17 de outubro de 2011

Dia 17 - Nem tudo que reluz!

A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Dia 17 e o livro que te surpreende. De tanta bobagem.

Dia 17 - Cite um livro que você achou que iria gostar e acabou não gostando.

Outro livro indicado pelo girino. Ele compra os livros pelas capas e essa realmente é interessante. Não que o livro como um todo não mereça umas duas estrelas. O cenário e o narrador salvam a história principal!

Água para elefantes. Sara Gruen

O narrador é um velhinho no asilo, reclamando dos problemas com o corpo, com os funcionários do asilo e com os colegas do final da vida. Muito divertido, muito triste, muito bom. A história que ele conta é da juventude, quando largou a faculdade de veterinária no último ano pra se juntar ao circo. A descrição de como era a vida dos artistas e funcionários de circos nos EUA na década de 30 é uma delícia de se conhecer. Era uma vida duríssima para os homens e para os animais. Pela ambientação, lembra um pouquinho uma das melhores séries de fantasia dos últimos tempos, Carnivale. Por tudo isso, parece que o livro é muito bom, né? Mas não é não. O livro era pra ser sobre elefantes, mas o doutor veterinário não passa a maior parte da história cuidando da Rosie, não... no final a gente até se pergunta o porquê de ela gostar tanto dele, se ele passa os dias em um romance brega, tosco, irreal que estraga tudo. Muito Sabrina. Muito irritante. Muito imbecil. Fiz muito esforço pra não pular tudo. Ao contrário do girino, eu achei o final do "passado" previsível e mais imbecil ainda que o resto dessa história de amor totalmente burra. Mas eu não desisti, porque queria ver o final da parte do asilo, que é gostoso de ler. Ok, é piegas, mas relevou as bobagens românticas do resto do livro e terminei o livro sorrindo, mas sentindo aquele cheirinho de podre...

P.S.: tava lendo as resenhas no skoob e me lembraram de um detalhe ótimo. As conversas entre Jacob e Marlena são o que há de patético e tolo. "Me deixe entrar em você!" Dá pra acreditar?

Quatro estrelinhas, pra parte do asilo. Duas estrelinhas, pra parte da juventude. Em cinco.


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Mais resenhas:

Noite e Dia, Virginia Woolf;
A melhor HQ de 1980;
Buracos, Louis Sachar;
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno;
Minha estante e sir Bernard Cornwell;

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