde houve a destruição. Alguns passaram mal e foram atendidos pelo Corpo de Bombeiros. As aulas foram canceladas no período da tarde.

O ato foi presenciado por lideraças políticas e policiais. Os mais velhos lembravam que no passado o lança-perfume não era considerado droga e era utilizado para brincadeiras no carnaval.
O agente federal Víctor Bond disse ter sido a maior destruição de lança-perfume já ocorrida no Brasil. ¿Foram duas apreensões recordes em menos de um mês¿. Segundo ele, ano passado a PF de Guarapuava, que atua em 77 municípios e 120 quilômetros com a fronteira da Argentina, apreendeu cerca de 38 mil frascos, quase metade do total de apreensões no país - 79 mil.
Ele explicou que a PF pediu autorização judicial para a destruição dos frascos por causa dos riscos de explosões. A droga estava guardada nos depósitos da delegacia. ¿O Cloreto de Etila é altamente inflamável e poderia ocasionar incêndios¿, afirmou, sem saber que, pouco depois, o receio se concretizaria.

Diário de Guarapuava, 25 de fevereiro de 2005:

PF vai apurar causas do incêndio

Corpo de Bombeiros diz que destruição dos 30 mil frascos de lança-perfume, que terminou em explosão, deveria ter sido em local afastado

O delegado da Polícia Federal (PF) José Alberto Iegas afirmou ontem ao Diário, que a explosão ocorrida durante a destruição de 30 mil frascos de lança-perfume, na quarta-feira, foi um acidente sem grandes danos ¿ físicos e materiais ¿ e informou que a policia está investigando o que ocasionou o fato. ¿Estamos apurando o que aconteceu¿.

Iegas criticou setores da imprensa de Guarapuava que, segundo ele, estão tratando o assunto com ¿sensacionalismo¿. ¿Querem manchar a imagem da PF de Guarapuava. A troco de quê?¿, questionou.

Ele afirmou ter tomado todas as precauções necessárias para evitar qualquer acidente. ¿Chamamos o Corpo de Bombeiros, Guaratran, isolamos o local e distribuímos máscaras para quem estava assistindo (para proteção contra o forte cheiro do lança perfume). Havia até representante da Vigilância Sanitária¿.

Ele informou que os maiores prejuízos materiais foram os pneus do rolo compressor da Surg ¿ utilizado para a destruição dos frascos ¿, que foi queimado. ¿Vamos doar outros pneus à Surg para recompor as perdas¿. Ele lembrou que nem mesmo a fiação elétrica foi atingida.

Iegas também comentou sobre os alunos de uma escola municipal próxima ao local do fato, a rua Capitão Arcílio Pereira, ao lado da delegacia da PF, que passaram mal com o mau cheiro. ¿Eles foram atendidos na hora. Duas crianças chegaram a ser levadas no período da tarde para hospital, mas nenhuma delas faltou à aula hoje (ontem)¿. O delegado disse ter entrado em contato com a mãe de um dos alunos que passou mal e se colocou à disposição para qualquer problema.

A diretora do colégio, Dagmar Ingrid Marcondes, contou que algumas crianças se queixaram de garganta ressecada, dificuldades respiratórias e apresentaram reações alérgicas. Havia cerca de 400 crianças quando houve o incidente. Elas tiveram de ser retiradas das salas de aula e levadas para o pátio. ¿Houve um certo tumulto e algumas crianças choraram¿.Dagmar contou que alguns pais ficaram assustados ao ver a rua bloqueada, a presença do Corpo de Bombeiros e as crianças chorando no pátio. ¿Alguns reclamaram¿.Apesar disso, a diretora não atacou a PF. ¿Eles não esperavam que isso fosse acontecer. Foi uma infelicidade¿. Mas ela questionou o local escolhido para a destruição.

O comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Júlio César de Góes, também afirmou que o local utilizado não foi adequado. Ele disse que os bombeiros não foram consultados sobre a escolha do local. ¿Apenas nos solicitaram apoio no final da tarde de terça-feira¿. Segundo Góes uma área afastada deveria ter sido escolhida.

