31 de outubro de 2011

Dia 31 - E o prêmio de livro do ano da Sharon vai para...

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. No último dia, o preferido do ano, até agora.

Pedro Páramo. Juan Rulfo.

Adorei! É exatamente o que eu imagino que os fantasmas façam no Dia de los Muertos, o feriado mais lindo, divertido e estiloso da Terra. Não, os fantasmas não se divertem. E vou ter que ler de novo pra falar o que tem de tão bom. Que eu sou assim, saem fácil cinco páginas de um livro que eu achei ruim, mas só uma frase daquele que eu achei bom. A empolgação impede a análise.


30 de outubro de 2011

Dia 30 - Mr. Gaiman

Dia 30 – Qual foi o último livro que você comprou? Fale sobre ele.

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Hoje a resposta é rápida. Não quero perder meu sábado à noite! O último livro que eu comprei pra mim foi o Deuses Americanos, do Neil Gaiman, que não chegou ainda. Pessoas em quem eu confio dizem que é lindo, então deve ser. Nota 4.3 no skoob. Depois que eu ler, conto o que achei.

29 de outubro de 2011

Pro seu filho comer de tudo siga a minha intuição


Milho!
Quase dois anos e eu tenho a alegria de contar que Tomás come bem. Se não estiver com dor de garganta ou com dente novo, come tudo e de tudo. Fruta, legume, verdura. Hoje quando chega 11 horas ou 18:30 se você oferece pão ou bolacha ele diz: "Não! Papá!" Não sou boba de oferecer gelatina ou chocolate nessa hora, né? A comida preferida do bichinho é "quêjo"! Se deixar, come até estourar.

E eu tenho uma pequena dica que vai me fazer entrar na lista negra dos pediatras e dentistas e mães blogueiras que seguem o que dizem os pediatras e os dentistas:

Coma do prato do seu filho. 

beterraba!

Exatamente. Eu pego um garfo, uma colher, e vou comendo coisas do prato do Tomás. Ele vê um treco novo lá, abobrinha, que ele não conhece. Eu digo "ah, isso é abobrinha! a mãe quer. Me dá?" e pego com o meu garfo. Ele procura outra abobrinha e come na mesma hora. Eu só comento "hummm,que bom né?" e pronto. Acabei gostando do  negócio e vou comendo umas colheradinhas com ele em toda refeição.

laranja!
Fiquei matutando que até uma certa idade as crianças não sabem direito o que é ele o que é mãe. Tudo uma coisa só, meio misturada, não é? Ansiedade de separação é entender essa diferença. Então, tudo o que é dele é seu também, e o que é seu é dele também. Ele vai comer o que você come, porque você é ele. E ele vai comer o que o pai, a vó, o irmão comem, porque ele é bicho e vai comer o que os outros bichos parecidos com ele comem. Mas não é a mesma coisa você mostrar no seu prato que tem abobrinha. Não funciona. O do seu prato é diferente. Ele quer que você coma com ele, a comida dele.

Talvez beterraba seja uma das coisas mais complicadas pra criança comer. Então apresentei de pequeninho. Comia durante a amamentação, depois dei suco, depois amassada. Hoje eu cozinho bastante pra deixar o mais macia possível e sirvo em rodelas, que ele come com a mão. Em rodelas também a cenoura, mas essa não tem problema nenhum, é amada de qualquer jeito. Tomás não gostou daquelas tipo mini, são amargas. Mas tomatinho sweet grape é maravilhoso! Uma delícia.

Eu sempre deixei o bichinho se melecar à vontade, como vocês podem ver. Só não se melecou de ovo, ó: cara de dúvida, cheio de dedos, nenhuma bagunça. Desse prato lindo só comeu o tomate. Brócolis ele já come agora, mas ovo, nunca passou da primeira colher. Várias vezes, de diversas maneiras, ovo não vai.
que é essa coisa amarela? eca!

---
Mais pãeternagem:


Blog de quinta: Mãe geek - Gisela e Luisinho
Pãeternagem
Mãe que trabalha, mãe que viaja

Dia 29 - Vício!

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Quase terminando o meme, o vício.

Dia 29 – Quantos livros em média você costuma comprar por mês? Você costuma comprar livros em sebos, ou prefere as livrarias? Compra muito pela internet?

