23 de novembro de 2006

Mil e uma utilidades

Algumas palavras ambíguas e de difícil interpretação são mágicas. Podem ser usadas em qualquer contexto. Inclusive na comédia. Meti minha colher no texto de Sérgio Augusto de Andrade sobre o livro "O jogo do belo e do feio", de José Arthur Giannotti, agrupando umas palavras e trocando outras. Só prá ficar menos solúvel. Deu isso, pra decorar e recitar em qualquer conversa de botequim:

"É mérito estabelecer os fundamentos lógicos de uma crítica da razão simbólica a partir da definição de um objeto que se afirme num tipo de legalidade que despreze a necessidade de coincidência entre a normatividade tácita da ação e a normatividade explícita do ser, em direção a uma recusa da necessidade referencial, num impulso que reformula cada descoberta em direção a novas tradições e novas regras, numa contração centrífuga."

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