30 de abril de 2012

Grifei num livro do GRR Martin

"Barristan Selmy não era um homem dado aos livros, mas passara frequentemente os olhos pelas páginas do Livro Branco, onde os feitos dos seus predeces­sores tinham ficado registados. Alguns tinham sido heróis, alguns fracos, patifes ou cobardes. A maior parte fora apenas homens; mais rápidos e mais fortes do que a maioria, mais hábeis com a espada e o escudo, mas ainda presas de orgulho, ambição, luxúria, amor, ira, ciúme, avidez por ouro, sede de poder, e todas as outras fraquezas que afligiam os meros mortais. Os melhores de entre eles dominavam as suas falhas, cumpriam o seu dever e morriam de espada na mão. Os piores...
Os piores foram aqueles que jogaram o jogo dos tronos." - Dança dos Dragões
Sor Barristan Selmy, o um-pouco-menos Ousado agora.

Cantinho dos sonhos, parte 3

Se eu fosse colocar numa biblioteca todas as estantes que acho legais, ficaria confuso pra caramba. Mas olha se essa... foto? manipulação? arte? Não lembra alguma coisa pra vocês:


Eu olhei e:


Não é? Tá, lado a lado não é tããão parecido assim, mas eu chamei de estante Escher e cabou. Será que é muito caro fazer algo assim?

28 de abril de 2012

Para pães, um vídeo delicioso sobre educação...

...e tudo o que está errado.

Aí embaixo vou colar frases pra trazer pra cá e fazer assistir quem precisa dele mais do eu... os alunos e os professores. Ah, eu sou mãe, sim, sou da APM da minha escola, sim, mas não sou eu que passo o dia sentando ou fazendo sentar. (ou sou? sei lá, talvez sim... enfim!) Vejam, é ótimo, a animação é perfeita e as ideias também (apesar de não apresentarem muita solução, só o problema... será que a solução está a venda no curso dele? Tsc tsc tsc).

Bom para os parentais que se preocupam e pra todo mundo que se interessa um pouquinho por isso.


Chamariz de necessitados: piada de escola, pegadinha de escola, cacetada de escola, enjoei da escola, quero mudar minha escola, posso mudar minha escola, não deixe a escola atrapalhar seus estudos, filosofia da educação, sociologia da educação, a escola é um saco, porque minha escola é tão ruim?, saco cheio de escola, meus alunos não gostam das minhas aulas, como melhorar minhas aulas, melhorar a escola, mudar a escola, fugir da escola, crescer na escola, brincar na escola, brincar e aprender, gostar de aprender, gostar da escola, TDAH, psicologia, professor chato, não é culpa do professor, não é culpa do aluno, porque eu preciso ir a escola, cansei de escola, não vou pra escola hoje, adoro matar aula, mato aula mesmo, e daí?, escola não serve pra nada, aula não serve pra nada, os alunos de hoje não querem saber de nada, dar aulas hoje em dia é uma tortura para o professor, professor que dorme a onda leva, como motivar meus alunos, aluno de hoje tinha é que aprender o que é palmatória, ah que bons os tempos da palmatória, senta e escula, cala a boca e escuta, cruza os braços e abaixa a cabeça, presta atenção, meus alunos não prestam atenção, minha professora só reclama, meus alunos só bagunçam, baderna na sala de aula, conversa na sala de aula, fui suspenso da escola que que eu faço agora seu gúgol, quando eu era criança não gostava de escola mas virei professor, [insira outra possível pesquisa aqui]

Cantinho dos sonhos, parte 2

Coloquei a imagem da janela maravilhosa do outro dia no google e vieram outras ideias bem legais.

A estante embaixo do banco é legal, mas reparem na paisagem da janela, que lindeza:


 E essa é espetacular! #invejei:

Opa! Agora sim!

Não lembro quem foi que reclamou das promoções de livros do dia da mulher, 8 de março: só tinha chick-lit, Richard Sparks, livros de receitas e de beleza. Não tinha nenhum livro mais complexo ou voltado para o feminismo (o que seria obrigatório, pelo simbolismo da data). Concordei (no blog de quem, gente, não lembro!) e achei o fim também. E daí recebi essa promoção da Travessa:


Tem moda, tem romance, tem teoria, tem arte, tem Nelson Rodrigues e Phillipa Gregory. Deu gosto receber esse e-mail, mesmo que eu tenha feito a promessa de não comprar mais livros pra mim esse ano. Boas escolhas, Travessa! As ofertas são exclusivas por e-mail, quem não recebeu e se interessou, me pede no sac.quitanda@gmail.com que eu encaminho.