O delegado da PF explicou que o local foi escolhido justamente pela segurança, por ser ao lado da delegacia. ¿Ninguém queria que isso acontecesse¿.

Olha o que eu achei:

Um site de receitas português, lindo: http://www.receitasemenus.net/. Reparem nas mensagens da barra de status, a do rodapé. E a forma de descrever as receitas no português de Portugal é linda... "Varinha mágica" deve ser colher de pau*, é muito mais bonito, e "lume" e "tacho". Lindo mesmo. Ó:

"Arranje a abóbora e corte-a em bocados. Retire a pele e as sementes ao tomate. Corte a cebola em rodelas finas e o temate aos pedaços. Deite tudo num tacho de fundo espesso, leve a cozer em lume muito brando durante 45 minutos. Passe com varinha mágica, a fim de obter um pure liso e fino. Tempere com o açucar, sal e pimenta. Dissolva o pure em leite, ou água, em quantidade dependente da do líquido que a abóbora largou a cozer.

Leve ao lume, mexendo sempre e deixe ferver durante 2 minutos. Bata novamente o creme com a varinha mágica durante 1 a 2 minutos. Escalde a terrina com água a ferver e enxugue-a. Deite dentro a margarina cortada em falhas e as gemas, misturando muito bem. Junte pouco a pouco, creme de abóbora, mexendo sempre, para que fique tudo bem ligado. Se desejar pode adicionar arroz cozido à crioula ou quadradinhos de pão torrado ou frito."

* viva o Google: varinha mágica é isso

Conselho de um pai zeloso

Na noite em que eu encontrei o maior amor da minha vida:

- Se você me voltar a pé essa noite eu te mato! Você tem que arranjar um cara que tenha carro, no mínimo! Faz assim: quando vocês estiverem dançando, como quem não quer nada, você passa a mão no bolso dele pra ver se tem chave! Depois você descobre se é um Fusca ou uma Brasília, o importante é ter um carro!

E depois dizem que devemos escutar os mais velhos. Eu não segui o conselho e ó no que deu:



(publicado - sem a foto - em 13.03.2005)

Um dia antes do dia D

- Filha, amanhã você vai abrir a loja... pra sua mãe poder dormir um pouco mais, não vai?
- Eu posso até abrir a loja, mãe, mas as 9 horas eu tenho compromisso.
- Que compromisso?
- Tatuagem.

Silêncio constrangedor. Pai:

- Mas pra quê se tatuar no corpo?

(publicado em 19.03.2005)

Chantagens do mundo moderno

Ontem mostrei para um colega de trabalho (que pediu para não ser identificado) como ele poderia identificar sua porcentagem de gostosura no orkut. Hoje quando eu chego no trabalho, por MSN, a grande novidade: ontem ele era 90% sexy, hoje, 100! Modesto, ele achou que era defeito do sistema... nem quis entrar pra comunidade 100% sexy... Eu utilizei a situação a meu favor:

- Se você não mandar aquele arquivo AGORA, eu tiro meus coraçõezinhos!!!

(publicado em 19.03.2005)

Mil e uma utilidades

Algumas palavras ambíguas e de difícil interpretação são mágicas. Podem ser usadas em qualquer contexto. Inclusive na comédia. Meti minha colher no texto de Sérgio Augusto de Andrade sobre o livro "O jogo do belo e do feio", de José Arthur Giannotti, agrupando umas palavras e trocando outras. Só prá ficar menos solúvel. Deu isso, pra decorar e recitar em qualquer conversa de botequim:

"É mérito estabelecer os fundamentos lógicos de uma crítica da razão simbólica a partir da definição de um objeto que se afirme num tipo de legalidade que despreze a necessidade de coincidência entre a normatividade tácita da ação e a normatividade explícita do ser, em direção a uma recusa da necessidade referencial, num impulso que reformula cada descoberta em direção a novas tradições e novas regras, numa contração centrífuga."