Box Virginia Woolf
Eu compro bastante... pra mim, uma média de uns 3 por mês. Pro Tomás, uns 6 por ano. Esse número provavelmente vai aumentar agora que ele está prestando mais atenção nas histórias. Inclusive tem muito livro que comprei e não li ainda. E livro que compro pro Tomás ler daqui uns 8 anos... Caixa do Monteiro Lobato, nove infantis por R$ 59.90. Isso foi compulsivo demais da conta. Não resisto a essas malditas promoções do submarino. Droga.

- Pra que comprar se você não consegue ler nem o que tem!
- Tava 29,90, amor!
- Mas nem tem Mrs. Dolloway!
- É, não tem. E eu ainda não li nenhum. Nem Mrs. Dolloway.
- Você está ficando compulsiva, tem que ver isso...

A Thais, do Vida Organizada, pegou na Você SA umas perguntinhas para se saber o nível da compulsividade. Quando o assunto é livros eu não passo no teste. Respondi sim nas perguntas 3, 4, 5 e 6:
  1. Você fica preocupado(a) excessivamente em ter coisas novas?
  2. Você compra para fugir dos problemas?
  3. Você compra itens desnecessários com frequência?
  4. Você fica inquieto(a), irritado(a) e ansioso(a) quando não adquire algo?
  5. Você se sente culpado(a) depois de comprar?
  6. Você faz compras sozinho(a) para evitar críticas?
  7. Você esconde os produtos adquiridos?
  8. Você omite o preço real dos produtos para quem pergunta?
  9. Suas relações familiares, profissionais e sociais são prejudicadas pelo seu hábito de comprar?
  10. Suas dívidas aumentam?

Brinquedos me puxam também, mas o Tomás não me acompanha na alegria... ele não brinca com tudo o que tem. Então estou comprando bem menos. No resto, eu sou tranquila. Não compro comida que não vou comer, por exemplo. Isso é fácil! Ou roupa ou calçado que não vou usar. Posso até ficar uns dois segundos ansiosa com uma bota de cowboy maravilhosa, mas passa rápido. Eu sofro de bibliofilia, pobre de mim. 


28 de outubro de 2011

Dia 28 - Site de cabeceira

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. No dia 28, ledos enganos!

Dia 28 – O que você faz quando encontra uma palavra que não conhece durante a leitura? Para para procurar no dicionário? Anota para procurar depois? Ou tenta deduzir seu significado pelo contexto?

Eu não ia atrás das palavras, não. Deixava passar. Deduzia mais ou menos o significado e seguia em frente. Sem pestanejar. Comecei a perceber o quanto eu estava perdendo com isso há pouco tempo. As palavras começaram a ter mais importância pra mim. E então eu não sabia o que elas diziam. Como, por exemplo, ledo. De "ledo engano", Ledo Ivo, aquela sua tia Leda. Significa, é? Sim!

dicio
Eu achava que "ledo" era sinônimo de "mero", "fútil" ou "tolo". Mas a sutileza da coisa. Um ledo engano é um engano feliz! Divertido. Quando alguém diz que você cometeu um ledo engano, não está rindo de você, está rindo com você. Faz diferença, não?

Essa leda constatação de que eu sou péssima com palavras difíceis começou a me incomodar nesses dois últimos anos. Uma colega de trabalho muito querida volta e meia me pedia o que significava uma palavra qualquer. E aí que eu nunca sabia exatamente o que era. Às vezes eu imaginava que a coisa era exatamente o contrário do que é realmente. Já coloquei o dicio na minha barra de favoritos e prometo nunca mais deixar passar uma desconhecida em branco. Jamais, em tempo algum. Será que dá?

27 de outubro de 2011

Meu ex libris!

"sem livro meu, sem dedo seu"
o ex libris ameaça do
Fernando Weno
Ex libris é a marca invocada do dono no livro. Resolvi fazer um carimbo, ou melhor, dois em um. E como eu tenho um desenho na cabeça que não consigo descrever pra ninguém, decidi desenhar eu mesma. Não que eu seja uma boa desenhista, mas sei recortar, colar, juntar, montar, manipular. No início da década passada eu passava algumas horas observando um namorado ilustrador trabalhando no computador e absorvi umas coisinhas.

Tou fazendo.

Minha ideia é pegar a bolsa amarela da Lygia Bojunga Nunes, pôr o Gizmo dos Gremlins no lugar do Afonso na janela, pendurá-la na placa da 53 com a terceira (da música 53rd & 3rd, do Ramones) e, ao fundo, colocar uma parede de tijolos com o gato preto do Poe aparecendo. O detalhe chique é que eu vou fazer um carimbo separado, só da bolsa, e carimbar com tinta amarela. Vai ficar cheio de bossa, como diz a Ana!!! Dois livros, um filme e uma música e uma boa representação das coisas que eu gosto.