27 de abril de 2012

Alta Fidelidade, Nick Hornby - mais um livro livre!

2001. Curitiba. Ganhei o "Alta Fidelidade". Nós invejávamos um pouquinho a vida do protagonista e narrador do livro, Rob Gordon. Ele trabalhava com rock, tinha amigos que trabalhavam com rock, saía a noite para festejar o rock e - coisa que não invejávamos, pois fazíamos - namorava muito (em qualidade e quantidade). Foi o livro/filme mais adorado pelos amigues naquele começo de década. Gravamos fitas para uma amiga que foi trabalhar no Mato Grosso. Tínhamos comunidade no orkut pra fazer listas de cinco itens. Terminei um namoro e, solteira, acabei aproveitando mais ainda o rock da cidade e entrando de cabeça no clima do livro. Um negócio meio inventado, muito fantasiado, um tanto alienado, minha "Private Idaho" (e dancei bastante essa). Shows de domingo a domingo, conversas de horas com desconhecidos nos bares, mais namorados (em qualidade e quantidade)... mais diversão.



E claro, como (quase) todo mundo que adorava o filme na época, cresci, não sou mais avulsa, tenho um filho pra criar... Continuamos gostando de música e alguns trabalham com ela, mas já não nos encontramos de domingo a domingo para festejá-la. Saudade? Um pouquinho, de ir em três bares diferentes num sábado e ver três ou mais shows pagando menos de 10 reais, às vezes não pagando nada. Saudade de música boa e barata ao vivo, aqui tem pouco. De gritar na beira do palco. Quando o Tomás deixar de trocar o guarda-roupa a cada estação, eu e marido vamos pra um festival de quatro dias! 
E vejam só, libertei o bichinho! Deixei hoje, nas cadeiras do correio. E descobri o que aconteceu com "O sol é para todos" que deixei lá na semana passada. Lá pelas quatro da tarde (eu deixei o livro às 10 da manhã), um cliente bem intencionado, que não leu nenhum dos bilhetes que coloquei no livro, levou a um guichê o "livro perdido por alguém". Aí a Kátia, funcionária com quem eu tinha conversado sobre a libertação, aproveitou que ninguém tinha pegado, levou pra casa e está lendo. Ela tinha se entusiasmado com o resumo empolgado que eu fiz da história. Legal! Então, está lá, acho, ainda, um "Alta Fidelidade" só pra você! Vai buscar!

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Mais livros livres:


Oriente, Ocidente - Salman Rushdie


Segundo livro de abril e oitavo do ano do Desafio Literário 2012. Minha edição é da Companhia de Bolso, 2011, 161 páginas. O livrinho vai ser libertado em breve, num lugar de patópolis perto de você! Aguarde!

São nove contos divididos em três partes de acordo com o tema, o local ou o estilo:

1. Oriente

Histórias na Índia atual mas com jeitão e sabor de lenda mágica... minha parte preferida. O primeiro conto é uma delícia e me deixou com altas expectativas. Uma moça chega no consulado britânico para a entrevista que vai permitir sua ida à Inglaterra, casar com o noivo. Um "especialista em conselho" se encanta pelos olhos da moça e dá seu conselho, geralmente caro, de graça: ela pode conseguir um passaporte britânico original, de forma rápida, se falar com beltrano e etc etc... ela nega e entra no consulado, enfrentando a entrevista com honestidade. Quando ela sai... o desfecho é ótimo! Os outros dois contos são divertidos também. A forma irônica com que o Rushdie descreve o próprio povo causou problemas pra ele, mas só traz prazer pra gente... Rir de si mesmo é uma benção, e nós (eu) temos muito que aprender...