A melhor HQ de 1980

É um "capítulo" de uma história do Zeferino, do Henfil. Está no Fradim 26, de junho de 1980, da editora Codecri, na página 47. Como a revista que eu tenho é preciosíssima para seu dono (e para mim, nunca vi coisa tão linda... chuif!) seria um crime escanear a história e soltar as frágeis páginas de papel jornal da frágil encadernação de cola. Então eu descrevo pra vocês, timtim por timtim, ipsis literis, tal e qual, em todos os minúsculos detalhes. Porque, também, estou com preguiça pra ver se já está na internet.

Vamos lá. São cinco quadros na vertical. O primeiro é a introdução, e tem o dobro da largura dos outros, a disposição sendo, portanto, um em cima, dois no meio e dois embaixo. Nas histórias do Zeferino, ou "Henfil do alto da caatinga", temos três personagens: o capitão Zeferino, vestindo o uniforme clássico de cangaceiro: chapéu de couro enfeitado e cinturão de munição; o bode Francisco Orelana, com um chapéu também, só que de conquistador espanhol. E a Graúna, que todo mundo conhece. Como assim você não? Que grande vergonha, hein? Mas vou dar uma chance ao iletrado leitor. Quando me empolgo perco a preguiça de pesquisar na internet e vocês estão com sorte hoje. Aqui e aqui temos uma amostra das personagens, críticas e henfílicas. Vai lá, mas volta rápido que eu to contando uma coisa importante, pô!

Poderíamos entitular a história a que me refiro de "A queda de ânimo do bode Orelana", mas não podemos. Dividir, separar, rotular a obra de Henrique de Sousa Filho? Crime! Enfim, vamos fazer isso, somente para "fins didáticos". Já há alguns quadrinhos estamos vendo o bode, uma caricatura de intelectual de esquerda, levar tombos, sem, no entanto, ter motivo para isso. Ele não tropeça nem é empurrado. Só tomba. Seus companheiros ficam preocupados e ele explica: "'É queda de ânimo".

Aqui talvez caiba uma referência que eu não posso lhes dar, mas posso imaginar, inferir, desconfiar. Obviamente, como nos dias de hoje, o Brasil passava por mais uma crise econômica, acompanhada de inflação, analfabetismo, educação precária, saúde periclitante, corrupção, enchentes, turismo sexual, novelas da Globo, Nelson Ned, enfim. Essas coisas que ainda envergonham a gente, e já causavam, em 1980, quedas de ânimo. Isso tudo piorado pela ditadura e pela censura. Mas o que estou tentando adivinhar é cousa diversa, é a inspiração do autor. Provavelmente nessa época, algum político, jornalista, economista, formador de opinião, whatever, deve ter usado a expressão várias vezes, e nosso querido Henfil (que Deus o tenha à Sua esquerda, desenhando, escrevendo e O fazendo rir, em Sua mais-que-perfeita fábrica do humor celestial, que só não é melhor que a nossa porque aqui estão Laerte, Fernando Gonzales e André Dahmer, amém). Enfim, nosso querido Henfil (de HENrique de Sousa FILho, notem bem; aí me dá vontade de voltar a assinar Shacal; quem sabe quando eu criar vergonha na cara e começar a fazer tirinhas também; já pensou? Já pensou? é, eu já) Então, o Henfil, teve um insight ao ouvir a expressão e a utilizou. Muitissíssimo bem, admitamos, já que eu elegi essa a melhor história em quadrinho do ano da graça de 1980. (ano da graça!!! sacou? sacou?)

Um pouco mais de contexto histórico agora, desta vez com mais fatos. Vejamos. 1980. Junho. Meus pais estavam preparando minha festa de um ano de idade. Eu era uma linda menininha ruiva cheia de cachos que já brincava com revistas em quadrinhos, livros e o que mais viesse na frente e fosse formado por papel, elementos de encadernação e tinta. Tenho fotos pra provar! E o Brasil estava iniciando sua abertura democrática, depois de 16 anos (só??? 1980-1964=16. só! puxa!) de Ditadura Militar. O Gal. Figueiredo, presidente desde 1979, já havia aprovado a Anistia e o pluripartidarismo. Nossos exilados políticos estavam começando a voltar pra o Brasil ou pensando em. Aliás, tem uma série ótima do Zeferino sobre a "volta". Aqui devo confessar meus conhecimentos históricos imprecisos e agradecer à Wikipedia e ao Rafael Dubeux, que fez essa cronologia da História do Brasil.

