1 de outubro de 2011

Meme Literário Happy Batatinha - Dia 01

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Achei as perguntas interessantes, então vamos lá.

Dia 01 – Que livro que você está lendo?

Preconceito linguístico: o que é, como se fazMarcos Bagno

A língua brasileira não é a norma culta. O "português brasileiro" não é só o que os gramáticos prescrevem que deve ser.  Quem tem o português brasileiro como língua nativa sabe usar a gramática, desde que seja compreendido quando fala. Divergências de pronúncia, ortografia ou regra gramatical são... detalhes. O preconceito acontece quando julgamos a pessoa pelo seu modo de falar. Falar "bem" ou "mal" não é indicativo de caráter ou inteligência. Nem do grau de amor ou respeito pela língua.

Estou lendo pingadinho, tá na bolsa pra ler em filas e salas de espera. Estou na página 128 de 148. Quase no fim. E aqui tem um pedaço bom:

É preciso ter sempre em mente que tudo aquilo que é considerado erro ou desvio pela gramática tradicional tem um explicação lógica, científica, perfeitamente demonstrável. Só por isso é que os agentes dos comandos paragramaticais podem falar de "erros comuns" Os gramáticos conservadores não se dão conta de que o próprio adjetivo "comum" usado por eles mostra que se trata de um fenômeno amplo de variação, de uma transformação que está se processando nos mecanismos de funcionamento geral da língua. 
(...) 
"A nova postura teórica e prática consiste em procurar conhecer as regras que estão levando os falantes da língua a usar X onde se esperaria Y, identificar essas regras, descrevê-las, pesquisar explicações científicas para elas, e, se possível, apresentá-las a seus alunos."
 Estou gostando bastante. Já conhecia as ideias e os argumentos desde o quiproquó do livro "Por uma vida melhor", mas agora entendo um pouco melhor como a mudança na língua está acontecendo e como a "norma culta" e a escola não acompanham. Aliás, a escola não acompanha nada. Já passou da hora de deixar um pouco de lado a nomenclatura gramatical e por a criançada pra ler, escrever, fazer palestra, fazer site, cartaz, faixa, código civil da sala de aula.

Um comentário:

  1. Puxa, fiquei interessadíssima pelo livro! Taí um assunto ótimo pra debate! :)

    Smacks pra ti! ;)

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