Ex libris do Malba Tahan,
autor d'O homem que calculava
Primeiro, saí catando as imagens básicas. A pesquisa de imagens do meu ex-deus Google (agora larguei de vez disso de religião, coisa besta, a gente tem fé e tudo eles passam a perna bonito, droga). Enfim. Divago. Ex libris, imagens.


Fotos do Gizmo, do filme, são completamente inúteis para se fazer um carimbo... então rezei pra sorte (mas não tinha largado de religião? poizé). Selecionei a opção "clipart" da pesquisa de imagens, e achei um bem legal no devianArt do FreakingArG. Seguindo as recomendações da Ila sobre como não ser inimiga dos desenhistas, mandei uma mensagem num inglês tosquinho pro moço pedindo permissão pra usar o trabalho e estou esperando... Mas não consegui esperar muito, já fui fazendo sem permissão... depois eu mando um link pra ele do desenho. Enfim. O Gizmo original é esse:

Procurando Gizmo
Agora a Dona Sorte me deu uma mão do caramba. Eu quero colocar um óculos no Gizmo. E encontrei um que tem o ângulo perfeito pro rosto dele! Só precisei fazer umas coisinhas. Agora a vergonha. Vou fazer tudo no Paint, gente, eu sei que tem muito programa melhor, mas eu sei usar essa desgraça e não quero instalar nada e quero isso pra hoje. Ajustei o tamanho da imagem com control+mouse, usei a borracha pra substituir o fundo branco por vermelho e depois muita paciência pra pintar de vermelho os pixels das outras cores... chato, as tem que ser feito pro óculos caber bonitinho em cima do Gizmo, sem estragar nada.

Paciência pra pintar tudo de vermelho
Depois eu usei o "balde de tinta" pra pintar o vermelho de branco de novo, tirei a haste direita, aumentei a esquerda e com o "colar sem fundo", coloquei no Gizmo:




A Bolsa Amarela é super fácil de achar, mas melhor ainda se for uma imagem grande. Sorte de novo, achei uma enorme e em ótima resolução:


Precisei contornar a bolsa novamente, é pra carimbo! Contornei tudo em preto, inclusive o nó da alça e o fecho, que são bem importantes na história, diminui a aba para ter mais espaço na frente pro Gizmo na janelinha e salvei como bitmap preto e branco, toda a bagunça de amarelos e sombras desapareceram! Olha o que a gente aprende, eu poderia ter feito isso com o óculos, né? Mas não, fiz do modo antigo e trabalhei bem mais...

Só preciso da cabeça do Gizmo na bolsa amarela. Salvei como gif e depois de novo, como "bitmap 16 cores, ficou assim:


E salvei de novo como pb. Voltei pro bitmap 16 e limpei algumas cores pra ver se clareava e tenho dois Gizmos:


Na hora de colar o Gizmo na Bolsa era bom ter as camadas do Guimp e do Photoshop, mas mesmo sem elas eu tenho as manha... colei um guizmo vermelho, pra poder diferenciar o que é bolsa e o que é Gizmo. Depois é só usar a borracha seletiva pra apagar os pretos da bolsa e pintar o Gizmo de novo de preto.


Desenhei a janelinha:


Para a esquina, eu pequei essa imagem:


Salvei como GIF, depois 16 cores e depois inverti as cores, ficou mais fácil para contornar. E aqui está meu presente pra todos os punks do mundo que não encontrarem a esquina desenhada, todos podem usar, foram só 10 minutinhos de trabalho!

53rd & 3rd
53rd & 3rd - Ramones

Então acertei a bolsa e pendurei em vermelho. Vou apagar as partes do poste que não aparecem e arrumar as alças:


Já ficou muito legal! Mas falta a parte mais difícil, o gato do Poe aparecendo numa parede quebrada... 


Até aqui contei passo a passo que eu estava com tempo! Aí agilizei e terminei. Desenho finalizado, pronto!


E por último, a versão como vai ficar, com a bolsa em amarelo. Tive que cortar um pouco pra melhorar o foco quando for colocar no carimbo. melhorei um pouco o gato e puz um infinito de Royal!