2. Ocidente

Muita gente gostou dos contos dessa parte, como a Anica, mas eu... médio. Não pela ironia ter mudado de alvo (agora são os ocidentais), mas pelo estilo ter mudado. Uma ironia sobre estilo? Será? Acho que sim, mas eu prefiro a narração simples e saborosa dos primeiros contos a essa espécie de taquigrafia rascunhada que povo gostava de fazer nos anos 90... sem muita lapidação, verborrágico. Chato. As histórias são mal contadas, mas as ideias são boas. Hamlet sob o ponto de vista do bobo Yorick. Um leilão de sapatinhos de rubi representando nossa dependência do consumo que me cheirou muito (MUITO) a Asimov, então curti... médio. Uma especulação sobre como Colombo consegue suas caravelas. Nesse último o bom estilo dos contos começa a reaparecer, como uma montanha russa narrativa.

3. Oriente, Ocidente

Agora a Índia e o Ocidente se encontram, se misturam e a ironia some. Pena. O primeiro conto é sobre dois amigos de faculdade, o indiano contando a vida do ex-colega e depois escritor, inglês. O final também surpreende, como no primeiro conto. A segunda história é uma maluquice sobre espiões que eu não compreendi direito. E a última é a volta do estilo cuidadoso (que bom!), agora não mais engraçado, mas triste e bonito. A história do amor de uma ayah indiana, uma espécie de governanta/empregada e de um porteiro de origem soviética. A história é contada sob o ponto de vista das crianças cuidadas pela ayah, e os apelidos que eles usam para o casal são uma delícia. Mary-Certamente para a ayah, porque ela sempre dizia "Oh-sim-certamente ou não-certamente-não". E Miscelânea para o porteiro, pois seu nome verdadeiro, na língua materna, era de pronúncia complicada aos petizes indianos.

O conto não é bem um romance de formação, mas tem uma pitadinha:
"Aos dezesseis anos, a gente pensa que pode fugir do pai. A gente não está ouvindo a voz dele falando pela boca da gente, a gente não percebe como nossos gestos já espelham os dele; a gente não o vê no modo como nos mantemos de pé, no modo como assinamos nosso nome. A gente não ouve o sussurro dele em nosso sangue."
Esse conto fecha o livrinho muito bem e ele volta a ganhar a estrelinha que perdeu no labirinto do estilo. Acredito que o objetivo do Rushdie era esse mesmo: começar muito bem, mostrando uma forma universal de contar história, que fica melhor com o tempero de cada terrinha. Então ele assusta a gente com a nossa própria invenção mal feita e nossas invenções mal ajambradas, para voltar a ser um tradicional (e muito bom) contador no final do livro. É um pequeno encontro em todos os sentidos: enredo, tema e estilo. Vale a pena, mas faça como eu: leia aos poucos, sem pressa, no tempo que sobrar. Até porque, segundo consta, tem Rushdies melhores.

Três estrelinhas. Em cinco.

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Mais Desafio Literário 2012:


- A jogadora de go, Shan Sa
Unhas, Paulo Wainberg
- A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger
Pinóquio, adaptação de Guilhaume Frolet
Clara dos Anjos, Lima Barreto
O rapto das cebolinhas, Maria Clara Machado
Cozinheiros Demais, Rex Stout


Outras resenhas:

Noite e Dia, Virginia Woolf;
A melhor HQ de 1980;
Água para elefantes, Sara Gruen;
Buracos, Louis Sachar;
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno;
Minha estante e sir Bernard Cornwell;

26 de abril de 2012

A primeira edição do meu ex libris.

Então. Meu ex libris. Levei uns dois dias para desenhar e gostei bastante do resultado. Mandei a imagem pro Paulo Pedott e ele fez dois carimbos lindos, um para o contorno preto e outro para o preenchimento amarelo da bolsa. Aí os problemas começaram. Não existe, no Brasil, tinta amarela para carimbo.

O Paulo e as papelarias daqui recomendaram tinta nanquim. Encomendei a única amarela que encontrei, mas amarelo-ouro não é bem igual ao amarelo da Bolsa Amarela, um amarelo mais queimado, mais escuro. Tudo bem! Melhor meio amarelo que nenhum amarelo:

Bem melhor amarelinho!


Mas não deu certo. A tinta nanquim não serve pra carimbar... do jeito tradicional, com almofadinha e tal e coisa. Borra muito e meleca demais:

tentando carimbar com tinta nanquim
O carimbo pega muita tinta e passa do papel:

borrança em tudo...