Continuemos, que internet sem figura é um saco. Texto comprido então... Espero que pelo menos os interessados em humor e em HQ estejam lendo, já que estou me esforçando para fazer um textinho massa. Então. O quadrinho. Do Henfil. Por falar nisso. Outra eleição arbitrária hoje. O Henfil do Ano 2000 é... é... é... (tambores por favor) ANDRÉÉÉÉ DÃÃÃÃHMER! O sado-masoquismo, a crítica, o sarcasmo, a ironia, o mau humor, até o traço! Vejam, vejam! Mas como eu não pensei nisso antes! Shame on you, Sharon Caleffi! Corroboramos nossa indicação ao prêmio com uma henfílica: "O humor que vale para mim é aquele que dá um soco no fígado de quem oprime" (Henfil, em "O Rebelde do Traço - a Vida de Henfil", Dênis de Moraes, José Olímpio Editora, Rio, 1997) E mais ainda, os Malvados são um tapa na cara do oprimido.


Mas. Hey, ho, lets go! Uma em cima, duas no meio, duas embaixo, lembram? Preto e branco. Na verdade, preto e sépia, ou marronzinho, ou cor de papel jornal antigo. E chegamos no primeiro quadro. Da Melhor HQ de 1980. Em um quadro vazio, ocupado apenas pelo número da tira, 568.B, no canto esquerdo, e pela Graúna e o Zeferino de perfil, em frente à metade de uma escrivaninha, no direito. A pessoa por trás da mesa está oculta. O Zeferino diz (a Graúna está com cara de preocupação):

- Então, Doutor, o Bode Orelana está tendo quedas de ânimo...

No quadro dois, o doutor-oculto-atrás-da-escrivaninha responde para um Zeferino atento e uma Graúna com cara de pena:

- Quedas de ânimo dão em pessoas portadoras de esperança

Quadro três, Zeferino:

- Tem alguma receita pra acabar com esperança? - e doutor:

- Sou pela cura da natureza...

(Graúna com cara de "aí tem truta, tô gostando não")

No quadro 4, Orelana atento ainda, o doutor continua:

- Mais 10 quedas de ânimo e a esperança acaba naturalmente.

(Graúna com cara de "charlatões, charlatões...")

No quadro 5, voltando do consultório, o Zé diz:

- Cumé que o safado do bode escondeu da gente! Tá com esperança...

Ao que a Graúna:

- Médico que não receita nada eu não gosto! Por mim dava um bom lumbrigueiro pra botar essa esperança pra fora...

* este post é dedicado a Luís Veras Filho, revisor do Diário do Povo, onde eu trabalhava, e dono orgulhoso da edição encadernada das revistas do Fradim 25 a 30.

A primeira enquete quitândica:

Na sua opinião, a Arte mais recompensadora é:

( ) o Sexo

( ) o Crime

Bônus! As respostas do antigo post:


Sexo pago. obvio que é brincadeira.

Aninha


SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO SEXO

BodyCount


O sexo, por um sexo bem feito você consegue que a pessoa faça por ti qualquer crime!

Genésio do diário



O crime é uma arte mais tentadora... tanto quanto matar pessoas, ou simplesmente roubar cones.... O crime envolve mtos detalhes que nao podem ser deixados para trás... tornando-o assim...uma arte mais tensa... mais presa...pois quem comete crimes... nem sempre busca um crime perfeito. A arte do crime é mais ardilosa. Acho q mais REcompensadora seria o sexo!!! os detalhes em evidência contam mto mais! e a arte do crime é mais egoista... vc nao pode sai contando por ai que assalto um caixa eletrônico...mesmo que todos seus amigos devem saber... para aumentar o status do criminoso perante a tribo...mas os guarda nao podem sabe...senao vai ve o sol nasce quadrado. O sexo ainda é divido, normalmente em dois... mas em 3 também seria bom....(digo duas+um) acho q falei demais já... mas será que respondi a pergunta??? caso nao tenha sentido o q eu escrevi... a culpa é dos remédios pra gripe q tomei ontem... ainda to meio dopado! TIAU!

danehell_dascalárias


Sexo. Fácil. O crime não compensa e nem satisfaz. Crime! E, dinheiro por dinheiro, o sexo também pode render dividendos... Abraços!