---
Coisas parecidas:

Cháron;


Dia 27 - serei burra?

Exemplar anotado de uma antologia
de poesia alemã do
Mário de Andrade
A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Hoje a resposta é uma confissão de incapacidade.

Dia 27 – Você costuma fazer anotações enquanto lê? Se sim, onde? A ideia de fazer anotações no próprio livro lhe assusta?

Eu não faço anotações em livros porque eu não sei o que anotar! O que eu vou anotar, meu deus do céu? Como eu vou fazer isso? Por que exatamente eu deveria anotar mesmo? Não tenho condições intelectuais de fazer anotações. O máximo que eu consigo é grifar alguma coisa, mas ultimamente eu quero trocar ou doar os livros então estou preservando.

Mas tive dois livros muito anotadinhos, que troquei com um moço que não se importou com as rabiscos. Espero que ele os tenha aproveitado. "Totem e tabu" (uma análise rápida do livro aqui) e "O mal estar na civilização" do Freud. Foram utilizados praticamente como livro-texto numa matéria eletiva que eu fiz na UFPR, "Psicanálise e sociedade". Então anotei todas as referências que o professor fez a outros livros, autores, conceitos de psicanálise e de sociologia. Os livros ficaram lindos! Antes de trocar, copiei as anotações e os parágrafos a que elas se referiam, pra não perder o raciocínio que eu fiz na época. Mas confesso que, sozinha, eu não sei fazer essas mágicas de anotar.

Totem e tabu. Sigmund Freud

Quando é preciso fazer anotações, principalmente estudando para a faculdade ou para mim mesma, prefiro fazer um resumo à mão em um lugar a parte e depois pensar melhor no que foi resumido. Então vou aprendendo aquilo e lembrando de outros autores e livros... mas é difícil fazer correlações com outras coisas durante a leitura.

ADORO as anotações dos outros. Tenho curiosidade mórbida com o que as pessoas acham dos livros, e o que elas escrevem neles me deixa fascinada. Acho que é porque eu não sei como fazer, então eu vejo assim, como a arte de domar leões. E quando é o autor quem anota o próprio livro, é uma delícia! Um dos livros mais divertidos do Veríssimo pai é edição comemorativa de Fantoches, o primeiro livro que ele publicou, anotada e ilustrada por ele mesmo. Não vale tanto a pena pelos contos, apesar de ter um ou dois que são bons, mas é uma revelação pra quem gosta de conhecer a inspiração dos seus escritores favoritos.

Fantoches. Érico Veríssimo.

26 de outubro de 2011

Google Reader, seja assim, sempre assim...

ó dia! ó azar!

A turma do fundão das redes sociais está chocada. Paralisada. Sofrendo. Como o coração nos dedos. A qualquer hora, a qualquer minuto, o gReader, nossa plataforma política, nossa mesa de chá, nosso bar, nosso sofá de rebeldia, nosso orkut, nosso facebook, nosso twitter, vai morrer. Vai deixar de ser o hall de entrada e se tornar a sala de leitura da nossa biblioteca. Vai perder as funções de compartilhamento, seguir pessoas, procurar amigos. Ah, merda.

Que puxa!
Vi a melhor definição do gReader no Diaspora. "social reading apps". Aplicativo de leitura social. Compartilhamos e comentamos leituras. Lemos juntos as mesmas notícias, blogs, quadrinhos, páginas de humor, vemos vídeos e fotos e ilustrações. Acabamos conhecendo as pessoas melhor do que em outras redes sociais. E outra coisa boa é receber todo esse tipo de coisa, notícias, blogs, quadrinhos, páginas de humor, filtradinhas. É a grande sacada do gReader. Além dos posts dos nossos sites favoritos via assinatura de feed, recebemos a nata do conteúdo internético em um só lugar. Selecionado pelas pessoas que assinam esses feeds. Economiza tempo grande.Um bom tutorial para o usar o gReader atual está aqui. É triste, muito triste, alguém achar que o troço é legal bem agora e querer usar, mas saber que em breve vai mudar tudo.

Querido gReader, esse é meu memorial em sua homenagem. Seis anos de bons serviços prestados. Várias amizades começadas e terminadas, aprendizados consolidados e até meu feminismo são culpa sua, toda sua. E agora, ou logo mais... schuif. Aqui do lado e embaixo, alguns detalhes da minha conta, pra gente não se esquecer desses momentos tão lindos. Tão enriquecedores, tão perfeitos. Começando pelo dia em que nos conhecemos, 22 de setembro de 2006. Desde então eu li 91.786 itens. É pouco. Vários conhecidos zeraram o contador de itens, que vai até 300 mil. Pra ver como tem gente viciada no troço.

