31 de julho de 2012

Em época de eleições: somos um estado laico! Lembre-se!

Hoje um amigo enviou essa tirinha do Oatmeal, com vários casos em que o exagero religioso pode atrapalhar a vida dos outros... tem muitos exemplos importantes de como não ser um chato fanático, mas o mais relevante para o nosso momento é esse pedacinho, sobre eleições, que eu traduzi com consultoria e helps do amigo Girino.

Então, somos um estado laico. Religião não deveria ter importância no seu voto, seja você crente, ateu, judeu, católico, jedi. Seu candidato tem muito mais no que pensar! E você também! Acompanhe:


30 de julho de 2012

7 coisas que me fazem escolher um livro para o Tomás

Inspirada num post do Listas Literárias, sobre como o Douglas Eraldo escolhe os livros que ele compra, vou contar como eu escolho um livro para o Tomás.

Em geral, o que é relevante na hora de decidir é isso:

1. A história tem que ser criativa, divertida, empolgante

Por enquanto eu consigo ler rapidinho os textos e:
  • Vejo o quanto a história tem de novidade, imaginação, criatividade;
  • se o livro tem algum ensinamento moral, decido se eu quero também ensiná-lo ao Tomás. Lendo o "Como os dinossauros dizem boa noite" a gente mostra que uma hora de dormir tranquila é bom pra todo mundo, por exemplo. E é ótimo também por ter dinossauros como protagonistas, é claro.
Uma ajuda e tanto!
  • contos de fadas, lendas folclóricas, tradição oral... sobreviveram por algum motivo, porque tem pujança. Valem sempre a pena, desde que não sejam resumidos demais ou mal contados. A Lígia Barros comentou, na minha resenha de uma adaptação de Pinóquio, que provavelmente a adaptação é bem parecida com a original... eu acho que vale a pena ter lindas ilustrações em casa, então recomendo o livro.


2. A qualidade do texto muda tudo

Esse quesito está tão vinculado com o primeiro que fiquei em dúvida se fazia separado. Porque uma história muito boa está sempre escrita em um texto ótimo. Quando o texto é ruim, sem coerência, continuidade, início, meio, fim, numa misturança de estilos e de vocabulários, a gente nem entende bem a história, imagine as crianças. Por isso é importantíssimo reparar na qualidade do texto que você entrega ao seu filho! Falei de livros baratos com textos de qualidade nesse post da série "O preço do livro infantil no Brasil".

Baratos e aprovados!
Pausa para pergunta:
"Então vou ter que ler os livros do meu filho?"
Não, claro que não: ninguém tem que ler nada, se não quiser. Mas se você acha que livros são importantes para o seu filho, não basta comprá-los, infelizmente... você, o irmão mais velho, a tia, a vó, o vô, a babá, vai ter que lê-los pro seu filho aprender a gostar de ler, pra ele descobrir o que tem dentro dessa coisa cheia de páginas. Só comprar não adianta muito... de qualquer forma, é melhor ter livros do que não ter. Mas é melhor ainda lê-los!
3. Ilustrações sem poluição, bonitas. artísticas, criativas

Resumindo (expliquei melhor nesse post sobre ilustração):
  • elas tem que existir, de preferência uma em cada página;
  • devem ser simples;
  • se trouxerem "presentinhos" - coisinhas acontecendo em paralelo à história principal - têm bônus;
  • se ajudarem a contar a história em conjunto com o texto, bônus extras; e
  • tá valendo se a ilustração não me agrada muito e a história é boa e o texto é bem escrito.
Angela Lago recontou "A festa no céu" e ficou lindo!


4. A magia é culpa do autor!

Pela minha experiência, autores de livros infantis não costumam decepcionar. Ou são ruins em todos os livros, ou medianos, ou bons, ou ótimos. Pros pequenos, dá pra comprar pela internet,  pacote fechado, que eu já li e recomendo:
  • Ziraldo, 
  • >Angela Lago, 
  • Eva Furnari, 
  • Fanny Abramovich, 
  • Odilon Moraes, 
  • Jutta Bauer, 
  • Sérgio Capparelli, e
  • Marina Colassanti
Tomá e a bicharada aprovam a Marina Colasanti!
5. Preço

Meus maiores arrependimentos na biblioteca do Tomás foram livros baratos e ruins... contos de fadas, mitos, lendas, resumidíssimos em livros de 50 centavos, capa-dura chinesa de R$ 10 reais com texto horrível e ilustração idem, livros que tentam resumir um filme em poucas páginas. Fuja! Preço não é o importante. O importante é a história, o texto, a ilustração e o autor. Se o preço for bom, ótimo! E tem coisa barata com texto bom e ilustração decente, é só procurar. Eu procurei e achei, escrevi alguma coisa do resultado aqui. Preciso escrever mais.