Então eu imaginei que passar o nanquim com pincel no carimbo resolveria a questã, mas nem testei, pintei direto no papel mesmo. Ficou bonito, não borrou, não sujou, não fez bagunça. E a tinta nanquim é legal pra isso, se eu caprichar mais fica bem uniforme. Só não tem a "cara de xilogravura" que eu queria, aquele errinho de posição que dá a "legitimidade" pra coisa:

carimbado e colorido

Como os mais críticos (chatos como eu?) notaram, tem coisas ótimas, médias e estranhas no resultado final. A bolsa, o Gizmo e as placas da 53rd & 3rd estão tinindo de lindas. O gato preto ficou estranho, não dá pra entender de primeira, tá mais ou menos... e o "infinito de royal" ficou bem ruinzinho... que pena. Tem uns salpicos na parede que não ficaram bons também. As letras estão bonitas, mas não "ornam" com o desenho... Então estou pensando em arrumar tudo isso daqui algum tempo e encomendar um novo carimbo, mas por enquanto vai ficar assim.

Então é isso! O que acharam? Deu vontade de fazer também? Claro que deu! Se precisarem de ajuda no desenho, me falem. Escolham os temas, os livros preferidos etc e eu vou gostar de ajudar a desenhar... Agora eu sei o que pode dar errado.

E a ideia de fazer em duas cores não é ruim não... só não funcionou porque eu preciso de uma cor de tinta de carimbo que não existe. Tem vermelho, verde (dá pra fazer árvores, dragão, pássaros, milhares de coisas!), azul... só não tem amarelo.

24 de abril de 2012

17a. das 52 semanas de bibliofilia!


Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".

E esse é meu ex libris! Já queria mostrar há tempos. Fiz o desenho em outubro e o Paulo Pedott entregou o carimbo no comecinho de dezembro do ano passado... mas foi ficando, ficando... pelos problemas em achar tinta amarela, pelos testes quanto à melhor forma de amarelar a bolsa, pelo desenho do gato preto e do "infinito de royal" que não ficaram muito visíveis no carimbo... deixei pra lá. Hoje eu peguei alguns livros e pus mão à obra. E ficou bonito! Vou contar tudo melhor na quinta.

ex librando os livros de bolso
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No dia mundial do livro, três formas de libertar os seus!

Quem gosta de ler e quer conversar sobre livros precisa de gente que tenha lido o mesmo livro, não é? Pra isso, eu vou atrás do pessoal que gosta de ler e empresto os meus livros. Alguns amigos já ouviram: "Você gosta de ler, muito, pouco, nada?" Se a resposta é positiva, abro minha estante com todo prazer. Depois que meus livros já circularam entre os amigos, eu não os deixo parados na estante. Eu liberto!

A ideia é antiga. O site Bookcrossing registra os livros libertados por pessoas em todo mundo. Em 2003 eu libertei o meu primeiro livro, "Ópera de Sabão", do Marcos Rey, nas escadarias da Santos Andrade em Curitiba. Um amigo foi junto e libertou Lolita. Foi o começo.

Aí eu fui juntando os livros, juntando... a estante foi crescendo. Não consigo libertar todos eles ainda, então, vou aos poucos, rezando a Oração de São Pessoa do Desapego Literário. Faço uma doação aqui, deixo um livrinho ali, outro acolá... enfim. Devagarzinho vamos ficando mais leves, eu e minha estante.

Gostou da ideia? Tem várias formas de deixar seus livros irem:

1. Libertação solo

Simplesmente deixando o livro por aí com um bilhete explicativo ou controlando suas libertações através de um site. Pode ser o Livro Livre ou Bookcrossing. Você se registra, registra seu livros, anota o código, liberta o livro e espera sofrendo que alguém vá no site cadastrar a "captura". Nesse caso é legal colocar uma etiqueta no livro, explicando como voltar ao site e tudo mais. Aqui tem uma etiqueta simples, preto e branca que você pode usar para seus livros do bookcrossing:

etiqueta bookcrossing preto e branco

2. Libertação dirigida


Se você tem medo de deixar seus livros assim, ao deus-dará, pode doar para bibliotecas livres, onde os livros são levados sem registro, sem burocracia e em locais acessíveis, mas com mais possibilidade de retorno, pois têm um ponto de devolução. Dá uma olhada nesse post do Livros e Afins e nesse do Luz de Luma para saber mais. Aqui no Paraná temos vários projetos legais:
  • Freguesia do Livro. Elas formam bibliotecas, registram outras, reúnem as doações e distribuem. Enviar um ou dois livros pelo correio para elas é bem barato e o carinho com que a Jô recebe e liberta os livros é delicioso. Olhem as caixas lindas de livros infantis que elas levaram pro Hospital Erasto Gaertner.