Tiago

O elogio da Jabuticaba

És o excêntrico em tua negritude esférica
Ó Jabuticaba! Teu sumo é o doce apaziguador das amarguras!
Somente o iniciado em teus segredos é digno de tuas delícias,
O romper da perfeição de teu invólucro
As minúcias de teu sabor indescritível
A sensação de sugar cada pequena gota de tesão
E finalmente, teu pequeno caroço, que nos desce pela garganta
Num prazer mecânico que lembra coisas escondidas

Os olhos se fecham, como se a visão atrapalhasse,
os ouvidos não atendem mais a nenhum apelo,
o nariz existe unicamente para teu delicado olor,
o tato concentra-se inteiramente nos lábios,
e sou toda paladar, os sentidos absorvendo cada detalhe
numa confusão que atordece!

Ó Jabuticaba, perfeita, inexprimível!
Grande és, em pequenas doses negras,
ó excêntrica, ó exótica, ó temível presença,
tantas lembranças evocas, tantas sensações despertas,
que nos esquece todo cuidado, e nos deixamos empanturrar.

Ó cruel Jabuticaba!
Ao abandonar nossos corpos,
corpos já esquecidos das delícias que provocaste,
em dores lancinantes que rompem membranas,
golpes malvados de teus restos vingativos,
não esqueces de lembrar-nos que dentro de nós esteve!

Vejo flores em você

Farmácia:
- Moça, me vê um colírio, que tem essa coisa aqui no meu olho...
- Nossa, é uma sementinha... já vai começar a brotar...
- Brotar???
- É, uma flor, como essa minha, ó.
- Nossa, parece uma margarida em miniatura... uma camomila...
- É, elas brotam, mas como não tem terra no olho, elas não criam raízes!

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Transcrição de um sonho da irmã artista que está com algum tipo de oculite.

Top 10 da Sharon das melhores bandas curitibanas do século 21

1. Ovos Presley
2. Relespública
3. Hillbilly Hawide
4. Sarnentos
5. Bad Folks
6. Cherry Bomb (Londrina)
7. Pelebrói Não Sei
8. Gruvox
9. Faichecleres
10. No Milk Today

Top 10 da Sharon das melhores bandas brasileiras de todos os tempos

1. Mutantes
2. Paralamas
3. Ultrage a Rigor
4. Ira!
5. Replicantes
6. Titãs
7. João Penca e seus Miquinhos Amestrados
8. Ovos Presley
9. Relespública
10. Plebe Rude

Top 10 da Sharon das melhores bandas de todos os tempos de todos os lugares

Inspirada na comunidade Pato Roque do Orkut

(com os respectivos versos das minhas músicas mais preferidas)

1. Ramones (hey, ho! let's go!)
2. Beatles (eight days a week... i looooove you)
3. The Clash ('cause london is drowning and I live by the river!)
4. Rolling Stones (hey, you! get off of my cloud!)
5. Stray Cats (rock'n'roll is never to loud!)
6. U2 (But I still haven't found what I'm looking for)
7. Mutantes (rita lee foi passea-a-a-ar... vinte anos namorar talvez...)
8. Pixies (wave of mutilation, wave of mutilation, wave...)
9. Blur (she says there's aints in the carpet... dirt little monsters...)
10. Motorhead (I don't wanna live for ever, and don't forget the joker!)

é. de verdade mesmo, eu não sou saico.

Novos jeitos de guardar

Inserida no meio informático, já peguei os vícios: agora eu digito os abre e fecha aspas ao mesmo tempo, assim: "", e volto um caracter na setinha pra digitar as coisas no meio. É uma forma inteligente de não esquecer coisas abertas. Você fecha antes e depois guarda o que tem que ser guardado dentro.

Cháron

Há algum tempo atrás, um amigo batizou uma receita minha com meu "nome". Então, resolvi transcrevê-la no local adequado.