6. Indicações

Pra que reinventar a roda, não?
  • minhas próprias indicações, meus livros favoritos da infância, aquele que li na escola e nunca mais esqueci, aqueles de onde eu copiei as ilustrações com folha de papel vegetal...
  • Padrinhos, avós, tios, primos seus e os priminhos e irmãozinhos do seu filho podem indicar livros muito legais. Eu sempre levo a sério essas indicações.
  • indicações de outros blogs:
    • Kids Indoors - a Gizele, o Cássio e a Cecília sempre inventam uma brincadeira depois da leitura de um livro!
    • Cuca de gente miúda - a Erica começou o blog, mas convida outras pessoas para indicar livros infantis legais. Muito legais. O melhor do blog são as fotos de várias páginas dos livros, são praticamente "fotoresenhas"!
    • Conta outra vez - quatro mães conversando sobre as leituras dos pequetitos. 
7. Críticas especializadas

É difícil achar crítica acadêmica ou profissional de livros infantis no Brasil. As que tem são óbvias, Monteiro Lobato, Lygia Bojunga, Tatiana Belinky... autores que eu compraria sem pensar. É legal ficar atento (eu fico por você, pai e mãe ocupados, não tem problema) nos sites e revistas sobre educação, que sempre trazem opiniões de especialistas. Lugares legais para achar críticas especializadas são:
  • Revista Emília, especializada em leitura e literatura para crianças e jovens. Indicações perfeitas.
  • Educar para Crescer, da Abril, sempre faz listas interessantes, convidando pedagogos, autores, ilustradores, bibliotecários, professores. Essa lista com livros de acordo com a idade é uma das minhas preferidas. 
  • A revista Crescer da editora Globo tem um prêmio anual dos melhores livros, eleitos por especialistas. A de 2012 é linda!
Eu uso esses, mas deve ter mais. Quem souber, não deixe de me falar!

27 de julho de 2012

Guest post: O nevoeiro e a esperança

A Cyntia, uma amiga do movimento dos sem-blog, mandou esse e-mail interessantíssimo sobre o filme "O nevoeiro", dirigido por Frank Darabont, baseado num conto do Stephen King. É para quem já viu o filme, tem spoilers seriíssimos. Quem ainda não viu, veja essa resenha de outro amigo.

Eu achei o filme muito bom, mas não tenho essa habilidade toda para descobrir entrelinhas não. 

Então, fiquem como a Cyntia! O Murilo de quem ela fala aí é o marido dela.


"Eu estava comentando com o Murilo hoje que, à parte das questões sociológicas, esse é muito mais um filme sobre "ter fé". E não exatamente fé em Deus, mas fé na esperança.
Se a gente reparar bem, todos os personagens que realmente contam sobrevivem ou sucumbem por conta de sua relação com a fé.
O advogado negro morre porque não tem fé nos homens e no porquê das suas ações. Ele acredita que as pessoas só agem movidas por interesses. No início do filme ele só aceita a amizade do vizinho porque este demonstrou pena pela perda do carrão. Ou seja, para o advogado só um interesse material pode ser compreendido como legítimo. E é por isso que ele acha que existe algum motivo excuso para o pessoal estar inventando a estória dos tentáculos quando eles já estão cercados pela bruma.
A louca fundamentalista também morre porque não tem fé na bondade e no perdão. Ela é incapaz de ver na idéia de Deus um agente para a compreensão entre os seres humanos. Ela só tem fé na punição e é isso que ela recebe no final.
O casalzinho fofo também morre porque não tinha fé no próprio amor. Eles desperdiçam a oportunidade de ficarem juntos mais uma vez, depois de uma vida de hesitação e incerteza, quando deveriam ter transado no vestiário do supermercado.
E por fim a turma que foge com o mocinho morre porque não acredita na Esperança, com letra maiúscula mesmo. Até o menininho não pode sobreviver no final porque demonstra não acreditar na capacidade do próprio pai em salvá-lo (quando ele pede que o pai faça sua promessa mais importante). O pai não morre fisicamente, mas sucumbe ao peso do que fez quando percebe que poderia ter tentado um pouco mais. Os sobreviventes mesmos dizem que "ninguém pode dizer que eles não tentaram" antes de desistirem e se matarem. Na verdade, se eles tivessem fé, poderiam ter tentado só mais um pouquinho.
Quem eventualmente sobrevive é a mulher de cabelo curtinho, porque ela teve fé na sobrevivência dos filhos e na própria capacidade de resgatá-los. 
O Murilo acha que é um filme sobre sacrifício, mas eu acho que é sobre fé e esperança e o diretor só mostra como essa incapacidade moderna de crer nos leva rapidamente ao ódio, à desconfiança, ao medo e por fim à desistência. 
Acho que pode servir de alegoria sobre a sociedade americana moderna, mas na verdade serve pra mais que isso e é uma reflexão sobre a nossa capacidade de acreditar nos outros e em nós mesmos.
O bom mesmo é ser brasileiro e não desistir nunca.
por Cyntia Beltrão, psicóloga, mãe, feminista
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E não é que é, gente?

Muito obrigada à Cyntia por permitir a publicação!

29a. das 52 semanas de bibliofilia!


Essa semana, desapeguei de várias coisas. Sexta-feira passada sentei no chão, abri meu armário de livros e olhei um por um. Pensei "Sem dó, Sharon, reze com São Pessoa e ele proverá." Mas não deu, não muito. Foi médio. 17 livros que foram entregues à Olidete e ao projeto de livros livres de Pato Branco, o Leitura sem Fronteiras:

Foram... que tenham muitos leitores!

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".
Outras fotos do meme 52 semanas aqui.