Uso as tags como um filtro de posts. Quando eles chegam já vão pra uma dessas pastas: Blogs, Feminismo, Filhos, Humor ou Notícias. Depois eu coloco "Desejados" pra coisas que eu quero ter ou comprar ou ler de novo ou "Tomás" quando é uma coisa pro... Tomás.

Os 20 sites que eu mais leio:

Fuck Yeah, Tattoos!, PublishNews, Melhor do Twitter,
Fuck Yeah Moleskines, classe média sofre, Hello Zombie!,
Capinaremos, Ateu e À-toa, Livros e afins, Mamatraca, PatoNauta,
Agência Patrícia Galvão, Mulher 7 por 7, piauí rapidinhas,
sei lá como se escreve, Comer para Crescer, Happy Batatinha,
Coruja, Notícias da Câmara de Pato Branco, Vida de Programador



E os 20 sites que eu mais compartilho. Pro pessoal ver que não é só pro leitor que o gReader é legal, mas pro site também. Porque eu leio e compartilho o que gosto, aí meu pessoal lê também. É chato pra alguns sites que os comentários fiquem restritos aos meus seguidores do reader, e não públicos, mas quem tem conta no gReader pode me seguir e ver a repercussão, quando houver. Mesmo assim, eu tento dar uma comentadinha quando o post é bom demais.

Livros e afins, Capinaremos, Fuck Yeah, Tattoos!, Mulher 7 por 7,
PublishNews, Comer pra Crescer, Pais Modernos, Um Sábado Qualquer,
Super Duper, Cia das Letras, Mãe Polvo,  Fuck Yeah Moleskines,
Game of Thrones BR, libraries in pop culture, Sei la como se escreve,
Bibliophile, Malvados, Blogueiras Feministas, book lovers

Eu sou a feliz e única assinante de 6 blogs! Não sei se essa estatística se refere ao feed como um todo ou se ao gReader... Recomendo o Cafife Total, tirinhas sobre o cotidiano de Pato Branco, do Lucas Piaceski.

Cafife Total, Cami Arte, Escola Virtual para Pais, Guto Silva,
Lounge, Amassador de Papinha, Luiz Henrique Dias,
Mamatraca, o leitor comum, sujeitoHomem.

E essa foi minha despedida do gReader enquanto "sala de leitura onde é permitido barulho". Pessoal está planejando voltar em peso pras listas de discussão. Não esqueçam da shérinhóm, vou junto.


Dia 26 - O livro sem fim (ou quase)

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Hoje é dia 24 (aniversário do Dal Bosco, meu colega do segundo grau) e os livros que a gente lê ao mesmo tempo.

Dia 26 – Qual o maior (em número de páginas) livro que você já leu? Quanto tempo demorou? Fale sobre ele.

Mundo sem fim. Ken Follett.

Tem 941 páginas e é mais fino que o "Tormenta de espadas" do GRR Martin, que tem 884. É uma história ambientada em Kingsbridge, cenário d' Os Pilares da Terra. Os personagens principais são descendentes de Jack e Aliena. Como nos pilares, a história é sobre uma mulher forte e um construtor meio perdido, meio rebelde, meio adolescente. E tem a peste. E tem os vilões religiosos. Tem tudo o que é bom num romance histórico. Eu até pulei algumas partes, mas, no geral, o tamanho monstro valeu a pena.

25 de outubro de 2011

Dia 25 - Oooops, foi mals!

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Hoje eu vou contar uma história de amor. Mais ou menos.

Dia 25 – Tem algum livro que você tenha mais de uma edição do mesmo? Se sim, por que?

Comecei a namorar o Rodrigo em março de 2005. Em agosto era meu aniversário e sugeriram pra ele um clássico, pra não errar. O livro é ótimo, foi um presente perfeito. Mas, né. Eu já tinha.

O estrangeiro. Albert Camus.