Ingredientes:

1 (uma) xícara (de chá) de água quente (no ponto de chá, ou seja, retirada do fogo antes da fervura, assim que apresentar a formação das famosas "bolinhas")
1/2 (meio) limão galego ou taiti (mas fica a cargo do "chazeiro" a preferência. É importante, entretanto, atentar para o fato de que o limão deve ser possuidor de um sabor bastante ácido)
1 e 1/2 (uma e meia) colher (de chá) de açúcar (ou a gosto, mas o Cháron é ácido e não muito doce, doçura é coisa de gente fresca e ah sim! açucar branco... eu sei, sei, mascavo é mais isso, mais aquilo, mas também tem gosto mais forte e estraga tudo. Açucar branco ou nenhum.)
1 (uma) caneca

Modo de preparo:

Esprema o meio limão na caneca e retire as sementes (passar no coador pra tirar os alvéolos é coisa de gente fresca)
Coloque a água quente.
Adoce e mexa.
Aproveite.

Modo de apreciação:
1. Antes de tudo e de todos, lave bem as mãos com um sabonete cheiroso. Deixe a água escorrer bastante no enxágue, só por diversão, só por um segundo. Lembre de quando você adorava ajudar sua mãe a lavar a calçada, ou o pai a lavar o carro, ou qualquer coisa assim, só para poder brincar com a água. Água é divertido.
2. Escolha o limão pela casca. Encontrar um limão com casca bem lisa e brilhante já é o começo da apreciação do chá. Um limão bonito.
3. Coloque a água para esquentar em uma chaleira, em um fogão. Microondas não é divertido, fogo é. Mesmo azul, mesmo de gás de cozinha, mesmo controlado por uma chapinha furadinha, fogo é uma coisa bonita. Veja o fogo, sinta o calor, se queime até, se você gostar disso. Torne a feitura do chá uma experiência excitante.
4. Enquanto a água ferve, lave o seu limão. Pode aproveitar a alegria-infantil-de-brincar-com-água de novo, mas cuidado. Estamos (nós, o mundo) ficando sem água. Cuidar do meio ambiente é legal também, dá uma satisfação instantânea, experimente.
5. Cheire o limão. O cheiro de limão, no Concurso Mundial dos Cheiros de Frutas, só perde para o cheiro do caju. Corte o limão ao meio e sinta o cheiro de novo. É diferente, mais forte, mais invasor, mais impregnante. Bom, muito bom.
6. Escolha uma caneca bem bonita, ou use a sua favorita de estimação. Canecas pessoais são legais. Eu prefiro as de cerâmica, com desenhos. Existem muitos desenhos, você pode escolher qualquer um, desde simples xadrezes decorativos até obras de arte famosas. Ponha um pouco de arte no seu Cháron, ele fica mais gostoso.
7. Quando for espremer o limão, com as mãos, observe (não de muito perto! se cair uma gotinha no olho arde!) como os alvéolos vão estourando! É bonito!
7. Veja se a água já começou a formar bolinhas... se elas já estão subindo... se tem bastante bolhas... desligue antes de ferver.
8. Coloque a água. Adoce. Descobri dia desses que quando a água está bem quente o açúcar faz barulho ao passar. Veja se você também ouve isso.
9. Misture bem. Sinta o cheiro. Vá fazer a sua coisa-preferida-enquanto-toma-chá. Eu recomendo um filme, um seriado divertido, um livro, uma música.
10. Beba! Ah sim. Pode ter algum alvéolo não-estourado. É legal senti-lo estourar na boca. Você vai sentir aquele puxão do gosto forte na garganta, mas é por isso que você está fazendo um chá de limão! Porque é uma experiência forte! Afinal, é o Cháron! É diferente! É forte! É marcante!

Ah sim, sobrou meio limão. O que fazer com ele? É a minha Dica de Apreciação Número 11,também conhecida como A Favorita: convide alguém pra tomar chá com você. O mais legal de tudo, vejam, é que o Cháron dá pra dois! Uma pessoa que você goste, um amigo, o irmão, a mãe, o namorado, não importa. Tome o Cháron em dupla. É divertido.