Mais meme literário:

Meme literário de um mês do Happy Batatinha
Fila de livros não lidos
Os 7 pecados da leitura


26 de julho de 2012

Os melhores contos de faroeste - seleção de Jon E. Lewis


Primeiro livro do tema "fatos históricos" e décimo do ano do Desafio Literário 2012. Achei o livro na papelaria / livraria da cidade, a Oceano. Temos também a Letra, que é banca / café / 1,99 / boutique / papelaria / livraria. Estava custando dez reais e não resisti. Gosto de filme de faroeste, adorava ler a coleção de Tex do meu pai e aproveitei a pechincha sorrindo. Demorei um ano pra começar a ler e terminei em um mês. E adorei!

A edição é da José Olympio, tradução de Roberto Muggiati, 374 páginas. Tem introdução importantíssima e, de brinde, uma lista com 100 dos melhores romances do gênero. Eu até sonhava que iria libertar depois de ler, mas agora... vai ficar pra sempre por aqui. Mas eu empresto, viu? Ida e volta!

Deserto, deserto, deserto...

São 17 histórias e todas são ótimas. Tem autorzão, Mark Twain, O. Henry, Jack London e Elmore Leonard, mas a maioria eu nunca tinha ouvido falar, porque o estilo não é muito difundido hoje em dia no Brasil. Já foi, e eu troquei no skoob uma edição dos anos 80 de um dos autores. Foi pra imensa fila, logo eu leio.

Não tem nenhuma história ruim, não tenho NENHUMA crítica. Ou melhor. As primeiras páginas descolaram... snif. Vou ter que fazer uma lambança aqui e colá-las. Chatinho. Mas irrelevante.

Cartaz da filmagem de 1952
Muito difícil escolher as melhores histórias. Porque todas são boas.  Mesmo assim, vou tentar... A primeira já começa detonando. "Os proscritos de Poker Flat", de Bret Harte, escrita em 1868, é dura. Duas mulheres e dois homens são expulsos do povoado de Poker Flat, numa espécie de "queima de bruxas" mais limpinha. Um jogador profissional, um bêbado, uma velha curandeira e uma prostituta recebem o clássico "e não voltem mais aqui". E o pior é que eles podem até se considerar sortudos, porque os piores casos foram resolvidos na forca.

100% faroeste, notaram?

Quando começa a nevar, o grupo decide acampar em uma cabana abandonada. Um casal, que está fugindo de outra cidade para se casar em Poker Flat se soma ao grupo. A inocência dos noivinhos amolece o coração do pessoal diplomado em sevirol e a neve chega. Brrrr... o frio dá pra sentir nos ossos, ainda mais agora, no inverno. Tudo é muito bom, as emoções dos personagens, as conversas entre eles, as histórias de cada um, a descrição do clima invencível e o final. Que eu não vou contar. Pra quem quiser ouvir em inglês, tem audiobook livre aqui, entre outras histórias do mesmo autor. Fino.

John Ford filmou a história em 1919 e houve várias outras filmagens. Essa cena e o cartaz são da produção de 1952.
Seis estranhos em uma cabana. E a neve chegando...

Na página 100, a história de Willa Carter, "Nas montanhas rochosas". A história é de 1896 e conta como o colono bruto se apaixona pela filha de um vizinho, que por sua vez, se apaixona por um rapaz da cidade bem mais polido e arrumadinho. Não posso falar quase mais nada que é spoiler, mas acaba sendo mais realista que muito Sparks de hoje em dia.

Capa americana, lindona!
A história de Jack London, "O canyon todo de ouro" não perde em nada para os livros famosos dele. Um garimpeiro descobre uma pequena quantia de pó de ouro em um riacho, num vale paradisíaco cercado por muros de pedra. E vai perseguindo o filão, palmo a palmo, seguindo as técnicas reconhecidas (que eu acabei conhecendo) e muita paciência. E então...

"Vinho no Deserto", de Max Brand, é outra história boa, escrita em 1936. Segundo o organizador, é a melhor história desse autor, as outras são descartáveis. Mas essa é incrível. Um foragido da polícia busca refúgio no oásis de um amigo, produtor de vinho... no deserto. É um vale lindo, onde toda a água da chuva é armazenada em tanques de metal para irrigar as vinhas durante o tempo seco. E não posso falar mais nada sem estragar a história. Todas elas podem ser resumidas em quatro linhas. O que não tira a beleza de ler aos pouquinhos, pelo contrário. Então. Essa é ótima também. E dá muita sede!


A próxima história perfeita (só assim para separar o muito bom do muito bom) é "Emmet Dutrow", de 1953, escrita por Jack Schaefer, autor do romance que originou o clássico "Os brutos também amam". Emmet é o vizinho recém-chegado de um colono já estabelecido, que narra a história. O mais antigo vai dar as boas-vindas à família, como manda a boa educação, mas o novato recusa toda a ajuda: é sua função prover a família de tudo o que ela necessita e não precisa de nada e de ninguém. Mas o filho de Emmet, Jess, tem 19 anos e quer conhecer mais do mundo... mesmo contra a vontade do pai. Relações entre pais e filhos são parecidas em todos os tempos e lugares...

Acho que o mais interessante em histórias de faroeste (e de colonização como um todo) é que os mais preparados sobrevivem. Ou você é esperto E forte E saudável E habilidoso E insensível E amoral, ou nada feito. Não tem lugar pra preguiça numa terra a desbravar. Não tem lugar para medo, não tem lugar para filosofias. É um olho nas costas e matar pra não morrer. Mas aí tudo isso não serve pra nada quando, finalmente, a colonização tem efeito e se estabelece uma cidade, com leis, Estado, hierarquia, famílias, luta de classes... aí o que importa mesmo é a capacidade de se relacionar com os outros.