24 de outubro de 2011

Bota que te quero cowntry

Eu não dou bola pra moda, não. Gosto de calça de alfaiataria porque geralmente o tecido é mais leve do que jeans e da um ar "sério" pra trabalhar. Gosto de peep toe, acho sexy, e tem vários com sola média e confortável. Gosto de blusas com estampas e cores fortes. Gosto de paletó de veludo cotelê. De sobretudo de lã. De jaqueta de couro. De saias godê, rodadas, livres. De vestidos. Mas tem uma coisa que me deixa irracional. Bota conwtry. São bonitas, quentinhas, confortáveis e o bico fino paga pau de elegância. Vai bem de saia e vestido. As chatas das stylists (tem profissão mais inútil, meu deus?) dizem que não fica bem pra quem tem perna grossa. Danem-se. A perna é minha, o dinheiro é meu (ou ainda não é, mas logo vai ser, enfim).

É arte. Eu compreendo pagar 3,5 mil dólares numa bota customizada, feita a mão, cheia de detalhes. Já essas sandálias caríssimas de tiras que tem igual nas bancas de saldão... não.

Quase uma Kill Bill
A primeira botinha de cowboy que eu reparei foi uma do Lulu, meu guru espiritual, colega de ensino médio e vocalista de banda. Eu pensei, nossa, parece tão confortável esse salto! Virou paixão com as cenas do Kill Bill em que a Uma é enterrada. A bota é protagonista nessa parte do filme. Toda a tensão e eu só pensava: "preciso achar essa bota"! Já tinha procurado antes, mas só hoje, num fórum sobre figurinos, encontrei uma bota parecida, uma Golden Eagle. Tão mil e meio dólares, mas desisti. Tem bota mais linda e mais foda por um pouquinho a mais.

Os preços não são tão lindos, mas as botas. As botas. As botas! Nem precisa fuçar muito pra achar muita coisa legal. Livros com fotos magníficas. E a história, desde as primeiras botas simples de couro, com detalhes utilitários, para montaria e trabalho. E então a decoração. E então as mulheres também quiseram suas botinhas.

Do livro "Cowboy Boots", no Google.

Cherokee Fidle, da Lisa Sorrel.
E os sites de uns caras como o Charlie Dunn que fabricava botas personalizadas.  E tem botas com temas. VintageEsculturasRocket Buster, uma loja incrível, incrível, incrível e impalavrável. Mas acho que as mais desejáveis mesmo são as da Lisa, magníficas, tem uma vestida de índio cherokee! Quero! Pra quem ainda duvida que seja coisa de artista, uma ideia do processo de confecção. Tem tanta bota linda que não dá pra colocar todas no post, então tem mais essa aqui, pra babar.

Tem uns cinco anos que as botinhas estão na moda aqui no Brasil, então até achamos alguma coisa. Umas mais caras que as outras, mas não encontrei (por enquanto) alguém que faça customizadas. Tenho três, comecei com uma básica baratinha. As brasileiras são mais pra usar mesmo, mas dá pra encontrar algumas coisas bonitas se pesquisar. 



Tatuada

Classica


Nhame!

Dia 24 - vai, volta e começa tudo outra vez.

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Hoje é dia 24 (aniversário do Dal Bosco, meu colega do segundo grau) e os livros que a gente lê ao mesmo tempo.

Dia 24 – Você lê um livro por vez ou gostar de alternar a leitura em dois ou mais livros?

Eu não tenho preferência por alternar a leitura, mas acaba acontecendo. Aqui do lado, na coluna da direita do blog, estão os livros que eu estou "lendo" no momento. Trinta! Alguns são sobre filhos, vou lendo os capítulos de acordo com a idade do Tomás. Outros são teóricos, eu só leio quando dá vontade. Outros eram meio chatos, então estou dando um tempinho pra pegar depois. E tem os de poesia, que me dão um nó a cada cinco frases. Lendo, mesmo, hoje, são três: História de Sarajevo, do post do dia 2 (Gemma Bovery já li), O livro dos mandarins e, pra relaxar de uma história de guerra e outra com muitos paulos e paulas (nó!):

Curvas perigosas 2. Maitena.

23 de outubro de 2011

Dia 23 - Vida efêmera

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Dia 23. A não-polêmica da semana passada.

Dia 23 – Você costumar ler e-books? Ou prefere o bom e velho livro em papel?

Eu li, eu assumo.
Pra prosa corrida, tanto faz. Você lê e pronto. Tá lido. Nora Robberts, então, nem se fala. Nem dá vergonha de ter lido, já que o tempo perdido com os três livros da magia foi tão pequeno. Muitos livros não precisam estar presentes além do tempo de leitura. Mas quando o livro é daqueles que se gosta muito, é preciso pegar, apalpar, emprestar, reler, sublinhar, comentar, permanecer, brigar com o Tomás. "Se você riscar ESSE livro, mamãe vai ficar triste. Você quer que a mamãe fique triste?"