Ilustração de Mariana Massarani
3. Semi-libertação, para os ciumentos


Doando para bibliotecas públicas, escolares, da faculdade: assim, você vai ter mais certeza de que os livros serão bem cuidados. As bibliotecas zelam pelo acervo, registram empréstimos, usuários, etc. Seu livro pode ser utilizado por anos e sempre voltar pra mesma estante. Mas assim ele não fica realmente livre, não é? E em algumas cidades, como em Pato Branco, as bibliotecas públicas não são bem localizadas. Quantas vezes vocês de patópolis já pensaram em ir até lá e desistiram porque é nos cafundós? Então.

E agora... mãos à obra! Comece com aqueles livros menos adorados. Os meia-boca mesmo, sem vergonha, ué. Com o tempo você vai conseguir se livrar dos bons e, quem sabe, até da estante especial. Eu não espero tanto de mim mesma, mas quem sabe?


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Mais livros livres:

Ame a leitura, liberte os livros! Foto da 16ª semana de bibliofilia
Oração de São Pessoa do Desapego Literário
4º Bookcrossing Blogueiro: O sol é para todos, Harper Lee
Livros libertados em 20 de abril de 2012, sexta

23 de abril de 2012

Ilustrando meu livro! Parte 2

Graças ao Noah e ao inspirador vídeo que ele me mandou... uma página muito mais bonita para o meu primeiro e-book grátis para mães que trabalham! Agora sim! E vai ser muito mais rápido para terminar! Com as letras em cima da imagem:


Com as letras embaixo:



(Sim, eu coloquei a cabeça da Carla Bruni na Lady Gaga. Foi só por causa do cabelo. Adoro a Lady Gaga, mas não gostei da touca da imagem original).

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Mais sobre o e-book "No fim da tarde" aqui.

Personagens que eu seria por um dia. 52 x 5 17a. semana

1. Georgie, a ceifadora aprendiz de Dead like me;
2. Hermione Granger;
3. Ceinwyn, princesa de Powys, das Crônicas de Artur do Cornwell;
4. a agente Monica Figuerola da trilogia Millenium;
5. Liz Bennet, pra não fugir do clichê.

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

Mais eu:

Outros posts do 52 x 5
- Cinco fatos sobre a Sharon
- Resoluções sharísticas
- O que a gente aprende quando nosso pai está longe da gente
- Eu política

22 de abril de 2012

Livros que eu libertei na sexta

Sexta-feira eu libertei quatro livros. "O sol é para todos" faz parte do 4º Bookcrossing Blogueiro da Luma. Os outros estou mostrando aqui.

Deixei "A lenda do cavaleiro sem cabeça", do Washington Irving, na entrada do prédio do IBGE. Quando lembrei de olhar novamente, no final da tarde, já tinham acolhido o bichinho. Esse ficou mais desolado, o lugar é frio, atrás de uma planta:

Poverelo... no chão duro e frio...

Já "A assustadora história da medicina" ficou em um lugar bem gostosinho, a panificadora Mel, perto do IBGE onde eu tomo café quando a máquina do posto Calhambeque não está funcionando (como ontem):

Uma assustadora história esperando
pra tomar um cafezinho com alguém

O NoiteLuz deixei num lugar bem movimentado, na parte de fora da Letra, uma banca/café/livraria/1,99 antiquíssimo daqui. Deixei nos orelhões, perto do balcão de atendimento da cafeteria. Fiquei com vergonha de tirar uma foto melhor porque estava cheio de gente lá:

Me leva pra casa, vai?
E você? Já libertou um livro hoje? Amanhã você vai conhecer três formas de fazer isso!