E dá um alívio por não ser assim hoje em dia... Nos aventuramos e passamos todo o estresse e adrenalina cobertinhos no sofá, tomando café quente com o filho dormindo aquecido e seguro no quarto ao lado. Sem (muito) medo de clima, bandido, polícia ou dançarinas de can can com faca na bota. Ufa!

Outra resenha do livro na Veja.

25 de julho de 2012

Lojinhas delícia do mês: La Reina Madre, Chico Rei e Livros da Joaninha

Não é publieditorial, estou contando das lojas porque gosto mesmo! E gostei mais ainda quando os produtos chegaram, hoje!

Julho é mês de me dar presentes, porque vem o adiantamento do décimo terceiro. Aí eu compro coisinhas que tinha vontade há tempos, mas não o dinheiro. Dessa vez decidi comprar três coisas, uma camiseta bacana, um livro da Joaninha e uma bolsa da Reina Madre (que está vindo).

Sigo o blog da Ana há um tempão, sempre me deliciando com os livros que ela faz artesanalmente, costurados, e as estampas lindas de tecido que ela usa para encapar. Eu estava meio indecisa entre xis ypisolons e zês até que surgiu esse. Teve que vir. Pra mim! Olhem mais fotos lá no blog da Ana!

Muito <3 !
É difícil escolher uma camiseta no Chico Rei. A que eu mais gostei, do Edward Mãos de Tesoura, não tem meu número... então encomendei a do São Jorge, lindona. Chegou agora, e adorei a malha, gostosa, que não amassa muito! E o que é essa embalagem? Envelope lindo, um poema / cartaz envolvendo a camiseta, adesivo e bonequinho de papel pra brincar. Virei freguesa.
camiseta e caderno, muita bossa!
Sim, foi o preço de uns 3 livros nessa brincadeira. Mas deixa né? A gente tem que pensar em si mesma às vezes e não só no vício!

Update: chegou minha Reina Madre!


Quem me apresentou esse trabalho lindo foi a Joelma, uma das minhas primeiras amizades virtuais, do meu primeiro fã clube virtual, do meu primeiro blog favorito, que também foi a primeira vez que eu ganhei num sorteio (e logo biscoito Daltony, gentem, apaixonei). A Joelma mostrou e eu quis imediatamente, mas levou, deixa eu ver... um oito anos pra eu ter a minha! E chegou agora! Essas bolsas amadas e queridas são feitas com muito carinho pela Denize Barros. Vejam lá no site da marca, La Reina Madre, as outras coisas:

Minha Reina!


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Mais consumismo:


- A primeira edição do meu ex libris
- Fila de livros não lidos
- "A melhor parte da escola é comprar material escolar"- Vício! - sobre comprar livros desesperadamente
- Lojinha delícia de janeiro: Gorey House
- Meus desejos mais caríssimos
- Bota que te quero cowntry

"Um dia, o remorso appareceu e, dez annos depois de haver assassinado a esposa, suicidou-se

Esse é um artigo não assinado da Revista Criminal número 1, de julho de 1927. Para manter o clima, eu copiei com a ortografia da época:


"Aquella felicidade era, apenas, apparente. Dentro da alma daquelle homem humilde, que, agora se preparava para casar, que era noivo, que falava de amores, havia uma tragedia. Uma tragedia de verdade, occorrida ha, mais ou menos, dez annos, em Bangú. E, quando tinha certeza de estar só, de que ninguem o espreitava, elle chorava, soluçava como se fôra uma creança.
"O seu noivado, como que se lhe encarregára de reavivar-lhe, na idéa, toda aquella scena brutal, em que elle se via de revólver em punho, fumegando ainda, e a esposa morta, ensanguentada, tombada por terra, a seus pés...

"No dia dous do corrente, já nas vesperas de seu casamento, Christiano Pedro da Silva punha termo á vida, ingerindo violenta dóse de acido phenico, á qual addicionára uma bôa quantidade de alcool. Isso, no barracão em que vivia, nos fundos da casa 35, da rua Conselheiro Agostinho, em Inhaúma, onde residia sua noiva, Maria Mendonça.

* * *

'Maria. Escrevo-te este, que tem por fim communicar-te o meu suicidio. Lembranças deste que te quer bem. Sê feliz e adeus para sempre. - Christiano Pedro da Silva.'

"Esse bilhete foi encontrado pela policia do 19o. distrito no barracão do suicida.

"Encerra elle, além daquella declaração laconica, que é dirigida á noiva do morto, uma circumstancia assás extranha: as letras da assignatura e do resto do escripto são differentissimas. Em outras palavras, falando mais claramente: o bilhete foi escripto por outra pessoas, sendo apenas, assignado por Christiano. Esse ponto a policia, apesar das diligencias a que procedeu, não logrou esclarecer.

"E o motivo do suicidio?

"Maria, a noiva de Christiano, que se mostrou surpreza com o acontecimento, declarou que não houvera, entre elles, qualquer zanga, o que, aliás, é confirmado pelo bilhete acima. (...)