Última coisa, só. A variação. Existe o Cháron Com Dor de Garganta. É bem simples de fazer, só coloque mel no lugar do açúcar. E aí perceba todas diferenças! O cheiro, a consistência do mel, como ele se dissolve devagarinho na água quente...

A tragédia do Pato Branco

- Io mato questo bugre maledeto! - berrou seu Floriano, pegando na espingarda. - Questo porco nom leva filha mia!

- Calma, homem, pelo amor de Deus! - dona Carmem, desesperada, segurava o marido. - Vai acabar acertando os dois e ainda mata nossa filha!

Seu Floriano se soltou da mulher e correu para os fundos da casa, de onde ainda podia ver os amantes em fuga, ao alcance de um tiro.

- Desgraciato!

- Não homem, não faça isso!

Nesse momento, os homens da vila apeavam no rancho. Quando o piá do Frederico deu a má notícia na cancha de bocha, seu Floriano sumira tão rápido que nem se ouviu o cavalo trotar. Uns para evitar tragédia, outros de curiosos, mas a maioria querendo mesmo é ver índio sujo levar fumo, seguiram para a fazenda. E chegaram bem na hora da bala.

- Bam!

Dona Carmem rezava de olhos fechados. Mas os gritos que ouviu não eram os que esperava. Coragem de olhar só quando ouviu as risadas do povaréu. Seu Floriano haria acertado o pato branco de estimação da família, que, não se sabe como, havia se intrometido na rota da bala.

O inesperado do caso e a risada dos compadres aturdiram o pai, dando o tempo do casal fugir. A história do pato herói se espalhou rapidamente, e, em pouco tempo, não havia visitante que não desejasse conhecer o "Sítio do Pato Branco". Foi nesse lugar onde, anos mais tarde, se ergueu nossa cidade.

O pato? Foi prá panela. Mas seu Floriano nem provou:

- Porco cane! Se nom me é questa praga eu acerto o bugre! Maledeto!

Quaresma da Soja Verde

Li Sartre (A idade da razão) e Alan Moore (A voz do fogo). Com certeza: história na ficção é mais divertido que filosofia na ficção. E acreditem ou não, mais perturbador também. Mas a tradutora do Moore falhou em um ponto muito importante. Vejam esse trecho, de um parágrafo que conta como foi encontrado, finalmente, o lugar estavam as cinzas do pai do Moore:

"Isso havia criado uma breve comoção para esclarecimento de suspeitas perturbadoras: Soylent Green é gente."

E olha a nota da tradutora:

"O nome do pai (sic) poderia ser confundido com nome de vegetais por causa de significado de partes do nome: soy, soja e green, verde (lent significa quaresma)."


Ai Jesus, Maria, José! Mas estão ela não sabe que Soylent Green é um filme? Ela não tem Google? Aliás, aliás, aliás, um ca-lás-si-co da ficção científica? Não, pelo jeito ela não sabe. Mas vem cá: ninguém na Conrad leu esse livro antes de publicar? Quedê editor? Quedê?

Pois é que eu procurei no google e não vi nenhum indignado comentar isso... Acho que tem pouca gente que viu Soylent Green. Poizé. Eu vi, graças a ao Grande Mestre do Role Playing Game Que Possui A Grande Coleção de Fitas de Vídeo Contendo Filmes Clássicos do Terror e da Ficção Científica. Fui abençoada nessa vida. Pelo menos eu não ia tentar traduzir o nome do pai do Alan Moore como Quaresma da Soja Verde (ou Verde Soja da Quaresma?).

A teoria do caos por Sharon Caleffi (com colaborações)

Primeiro, entrem nesse link: Reação em cadeia e joguem um pouco. Depois voltem aqui e vejam nossas conclusões:

























Já jogou? Mesmo? Não tem graça se você não tiver jogado!










Conclusões, por Sharon Caleffi:

1. A ordem total é a morte.
2. Dois graus de diferença são suficientes para dissipar o caos por toda a população.
3. Grande diferença não proporciona um bom alcance de dissipação.
4. O trabalho para influenciar a mudança é proporcional ao grau atual de diferença entre os indivíduos.
5. Dado um determinado sistema em repouso, onde o movimento de cada indivíduo é reação ao movimento dos indivíduos vizinhos, o movimento do sistema somente poderá ser iniciado por entidades ex-maquina.