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Mais livros livres:

Ame a leitura, liberte os livros! Foto da 16ª semana de bibliofilia
Oração de São Pessoa do Desapego Literário
- 4º Bookcrossing Blogueiro: O sol é para todos, Harper Lee

21 de abril de 2012

Reseínha: O sol é para todos, Harper Lee - livro libertado!

A Luma convida todo ano para o bookcrossing blogueiro, uma libertação de livros conjunta em vários lugares do país. E eu, como "missionária da leitura" (uia!) resolvi que já passou da hora de participar. Ontem soltei quatro livros em patópolis de uma só vez. Outra hora mostro os outros, hoje vou falar sobre o mais doído de todos, que está no meu Top 10Deixei na nossa agência dos Correios, que frequento muito, onde todo mundo já me conhece e me ajuda na "missão". Olhem só o pobrezinho lá, abandonado:


Vai, livrinho!


"O livro conta a história da garotinha Scout, a narradora da trama, e Jem, seu irmão mais velho, filhos do advogado Atticus Fincher. O jovem negro Tom Robinson é acusado de estuprar uma moça branca. A versão dele da história é que ela o seduziu, o pai os pegou em flagrante e ela inventou a história toda. Sobre esse pano de fundo, por meio de uma narrativa divertida e precisa, as duas crianças e seu amigo Dill passam a conhecer o estranho mundo em que vivem, encontram personagens inesquecíveis (Calpúrnia, Dolphus Raymond e, especialmente, o recluso Boo Radley) e descobrem os significados de palavras como respeito e tolerância."
Esse livro reúne tanta coisa que eu gosto... Amizade entre crianças, entre crianças e adultos, cenas de julgamento, pessoas inteligentes, pessoas inteligentes que leem muito, mulheres de todos os tipos, fortes, fracas, rígidas, liberais, feministas, não-feministas, negras, brancas, misturadas, jovens, idosas, pobres e ricas... enfim... um top 10. 

Espero que o próximo leitor goste do livro também!

É isso! Liberte um livro! Não faz sentido deixá-los presos na estante, se você não vai relê-los. Desapegue com confiança em São Pessoa!

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Mais livros livres:


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Mais livros livres:

Ame a leitura, liberte os livros! Foto da 16ª semana de bibliofilia
Oração de São Pessoa do Desapego Literário
Livros libertados em 20 de abril de 2012, sexta

20 de abril de 2012

Oração de São Pessoa do Desapego Literário


Tá com dificuldade em deixar seus livros irem?

Eu também tive, por muito tempo. Me inspirei em grandes iniciativas e comecei. Agora eu sempre rezo essa oração e São Pessoa dos Bibliófilos me dá forças:

Da mais alta janela da minha casa
Com um lenço branco digo adeus
Aos meus versos que partem para a Humanidade.
E não estou alegre nem triste.
Esse é o destino dos versos.
Escrevi-os e devo mostrá-los a todos
Porque não posso fazer o contrário
Como a flor não pode esconder a cor,
Nem o rio esconder que corre,
Nem a árvore esconder que dá fruto.
Ei-los que vão já longe como que na diligência
E eu sem querer sinto pena
Como uma dor no corpo.
Quem sabe quem os terá?
Quem sabe a que mãos irão?
Flor, colheu-me o meu destino para os olhos.
Árvore, arrancaram-me os frutos para as bocas.
Rio, o destino da minha água era não ficar em mim.
Submeto-me e sinto-me quase alegre,
Quase alegre como quem se cansa de estar triste.
Ide, ide de mim!
Passa a árvore e fica dispersa pela Natureza.
Murcha a flor e o seu pó dura sempre.
Corre o rio e entra no mar e a sua água é sempre a que foi sua.
Passo e fico, como o Universo.
Poema XLXIII do Guardador de Rebanhos de Alberto Caieiro.



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Mais livros livres:

Ame a leitura, liberte os livros! Foto da 16ª semana de bibliofilia
4º Bookcrossing Blogueiro: O sol é para todos, Harper Lee
Livros libertados em 20 de abril de 2012, sexta

16a. das 52 semanas de bibliofilia!


Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".