"Tudo indica que o infeliz se suicidou, movido pelo remorso, que achou de perseguil-o, agora, quando elle se preparava para casar com outra mulher.

* * *

"Christiano Pedro da Silva era brasileiro. Processado, ha dez annos, por haver assassinado sua esposa, em Bangú, onde, então, morava, sob a allegação de que a mesma o trahia, fôra condemnado e recolhido á Casa de Correcção.

"Ha pouco tempo, graças ao seu bom comportamento, no presidio, obtivera livramento condicional.

"Indo morar naquelle barracão aos fundos do predio 35, da rua Conselheiro Agostinho, ali conhecera Maria Mendonça, empregada da familia que reside no alludido predio. Preparava-se para com ella casar-se.

"Deixou duas filhas: Guiomar, de 11 annos, e Dorvalina, de 13, ambas alumnas internas do Asylo Nossa Senhora de Pompéa."

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Graças a uma entidade benfazeja, esse exemplar da revista faz parte do acervo de periódicos das  Faculdades Curitiba, copiei quando trabalhava lá. São três volumes encadernados com as melhores histórias de crimes passionais que já tive a oportunidade de ler. E para que meus leitores tenham uma melhor idéia da preciosidade que é a citada revista, conto-lhes que a mesma traz, entre casos policiais nacionais e estrangeiros, o conto "Duplo Assissinio na Rua Morgue", escrito por Edgard Poe.

Estão vendendo no Mercado Livre. É salgado, mas é delicioso.

24 de julho de 2012

Enquanto mamãe galinha não estava, Han Byeong-ho e Yu Yeong-so



Quarto livro do tema "escritor oriental" e décimo primeiro do ano do Desafio Literário 2012. Pegamos no SESC Pato Branco. Vai lá emprestar também! A edição é da Callis, tradução de Thaís Rimkus, 36 páginas, 2006. Tem páginas de degustação no google books.

Esse livro faz parte da coleção "tan tan" da editora, que ensina matemática através de histórias divertidas e muito caras (ai!) Ainda bem que tem biblioteca nesse mundo! Nesse livro, a mamãe galinha se cansa de passar o dia parada, chocando seus cinco ovos, e vai dar uma passeada. Enquanto ela está fora, muitas coisas acontecem com os pobres ovinhos e, nas idas e voltas, vamos ensinando sem nenhum esforço soma e diminuição aos petizes. Tomás adora, porque, claro, tem o lobo mau.

Lobo mau na capa! Sabem vender livro!
E também ensina as crianças a não mexerem nos ninhos de aves. Eu aprendi quando uma vizinha derrubou, sem querer, um ninho com recém-nascidos de uma árvore na rua de casa. Que dó. Achamos que a mamãe ia cuidar deles, mas no outro dia, os bichinhos estavam mortos e cheio de formiga... choramos todos. Até o Tomás já teve suas aventuras com filhotes e ovos de passarinhos. Vejam como é a guerra dos passarinhos, todo verão, na minha casa.

crianças! não façam isso! nem o lobo gostou...
As crianças devolvem os ovos e o lobo fica muito contente...

que alegria, né, seu lobo?

A coleção inteira é originária da Coréia do Sul, editora Yeowon. Um país onde o sistema educacional é tão importante e valorizado que mudou a vida de toda a população em duas décadas. Não deve ter nenhum sul coreano que não saiba matemática básica, avançada, complexa e indecifrável! E essa coleção, no original, deve ter ajudado muito nisso. Podemos confiar nos coreanos quanto a matemática. E educação.

Fico impaciente com pessoas que... - 52 x 5 30a. semana

1. Choram demais, por coisas que eu não choraria
2. Repetem os mesmos erros várias vezes, se estrepam e vem reclamar ou sofrer perto de mim de novo
3. Sorriem demais, são simpáticas demais, o que este cerumano está bebendo, por deus?
4. Levam tudo na flauta, não veem problema em nada
5. Só tem um assunto e ele não é meu filho.

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.


Mais eu:

- Outros posts do 52 x 5
- Cinco fatos sobre a Sharon
- Resoluções sharísticas
- O que a gente aprende quando nosso pai está longe da gente
- Eu política

22 de julho de 2012

Lendo para o seu bebê

Ler com seu filho pode ser uma das horas mais divertidas do dia. Leio com o Tomás desde pequeninho e hoje ele já tem livros preferidos. Quando começou a falar ele dizia que queria "tisti" (assistir) os livros, hoje ele já fala "lê" (ler)! Vai puxando o livro que quer e a mãe ou o pai.

1. Olhar figuras também é ler

Os bebês não leem as palavras, as letras, claro. E, inclusive, não é saudável forçá-los a isso. Por enquanto, a mãe lê e o bebê olha, acompanha, brinca, etc. E tudo isso, olhar, acompanhar, brincar, pensar e compreender as imagens do livro, relacionando-as com o que o leitor está falando em voz alta é ler também! É fascinante quando eles começam a perceber a importância do desenho pra "gente humana", representar todas as nossas coisas através de linhas, pontos e cores e o quanto isso pode ser poderoso.