"Tiiiimmmm!"

Mas quadrinhos, figurinhas, ilustrações, livros de arte, prefiro em papel, sempre... Como era mesmo aquele quadro do Magritte que eu quero por no meu ex libris? Então. Cata o livrão lá e aproveita pra se deliciar com todas essas outras coisas lindas que ele criou. A editora Taschen é sem noção pra lançar livros de arte que se folheia babando e se paga sorrindo... Alguns autores são meio maçantes, mas não é exatamente pra ler que a gente compra. No do Magritte, o autor fica descrevendo. "Em 'O túmulo dos lutadores', há uma grande rosa que ocupa todo o espaço de uma sala."

Ah é, sério?

Da Taschen, tenho vários, quero mais. Mas ler mesmo, tudo, e gostar do lido, por enquanto, só dois. "O espelho mágico de M.C Escher". Tem biografia, história de algumas gravuras, coisas escondidas, curiosidades, conceitos, matemática... Delicioso. Um detalhe. Não achei a edição brasileira em sebos nem em sites de troca. Quem é bobo, né?


Mas tem artista cuja leitura, pelo menos da biografia, é essencial pra conhecer melhor as obras. E gostar mais ainda delas. Então que você tem o dever de conhecer essa mulher incrível. Frida Kahlo. Um dos seres humanos mais fortes que já passou pelo planeta. E nada melhor pra isso que um livro que junta a biografia com reproduções das telas. Você jogaria isso em que pastinha? Não, não tem como ter esse tipo de coisa só no virtual, não. É pra comer.


Kahlo. Andrea Kettenmann.






22 de outubro de 2011

?

! *

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Dia 22. Bons títulos.

Dia 22 – Cite um ou dois livros com títulos que você acha interessante. Você costuma escolher livros pelo título?

Não, o título não me importa nem um pouco na hora de comprar um livro. Porque eu tinha preconceito com títulos bobos e me lasquei. "O sol é para todos" acho que é o exemplo perfeito. Pelo título parece um livro de auto-ajuda, uma teoria comunista, um romance Sabrina. E. Na verdade. É uma das histórias mais legais de todas! Eu julguei por muito tempo esse livro pelo título... só fui ler quando descobri que o título original era "To kill a mockinbird" e ouvi que isso era um pecado.

O sol é para todos. Harper Lee.


Outro "mero" título que não diz muito é "A menina do fim da rua". Ai que coisa chata, mais um chick-lit pra adolescentes. E é um dos meus livros mais favoritos de todos os tempos. A menina do fim da rua tem 13 anos e uma vida independente, cuida da sua conta no banco, faz a própria comida, cuida da casa, segura todas as pontas. Sem escola, inclusive! Mas sempre tem um canalha por perto pra estragar tudo, não é? Então.

A menina do fim da rua. Laird Koenig

Títulos legais tem que ser meio misteriosos, intrigantes, como Laranja Mecânica ou Senhor das Moscas. Amar, verbo intrasitivo. Ou engraçados: Arte e ciência de roubar galinha. Mas na literatura brasileira, o campeão dos títulos legais é Lourenço Mutarelli. Eu só li a série de quadrinhos do Diomedes "Servimos mais ou menos pra servir de vez em quando". Mas todos os livros dele tem títulos ótimos: A arte de produzir efeito sem causa, Nada me faltará, O natimorto, O cheiro do ralo, Miguel e os demônios, A máquina de fazer espanhóis, Jesus Kid, A Caixa de Areia ou Eu era dois no meu quintal, Transubstanciação, A Confluência da Forquilha, O Astronauta ou Livre associação de um homem no espaço... ufa! Todos títulos bem legais.

A caixa de areia ou eu era dois no meu quintal. Lourenço Mutarelli.
(skoob, sebos - reparem que tem gente que quer duzentão!, livra)

ADORO quando tem dois títulos e o "ou". Às vezes são três ou quatro "ous" e fica melhor ainda. E quando é o nome do capítulo que vem com "ou"? Nirvana!!!

Aproveitando pra contar que o Ricardo Lísias, autor do livro do meme do dia 10, me enviou o livro! Sem pressões, Mutarelli. Sem pressões, ok?

------------------
* A correspondência mais curta da história.