Esses são os livros que estou preparando para libertar no 4º bookcrossing blogueiro logo mais: "A assustadora história da medicina", não-ficção, a HQ "NoiteLuz" do Marcelo d'Salete, "A lenda do cavaleiro sem cabeça" e "O sol é para todos". Tem pra todos os gostos e vontades, vou deixar em lugares movimentados da cidade que eu ainda não escolhi. Amanhã conto tudo pra vocês.

Ame a leitura, liberte os livros!
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17 de abril de 2012

Tentando ilustrar um livro infantil

É coisa pra artista mesmo, não adianta... eu tive uma ideia de um livrinho sobre creche, berçário, para as mães que trabalham lerem com os bebês pequenos (para eu ler com o Tomás, claro). Vai se chamar "no fim da tarde". E tentei me aventurar a desenhar, para publicar um ebook grátis. Seria ótimo, né? Mas minha nossa, que trabalhão. Que dureza. E não fica bonito. Bom, isso é uma página em andamento. A história é sobre a saída da creche, como as crianças vão pra casa. Eu e Tomás ficávamos olhando algumas saírem e eu achei divertido.Então comecei com a gente olhando a saída da creche. Não gostei de quase nada, só do bebezinho, mas o cabelo dele está horrível!


A parte mais difícil é desenhar gente... mas eu sei gambiarrar, xaxixar e desenhar por cima, né? Olha como ficamos:


E olha só de quem eu copiei! Lady Gaga!


Trabalheira, hein? Bom, eu vou tentar escrever e desenhar o livrinho, pra fazer um ebook grátis. Quem sabe um dia eu tenha dinheiro pra contratar um desenhista de verdade... enquanto isso, vou fazendo como posso.

Outra coisa que eu mesma "desenhei" na base do completo xaxixo, foi meu ex-libris, que, aliás, já chegou e não mostrei aqui.

16 de abril de 2012

Isso, pra mim, não é diversão. 52 x 5 16a. semana

1. "tom didático" e palestras fora dos locais a eles dedicados;
2. banquinho e violão;
3. rojão entre 00:30 de 01 de janeiro e 24:55 de 31 de dezembro;
4. legenda dessincronizada;
5. precisar de legenda sincronizada (shame on me).

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

Mais eu:

13 de abril de 2012

Vocês viram por aí...


O Colégio SESI do Paraná tem um programa de livros livres, o Asas da Leitura. Os livros do projeto estão nestes endereços:

Posto Calhambeque - Avenida Tupy, 2641, Centro
Sorveteria Nono Balin - Rua Iguaçu, 512, Centro
Supermercado Center Norte - Rua Procópio de Lima, 460, Trevo da Guarani
Supermercado Patão - Avenida Tupy, 3233, Baixada

Quando eu vi a caixinha no Calhambeque, doei livros também! O projeto está começando, então eles precisam de bem mais! Leve seus livros de literatura de qualquer tipo, romance, novelas, contos, hq, auto-ajuda lá no Sesi, na rua Xingu, 833.

Se você não é de Pato Branco e gostou da ideia, dá uma olhada no Freguesia do Livro. Eles também libertam livros e auxiliam entusiasmados como eu. Ler é bom, ler é bom, ler é muito bom...

Morto escrevendo... pode isso, Arnaldo? Machado de Assis

Um título melhor!

Título original aqui.

Com a contribuição do imperador Khris.

Ou:

Memórias póstumas de Brás Cubas, por Zíbia Gasparetto (olha eu complicando a vida dos livreiros pra sempre!)




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Mais títulos melhores aqui.

O Che da Bahia, Jorge Amado

Um título melhor!


Título original aqui.
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Mais títulos melhores aqui.

I can't get no satisfaction, Paulo Coelho

Um título melhor!


Título original aqui.
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Mais títulos melhores aqui.

Em família de doidos, fuja! Lygia Fagundes Telles

Um título melhor!


Título original aqui.
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Mais títulos melhores aqui.

Quem morre quer lápide, Érico Veríssimo

Um título melhor!

Título original aqui.
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Mais títulos melhores aqui.

... E eu continuei pegando a mulherada, Marcelo Rubens Paiva

Um título melhor!

Título original aqui.

e cá entre nós, meninas: quem não deixaria, hein? hein?


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Mais títulos melhores aqui.



Manual de empoderamento para meninas, Lygia Bojunga

Um título melhor!

Título original aqui.
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Mais títulos melhores aqui.