Distração em viagem... com um ano e meio

2. Os bebês gostam de ler, gostam de livros

Se eles tiverem essa oportunidade, eles adoram. Mesmo que não consigam ficar muito tempo focados na história, percebem bem rápido que o livro é para ver e não para comer! Eles adoram compartilhar momentos com os pais. Tem prazer em pensar, em descobrir as imagens, identificar os bichos, plantas e objetos. E, mais tarde, eles vão adorar mostrar para aqueles que ela ama que ela já sabe o que são todos aqueles desenhos. Nesse vídeo, o Tomás tem um ano e um mês. E os livros são mais interessantes que a TV!


3. Ler com os familiares ajuda no vocabulário, memória, imaginação e muito mais!

Os principais benefícios da leitura para o bebê estão relacionadas à aquisição e desenvolvimento da linguagem, do raciocínio, da memória, da criatividade e da imaginação. Nos livros estão as palavras usadas para expressar sentimentos e tarefas do cotidiano e também aquelas que não usamos no dia a dia. Frases formuladas de forma diferente, situações que não são comuns. As narrativas com início, meio e fim, causas e consequências, estimulam a memória e o raciocínio, pois o bebê tem que lembrar o que vem acontecendo nas páginas anteriores e ligar todas essas ações em uma história coesa.

Para ajudar seu bebê a entender a importância da narrativa e da expressão individual, você pode usar um álbum de fotografias da família. Ele pode ser lido também, como um livro de imagens! Nessa foto, minha mãe olhando o álbum do aniversário de um ano do Tomás, poucos dias depois da festa:


Ver fotos com a vovó é divertido e importante!


3. Não tem hora pra começar, pode ser hoje mesmo!

Comecei a ler com o Tomás, deitada ao lado dele ou com ele no colo, olhando o livro junto, aos quatro meses. Antes disso ele brincava com livrinho de banho e de EVA. No começo não é necessário ler as palavras, somente mostrar as figuras, explicar o que elas são, o que estão fazendo. Mostrar como o livro é bonito e divertido. Você pode ler em voz alta para a criança desde o ventre, se você quiser. Eu tentei, mas me sentia estranha...

Tomás lendo com quatro meses

4. Os melhores livros são os que não machucam e tem imagens simples

Você pode mostrar livros de papel bonitos, mas com cuidado, porque o papel pode machucar a pele sensível dos pequeninhos. Deixe ao alcance dos bebês bem pequenos somente os livros mais macios, de pano e plastico, sempre atóxicos. Eles podem ser levados à boca e não vão machucar o bebê. Como a coleção Banho Divertido da Todo Livro:


O instituto IAB (Alfa e Beto) publica uma série de seis livrinhos, alguns somente de imagens, para crianças pequenas. Eles também publicaram um guia com 600 livros adequados para crianças de até 6 anos. Eles recomendam também os seguintes assuntos para cada idade:




5. Mostre o livro e as figuras antes de ler as palavras, deixe o bebê brincar com ele

Comece mostrando o livro. "Olha que legal! Isso é um livro, tem muitas figuras, vira a página..." e deixe o bebê brincar com ele. Pegue livros com poucas frases e tente ler a história. O IAB tem uma cartilha bem completa para começar a ler com crianças, essas são alguma dicas:
  • Estimule a criança a observar as imagens e, aos poucos, as palavras. 
  • Deixe a criança pensar, falar, perguntar.
  • Deixe a criança pegar no livro e virar as páginas do jeito dela, pegar, soltar, levar à boca, abrir, fechar.
  • Leia exatamente o que está escrito. Esteja preparado para ler e reler os mesmos livros. As crianças levam tempo para aprender e adoram repetições. 
  • Fique atento às reações da criança. Mesmo sem falar, ela dá sinais sobre o que gosta de ver e ouvir. 
Eu sempre gostei de ler com o Tomás ao lado, parece que envolve mais o bichinho...

filhote no ombro, ouvindo história... que delícia!


6. E você? Tem alguma dica? Como é a leitura na sua casa?

Me conte tudo!

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Veja mais fotos do Tomás lendo esse ano, nas postagens das 52 semanas de bibliofilia.

Links para os sites mencionados nesse post:

- Instituto Alfa e Beto: catálogo 600 livros para ler antes da escola, Coleção Pequenos Leitores e a cartilha Como ler para crianças.


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19 de julho de 2012

29a. das 52 semanas de bibliofilia!

Essa semana vou fazer diferente. Tenho um monte de fotos legais, vocês vão escolher qual vai ser a oficial! Somando os votos do Facebook e os dois daqui, a vencedora foi essa:

4. Tomás posando fofíssimo com o livro preferido da semana.


Em segundo lugar, as "mãos gordinhas":


3. Tomás lendo o livro livre do Asas da Leitura do SESC, que pegamos no Nono Balin (e esse de verdade, é sem texto, ele lê sozinho).


Legal!

1. Porquinho fugindo do Lobo Mau, correndo pra dentro da "casinha"

2. "Abra porquinho, senão eu vou soprar e soprar e sua casa derrubar!"

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".
Outras fotos do meme 52 semanas aqui.



Mais meme literário:

Meme literário de um mês do Happy Batatinha
Fila de livros não lidos
Os 7 pecados da leitura


Aula de semiótica com Humpty Dumpty

Pintura de Martin Davey
"...e isso mostra que há trezentos e sessenta e quatro dias em que você poderia ganhar presentes de desaniversário..."

"Sem dúvida", disse Alice

"E só um para ganhar presentes de aniversário, vê? É a glória para você!"

