23 de outubro de 2011

Dia 23 - Vida efêmera

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Dia 23. A não-polêmica da semana passada.

Dia 23 – Você costumar ler e-books? Ou prefere o bom e velho livro em papel?

Eu li, eu assumo.
Pra prosa corrida, tanto faz. Você lê e pronto. Tá lido. Nora Robberts, então, nem se fala. Nem dá vergonha de ter lido, já que o tempo perdido com os três livros da magia foi tão pequeno. Muitos livros não precisam estar presentes além do tempo de leitura. Mas quando o livro é daqueles que se gosta muito, é preciso pegar, apalpar, emprestar, reler, sublinhar, comentar, permanecer, brigar com o Tomás. "Se você riscar ESSE livro, mamãe vai ficar triste. Você quer que a mamãe fique triste?"

"Tiiiimmmm!"

Mas quadrinhos, figurinhas, ilustrações, livros de arte, prefiro em papel, sempre... Como era mesmo aquele quadro do Magritte que eu quero por no meu ex libris? Então. Cata o livrão lá e aproveita pra se deliciar com todas essas outras coisas lindas que ele criou. A editora Taschen é sem noção pra lançar livros de arte que se folheia babando e se paga sorrindo... Alguns autores são meio maçantes, mas não é exatamente pra ler que a gente compra. No do Magritte, o autor fica descrevendo. "Em 'O túmulo dos lutadores', há uma grande rosa que ocupa todo o espaço de uma sala."

Ah é, sério?

Da Taschen, tenho vários, quero mais. Mas ler mesmo, tudo, e gostar do lido, por enquanto, só dois. "O espelho mágico de M.C Escher". Tem biografia, história de algumas gravuras, coisas escondidas, curiosidades, conceitos, matemática... Delicioso. Um detalhe. Não achei a edição brasileira em sebos nem em sites de troca. Quem é bobo, né?


Mas tem artista cuja leitura, pelo menos da biografia, é essencial pra conhecer melhor as obras. E gostar mais ainda delas. Então que você tem o dever de conhecer essa mulher incrível. Frida Kahlo. Um dos seres humanos mais fortes que já passou pelo planeta. E nada melhor pra isso que um livro que junta a biografia com reproduções das telas. Você jogaria isso em que pastinha? Não, não tem como ter esse tipo de coisa só no virtual, não. É pra comer.


Kahlo. Andrea Kettenmann.






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