Mais conclusões, por cataléptico:

A problemática da organização social é justamente esta. Uma vez alinhavados todos os setores da sociedade produtiva, agentes contrários à ordem atual podem desencadear uma mudança que nem mesmo eles podem prever nem mesmo manejar, de forma que o resultado final é o caos causador de mais caos.

A incrível fábrica de estragar músicas

Volta e meia um brasileiro aparece com uma versão 'traduzida' de alguma música pop de sucesso. Eu criei um nome pra isso: dolabelicar. Já explico.

Algumas até que ficam legais. "De música ligeira" do Paralamas, ficou tão boa que acho até que melhoraram a letra original. E os toscos do Capital Inicial também versaram numa gramática fácil cheia de rimas bobocas. Astronauta de mármore do Nenhum de Nós, versão de Starman do David Bowie é a controversa. Eu gosto, mas porque eu sou do sul e de família gaúcha. Não dá pra perdoar o nariz azul mas eu gosto, tá? Me deixa. Vejam vocês como era:
There's a starman waiting in the sky (Há um homem das estrelas esperando no céu)
He'd like to come and meet us (Ele gostaria de vir e encontrar-nos)
But he thinks he'd blow our minds (Mas ele pensa que explodirá nossas mentes)
There's a starman waiting in the sky (Há um homem das estrelas esperando no céu)
He's told us not to blow it (Ele disse para não explodirmos)
Cause he knows it's all worthwhile (Porque ele sabe que tudo vale a pena)
He told me: (Ele disse-me)
Let the children lose it (Deixem as crianças perderem o controle)
Let the children use it (Deixem as crianças aproveitarem)
Let all the children blue again (Deixem todas as crianças tocarem)
E como ficou:
Sempre estar lá
E ver ele voltar
Não era mais o mesmo
Mas estava em seu lugar...
Sempre estar lá
E ver ele voltar
O tolo teme a noite
Como a noite
Vai temer o fogo...
Vou chorar sem medo
Vou lembrar do tempo
De onde eu via o mundo azul...
Mas assim como a coisa que o Capital chamou de música, a grande maioria das versões é péssima, uma adaptação horrível da letra, totalmente fora de contexto. Outras tristezas que me vem rápido na memória são a Sandy e o Júnior copiando o Savage Garden (a música não era boa nem em inglês) e o Dado Dolabella (daí o dodabélica) que versou "Love Vigilantes", do New Ordem, num negócio totalmente sem noção chamado Dado pra você que eu me recuso a linkar aqui. Dá uma olhada na letra original, com tradução. Uma canção sobre voltar da guerra e encontrar a família virou uma música besta sobre um pilantra que larga a mulher pra viajar (hippie?) e uma idiota que ficou esperando. Se você teve o desprazer de ouvir essas coisas que eles chamam de versões, entende.

Então. Hoje, vindo de ônibus para o trabalho escutei outra! Como numa piada interna de uma pessoa só, estava eu lá sozinha no ônibus vindo para o trabalho, perdida nos pensamentos, quando anunciam a música (aqui os ônibus tem rádio e sintonizam as FMs locais) de uns tais Cleiton e Camargo, "Se é amor não sei". Tomo um susto quando começa a introdução: mas é a música do Top Gun! Lembram de Top Gun? Ah, sim, todo mundo que tinha idade pra ver TV nos anos 80 lembra. e lembram de Take my Breath Away? Quem não lembra ou é muito novo para conhecer clica aí pra ver o clipe da música original.

Eu nem lembrava o nome da música, tive que recorrer ao nosso amado Google. A gente tocava nas festinhas pra ver quem tinha coragem de dar o primeiro beijo. Isso faz muito, muito tempo!!! O divertido desse caso específico, além do fato de copiar uma música, o que atesta a falta completa de capacidade do compositor, é que eles ainda me copiam uma música vencida. E olha como ficou a versão sertaneja. E olhem como ficou o refrão! Impalavrável!!!

Se não fosse trágico...