"Não sei o que quer dizer com 'glória'", disse Alice.

Humpty Dumpty sorriu, desdenhoso. "Claro que não sabe... até que eu lhe diga. Quero dizer 'é um belo e demolidor argumento para você!'"

"Mas 'glória' não significa 'um belo e demolidor argumento'", Alice objetou.

"Quando eu uso uma palavra", disse Humpty Dumpty num tom bastante desdenhoso, "ela significa exatamente o que quero que signifique: nem mais nem menos."

"A questão é", disse Alice, "se pode fazer as palavras significarem tantas coisas diferentes."

"A questão", disse Humpty Dumpty, "é saber quem vai mandar - Só isto."

Em: "Através do Espelho e o que Alice encontrou lá", Lewis Carroll. Dica da Cecília Meireles no delicioso "Problemas da Literatura Infantil".

18 de julho de 2012

A velha internet!

Da quitanda antiga, em 7 de janeiro de 2005

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Olhem o que eu achei no meio da bagunça da mudança, um recorte da revista de informática PC World de agosto de 1997:
"Quem lê tanta notícia?
Gasta-se muito mais tempo com a Internet nos escritórios que nas residências. é a conclusão de uma sondagem realizada pelo instituto americano PC Meter. Os resultados:
- Os homens de negócios americanos gastam, em média, 6 horas mensais na Web.
- Os usuários domésticos não ultrapassam 3 horas e meia mensais."
É isso mesmo! 6 horas MENSAIS!!!
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Se em 2005 ninguém imaginava que coisas como o lôro josé perdendo a linha no twitter e a blogo botando robôs pra votar em enquete aconteceriam, imagina em 1997! Veja o resuminho do bafafá no Fósforo do João.

Mas o legal da notícia é que ainda era possível viver! Até em 2005 era possível viver. Eu escrevia na quitanda em Faróis do Saber, não tinha internet em casa. Claro que hoje é possível viver, mas as coisas mudaram, olhem só:

né não?

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Mais internet:

- Jogos e site do Dino Dan
- Resoluções Sharísticas sobre internet e tempo - ahã, senta aí, Cláudia!
- Fusca, onde tem um, tem outro
- O pior do mundo virtual

17 de julho de 2012

10 livros "gordos" para ler nas férias

Esse é pros pais de crianças maiorzinhas. As férias de julho são curtinhas, mas dá pra arriscar um livro maiorzinho. Pelo menos começar e ler a maior parte, depois eles podem terminar a leitura aos poucos quando as aulas começarem.

Vou começar com o primeiro livro "grande" e sem ilustrações que eu lembro de ter devorado com muito prazer, aos 8 anos de idade:

1. "Meu pé de laranja-lima", José Mauro de Vasconcelos;
2. A Bolsa Amarela, Lygia Bojunga - aprovado pela Gi, a Pequena Leitora da Pri;
3. O livro da Selva, Rudyard Kipling
4. Viagens de Gulliver, Jonathan Swift
5. O mágico de Oz, L. Frank Baum (a editora Barba Negra tem uma edição linda, linda, linda e barata)
6. Harry Potter e a Pedra Filosofal, J.K Rowling
7. Os meninos da Rua Paulo, Ferenc Molnár
8. A volta ao mundo em 80 dias, Júlio Verne
9. A bússola de ouro, Philip Pullman
10. A invenção de Hugo Cabret, Brian Selznick

P.S Importantíssimo: essa é uma lista de última hora, inspirada na tirinha do Liniers sobre férias que a Ju publicou no post do Batom de Clarice. Entendam o causo.

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Filmes que me falam ao coração - 52 x 5 29a. semana

1. O clube da felicidade e da sorte
2. Lucas



3. Little Miss Sunshine
4. O profissional
5. Olha quem está falando e também


E hoje tem menção honrosa:

O ex-namorado da minha mulher - as cenas da mãe em casa, entediadíssima por não ter o que fazer cuidando do bebê... era eu. Era exatamente eu, e só fui assistir o filme na licença maternidade. Aí marcou demais. A parte do marido "só eu vejo que esse ex é uma farsa, ninguém me entende" do filme é uma porcaria, mas essas imagens aqui, ó, falaram:

Não chora, filhotinho, por favor!
Amamentação é sexy, gente!

E eu comecei a assistir TV assim

Um grupo "mamãe e bebê" bem maluco

Muito amor pelo devorador de hambúrgueres!
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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.




Mais eu:


Outros posts do 52 x 5
Cinco fatos sobre a Sharon
Resoluções sharísticas
O que a gente aprende quando nosso pai está longe da gente
Eu política

16 de julho de 2012

Diomedes, Loureço Mutarelli

Uma nova sessão na Quitanda: Esse eu amo demais! Para os livros preferidos, mais desejados, mais perfeitos e que mais sincronizam comigo. Coloquei o selinho aí do lado e já juntei resenhas e outros escritos desses livros. Incrível como escrevi pouco sobre meus livros mais amados! É pauta para 121 dias, segundo o skoob.

Pra começar, um livro que vou comprar logo... E eu tinha prometido não comprar livros para mim esse ano, mas aí. Esse eu amo demais!

Já li a trilogia, emprestados, quando era estudante e pobre e não podia comprar livros. Vi os originais numa exposição em Curitiba, acho que num Perhapinness... e o Mutarelli é um dos meus caras favoritos em todo esse mundo. É ver entrevista e se apaixonar. É ler entrevista e se apaixonar, sem alternativa. Mutarelli é demais. Muito bom para abrir minha nova sessão.


"...esta é uma história policial de Mutarelli. Seu protagonista não é um tipo durão, envolvido com perigosas intrigas e belas mulheres. É um delegado aposentado, gordo e sedentário, em busca de uns trocados para completar o orçamento. Nunca resolveu um caso, e passa a maior parte do tempo bebendo e fumando em seu escritório imundo. No entanto, ao partir no encalço do há muito desaparecido mágico Enigmo, seu cotidiano ordinário fica para trás. Em busca da sorte grande e metido em circunstâncias cada vez mais desfavoráveis em seu caminho repleto de figuras bizarras, Diomedes será obrigado a usar todo o talento que jamais imaginou possuir para desvendar o “Enigma de Enigmo”.
A nova edição reúne em volume único a trilogia formada por quatro álbuns, alguns deles esgotados há anos e vendidos a preço de ouro. Os desenhos originais foram reescaneados e a fonte redesenhada para amplificar a experiência gráfica do leitor. A edição também inclui esboços inéditos e tiras que não constavam na edição original." - da Cia. das Letras

O que fazer com as roupas usadas dos filhotes?

Fui perguntar prum velho amigo e pai de menino se ele não queria uns moletons usados do Tomás pro filhotinho dele. Ele aceitou e perguntou o que fazer, por sua vez, com as roupitchas do dele. Então:

(  ) vender
(  ) doar
(  ) guardar de lembrança
(  ) enquadrar
(x) todas as alternativas

Vender

Pato Branco tem o brechó infantil Gira Kids, onde você pode deixar as roupinhas em consignação e receber uma porcentagem das vendas. Eu acho um sistema muito mais simples do que as alternativas. Tentar vender na internet ou para amigos dá muito mais trabalho! As roupinhas saem mais rápido e você não se preocupa com nada. Claro que o retorno financeiro é menor do que vendendo pessoalmente, mas o conforto da opção compensa muito. O brechó fica na Rua Itabira, 1179, perto do ponto de Táxi da Extra Confecções.

Aliás, até outro dia, ninguém tinha comprado essa camiseta linda de crocodilo, ó:


Doar

Depois de separar as roupinhas em melhor estado, as "quase novas" pra vender, eu costumo perguntar para os amigos e parentes que tem filhos se eles querem as roupas do Tomás. Mas os priminhos e amiguinhos  passaram ele em altura e fofura, e nada mais servia pra eles.

Antes de saber que esse amigo teve menino, eu doava as roupinhas para famílias carentes. Aliás, foi engraçado, ele me contou num dia em que nos encontramos na rua... e o bichinho dele já tem 7 meses! Se é amiga já coloca foto de grávida das redes sociais, foto do parto, faz escarcéu e todo mundo sabe. Os homens podem ser discretos.

Então que eu nunca lembro de levar roupas para as caixas de coleta da Campanha do Agasalho, e nem sempre a campanha coincide com a minha lembrança, motivação e disposição em separar as roupas, então eu estava levando tudo para a Secretaria de Ação Social aqui da cidade, que recebe doações o ano todo, nesse endererço:

Secretaria Municipal de Ação Social 
Endereço: Rua Teófilo Augusto Loiola, 264
Esquina com a rua Dez de maio
Bairro Sambugaro
Telefone: 46 3225 5544
e-mail: admsocial@patobranco.pr.gov.br


Guardar como lembrança

Tem umas roupinhas que são mais lindas, mais queridas, mais de estimação. Eu não consigo me separar delas, elas lembram as fases fofas do meu filho. Estão guardadinhas numa caixa, e quem sabe um dia eu consiga desapegar, ou usar em outro filho, ou dar para um sobrinho, afilhado...

você doaria? venderia? nunca!
Enquadrar, fazer uma almofada, patchwork...

Fazer um quadro com aquela estampa linda da roupinha do filho pode ser legal, não acham? A maior candidata entre as roupinhas do Tomás é esse tiptop de listras alaranjadas aí de cima. Morro de vontade de fazer uma almofada com ele, como essas aqui, feitas com blusas femininas. Acho o desenho lindo demais! Mais ideias para reaproveitar as roupas dos filhos na decoração da casa estão neste post do Dona de Casa Anônimas.

E também dá pra recortar só a estampa de uma camiseta, ou um pedacinho do tecido estampado, e colocar em outra camiseta, ou numa bolsa, mochila, calça, jaqueta, cortina... usando essa técnica de colagem que a Priscilla Perlatti ensinou no Mamatraca:


E então, dúvidas? Sugestões? Se você é do sudoeste do Paraná e tem brechó que vende roupa infantis, eu divulgo aqui! Me conta! Se você faz artesanato reutilizando roupinhas de bebê, quero saber!


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Mais filhos:

- Meu (não tão) terrível (assim) dois e o castigo
Meu terrível dois e o inverno
O desfralde para pães que trabalham
Aproveitando oportunidades para falar sobre o trabalho da mamãe
Livros para pães: Cultivando um leitor desde o berço, Diane Mcguinness
Pãeternagem

Blogs de quinta: