31 de dezembro de 2011

Que tudo se realize no ano que vai nascer

Muito dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender!

Essa música toca muito na rádio de Erechim que minha avó escuta em Três Arroios. Muitos, quase todos os finais de ano da minha infância eu passei lá. Tomei meu primeiro copo de champagne, assisti o Bateau Mouche, ficava esperando ansiosa as vinhetas de contagem regressiva da TV Globo. Lembram? Agora não tem mais, mas uma vez tinha uma vinhetinha diferente todo ano, um vídeo divertido. Acabou. E no dia seguinte saímos todas as crianças pedindo "Bom princípio de ano novo" aos adultos, fazendo sinal de "grana" com as mãos para ganhar umas moedinhas. Hoje também não tem mais. Acabou.

Mas uma coisa que não vai acabar tão cedo são os anos se atropelando! Festa é sempre bom! E o legal desse ano é que já tem sexta-feira 13 em janeiro!!!


30 de dezembro de 2011

Festa de dois aninhos e o presentão!

Parte 4 - meu lindo, perfeito, novo e brilhante carrinho de mão!

A Raquel ligou e pediu o que dar de presente. Eu disse "nem precisa". "Mas eu quero dar presente". "Tá. Roupa, tamanho 3, calçado, 23 e brinquedo, qualquer um." "Ah, eu quero dar um brinquedo que ele vá gostar... me dá uma dica". "Olha, esses dias eu vi um carrinho de mão de plástico que eu acho..."

E ele amou!!! Ô se não!

Tomás: "Mãe! Tira foto do carrinho novo"
Ou melhor: "tinho, tedo!"
Tomás: "Vem comigo brincar de carrinho, Caetano?"
Caetano: "Opa, tô dentro, bora lá!"
Tomás: "Isabelle, vem brincar com a gente!"
Belle: "Não com a sua mãe tirando foto..."
Tomás: "É, ela é chata mesmo,  eu entendo."
Caetano: "Deixa ela, Tomás, vamos lá!"
Tomás: "Deixa só eu manobrar um pouquinho aqui..."

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Mais Tomás:

Festa de dois anos! Parte 1
Festa de dois anos! Parte 2
Diálogo de casa pra creche
Vitórias de novembro - só fotos!
- Nossa noite de Natal

29 de dezembro de 2011

Não-blog de quinta: Literatura, filosofia, cinema, desconcerto, rock e palavrão.

O blog de quinta de hoje estava escolhido há tempos. Era pra ser o Preta Milagrosa, do Manoel Leonam... Mas o menino fechou o blog e despublicou todos os textos! Tinha coisas ótimas sobre livros, bandas e filmes, filosofia, xingamentos de cima a baixo... era bom pra carvalho. Eu tinha lido praticamente tudo pra escrever a coluna e descobri que no começo o pseudônimo era meio que um machista nerd doente... muito chato. Mas quando eu comecei a ler já tinha mudado bastante. E eu fiz uma resenha nos moldes do blog de quinta, com partes de posts e tudo. Mas agora não posso publicar. Pelo menos está tudo guardadinho do gReader... que como você mesmo disse, seu Manoel, lá é o purgatório de textos falecidos!


Dane-se, seu filho duma égua! Se você por acaso fizer uma pesquisa no google e vir parar aqui, libera meu texto entalado na garganta. Pelo menos preu comentar o seu sonho da mesa de bar na calçada que muda pra faculdade que volta pra calçada de novo. Ou o da Harriette Wilson. Ou então os posts de cinema. Ou os de new weird. Puta merda, a tradução do que é new weird era muito boa. Tá, tem o original por aí, mas em português acredito que seja uma coisa um tanto inédita (nunca se sabe). Ou a resenha do The Cannibals of Candyland e do Ou a tradução de Dentição, ou o post sobre Colombo ou o post sobre a vida após a morte, ou qualquer um.

Eu tinha me surpreendido com os textos dele e agora ele me surpreendeu fechando tudo. Vou respeitar a vontade do moço e não vou publicar nada do ele disse, apesar da coceira na mão. Mas pombas! Cadete! Minha porção agente literária ficou fula da vida. Como assim??? Baralhos!!!

Como agora soltei minha raiva nas internês, ainda estou na fase de depressão e escrevi este primeiro e único (espero) não-blog de quinta. Quem me seguia no gReader consegue encontrar praticamente todos os textos legais dele, que eu compartilhei antes de cortarem o barato e tals. É muito site morrendo, minha gente. Pipipipipi...

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Mais blogs de quinta:

Super Duper - Anne Rammi (nasceu o filhotinho dela dia 15 e se chama Tomás!)



25 de dezembro de 2011

Nossa noite de Natal!

A festa foi na casa da vó Clecy. Estava tudo uma delícia! A dinda convidou a família do dindo Tadeu: seu Elias e a Didiê, os pais, a irmã dele, Elisa e o namorado dela, o Douglas. Começou cedo que tinha criança na festa!

O brinde foi com espumante argentino, delicioso! A mamãe tirou a foto, mas tremeu demais e o resultado ficou péssimo:

tremendo cedo, mãe? nem bebeu ainda!

Mas o interesse do Tomás era mesmo abrir os presentes:

Qual é o meu, vovó?

O Tomás ganhou uma camiseta da dinda e uma bermuda da vó. Quando ele viu os presentes dizia "pôpa!" e passava pro próximo tão rápido que tivemos que revelar o amigo secreto antes do programado, senão ele iria abrir tudo!

A Panqueca ajudou um pouco, também.

camiseta!!!


Ajuda abrir, vó!
bermuda!!!
No amigo secreto, o Tomás tirou a mamãe. A mamãe, tirou o dindo Tadeu, o dindo, a vó Clê, que tirou a Elisa que tirou o Tomás! 


A foto mais linda!
A Elisa escolheu um presentão, um caminhão com encaixe de formas do Discovery Kids... um dos canais preferidos do Tomás. A noite foi um sucesso!

hummm... o que tem aqui?

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Festa de dois anos! Parte 2
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24 de dezembro de 2011

Blog de quinta: Um blog petista e feminista - Mary W.

Essa é a edição especial do "Blog de quinta". Um presente de Natal para a Mary W. *

Imagine alguém que tira de dentro da sua cabeça suas palavras e as escreve de uma forma que você nunca conseguiria. E agora imagine que essa pessoa também age como você gostaria de agir. Vive e transforma como você gostaria de. E esse blog não é só isso, o que já seria suficiente pra você ler e adorar. Esses textos também abrem portas e janelas na sua cabeça. Inundam de novidade e de confusão cantos que pareciam pontos pacíficos, indiscutíveis, pétreos. Inclusive em relação à própria forma de escrever, ao tão falado, tão experimentado e tão pouco personalizado: estilo. Bom né?

Sim, muito bom! Ótimo!

Vai lá conversar com a Mary, mas só se for educado!

Tive a honra de conhecer senhorita Mary W. no gReader. Sim, ainda ele. Nas conversas com Paulo Candido e Alex Castro ela sempre trazia um ponto de vista diferente. Sobre feminismo, sobre política, sobre partidos, sobre educação. Violência. Drogas. Classe Média. Infelizmente, todas as coisas que conversamos foram pro beleléu. Mas os textos dela ainda estão publicadinhos pra gente ler. E esse é um postão de leitura mesmo, com grandes parágrafos de citação pra mostrar um pouco como a May W pensa. E escreve.

Um dos meus preferidos é o da torcida pela Monique e pela Joana na Fazenda 2011. Quem venceu foi a Joana, descobri agora, pesquisando para o post. Mas o jogo não interessa muito. Interessa isso:
"Tem inúmeras camadas a participação dela. [da Monique Evans] A primeira, e super interessante, é aquela mesmo. De ver uma das mais belas mulheres do país envelhecer. Compartilhar desse envelhecimento. Mancar com o joelho dela. Ter empatia pelos lapsos de memória. Das ressignificações que o feminismo tanto discute. Ver minha mãe se identificar com ela. Se sentir, enfim, igual à Monique. Eu não sei o que minha mãe achava dela. Não me lembro. Mas há, né? Aquilo de dizer que símbolos sexuais são objetos e que se prestam a um papel que não deviam. É um discurso que a gente ouve sobre. E tem umas maravilhas no anacronismo. E agora minha mãe diz. Da vida dura da Monique. Nas passarelas, fodendo com o joelho. Eu estou falando mas não me lembro. Se minha mãe chegou a achar que a vida dela foi mansa."
Outro post, sobre partidos e política e ser da turma e não tem como separar partes pequenas do texto dela, porque tudo é BÃO:


"Qualquer sociólogo de araque sabe que os partidos políticos estão esgotados. Que as manifestações tendem a vir, agora, de maneira difusa e caótica. A gente fica olhando pra primavera árabe e pra Londres. E pensando. Será que vai? Será que é isso? E aí tem as marchas no Brasil. Alguns dizem que as Marchas são restritas à classe média. Eu acho que são mais restritas ainda. É uma classe média que faz um uso específico da internet. Eu não consigo usar essas marchas como exemplo em sala de aula, por exemplo. E nem em reunião de família. Porque ninguém sabe do que eu tô falando. Então não são marchas de primavera. Mas apontam para um tipo de politização. Que, me parece, é um dos possíveis. Que é uma politização de fundo emocional mesmo. Tem gente que gosta de TODAS marchas. Que acha que quando as pessoas saem pra marchar, algo acontece. E que mesmo uma marcha oba-oba pode levar a questionamentos mais sérios e à percepção de que as coisas se resolvem com política. Tem aqueles que não gostam de NENHUMA marcha. Consideram que a festa substitui o debate e que os assuntos permanecem sempre na estaca zero." 

E se vocês não tiveram vontade de ler nenhum desses, os melhores vem agora. Sobre as aulas. E os alunos:


"Ontem os alunos de jornalismo me apresentaram um trabalho. Basicamente eles tinham que escolher um projeto em tramitação na Câmara dos Vereadores e conversar com um vereador a favor do projeto. Um vereador contra o projeto. E analisar se o posicionamento tinha algum alinhamento partidário. Eles adoraram fazer isso. E coisas bem engraçadas aconteceram. Porque eu tenho alunos que moram em cidades muito pequenas e tal." 

 E sobre a educação de base:

"Já faz tempo que eu acredito que a falta de capital cultural é o grande complicador pra eles. É um complicador tão grande que eles não percebem que é um grande complicador. Eles acreditam piamente que a diferença entre nós é o tempo de escolaridade. E eu digo que não é e tal. E eles não conseguem perceber. Quando eu comecei a dar aula, uma das professoras do curso de Pedagogia me explicou que nossos alunos não tinham perspectiva histórica. Que eles não conseguiam pensar em mundo se transformando e tal. Ela me disse isso porque minha aula de Sociologia tinha ficado atolada na Revolução Industrial. Freeze mesmo. O que é esse negócio de feudalismo que você fala, professora? É latifúndio que você tá falando? E não adianta muito fazer pra eles aquilo que me fizeram no colegial. Tipo passar O Nome da Rosa. Porque eles ficam atrás de saber se tal monge era ou não biruta ou má pessoa. 

E sobre o feminismo, as feministas, a Sandy e as putas:

"Eu tenho achado o discurso feminista nos blogs, twitter e internet em geral muito ruim. Acho caricato e beirando o clichê. Pode colocar qualquer propaganda ou filme numa espécie de feminismo generator. Porque a gente mais ou menos sabe o que vem. E aí volto praquilo do começo do post. Que as ciências sociais e humanas, hoje, conseguem perceber determinadas sutilezas e o movimento feminista não consegue. Então a gente tem o pensamento feminista como fundamental nisso aí de desconstruir as coisas. E o movimento datado, trabalhando com categorias que eu ADORO mas que já foram sofisticadas. Tipo alienação, ideologia, dominação etc."

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* Post escrito para a tarefa 6 do Desafio 21 Dias do Blosque.

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Super Duper - Anne Rammi (nasceu o filhotinho dela dia 15 e se chama Tomás!)

22 de dezembro de 2011

Blog de quinta: Mãe Geek - Gisela e Luisinho

Prometo que o próximo blog de quinta de mãe não vai ter filhotinho loiro que lembra o Tomás. O Luisinho é bem mais loiro que o meu petiz, tem olho azul e menos cabelo, mas é magrinho igual. Mas não é pelas semelhanças de filhos que eu decido quem entra na listinha privilegiada e escondida dos blogs preferidos da quitanda, não. É pelo "contiúdo". E a Gisela manda ver no palavreado.



Ela é jornalista e já publicou uma série de coisas. Mas isso não seria possível se ela não tivesse aprendido a pedir ajuda

"Voltando ao meu ponto inicial, quero dizer aqui que aprendi no último ano que aquele medão de grávida é bobagem. A nossa vida continua, nós continuamos sendo nós mesmas e fazendo as coisas que a gente gosta – tudo a seu devido tempo. E que pra isso, a gente tem que aprender a usar todos os tipos de ajuda confiável quando puder e precisar. E de algum modo a ajuda aparece, e assim a gente consegue trabalhar como antes (ou até melhor, com mais objetividade e organização), ter vida social e até tomar banho de banheira sozinha de vez em quando."
No mesmo post, sobre pãeternagem:

"O pai não conta, afinal, ele tem tanta responsabilidade quanto você e costuma andar tão cansado quanto você. Aqui em casa os dois fazem tudo, e eu só vou dizer “o meu marido me ajuda” o dia em que alguém perguntar pra ele “e a sua mulher te ajuda com o bebê?”. Hehe, brincadeira, mas é que eu já tô cansada desses resquícios de machismo de achar que o cara é legal quando ele ajuda. Se é pai, tem que fazer tudo igual mesmo e pronto. E afinal, 2 pessoas pra cuidar de um bebê ainda é muito pouco e o Luisinho aqui em casa derruba nós dois."
E nesse post sobre a sexualidade dos filhos. A gente sempre acaba pensando nisso... E aí? E se... bom, pra mim está bem definido: e aí nada, ué. "Então quem é mesmo esse menino que você gosta? Só toma cuidado que ele pode não gostar de você do mesmo jeito..." Preparar o menino pra enfrentar o preconceito e tudo mais:
"O que toda mãe menos quer na vida é ver seu filho sofrer. E o que eu mais quero pro meu filho é que ele vire um adulto inteligente, sensível, gente boa e cheio de amigos legais. E aí, ele corre o risco de apanhar por isso?
Deveria então querer que ele virasse um brutamontes sem coração que não abraça os amigos nem a pau, pra ver se ele sofre menos? Acho que não, né? Sou uma pessoa otimista, na medida do possível. Eu realmente acredito que em algum momento a humanidade vai evoluir e o preconceito contra homosexuais vai ser coisa do passado. Algo que todo mundo vai achar absurdo quando os professores contarem na aula de história que isso já existiu, da mesma forma como a gente reage à escravidão ou ao holocausto."
E um outro lado da Miriam Leitão, que a gente não conhece muito:
"E aí me contou sobre a experiência dela de criar dois filhos e ainda virar uma profissional bem sucedida. Ela não estava lá o tempo todo, mas quando estava tinha um tempo de qualidade com os filhos. E quando precisava, carregava os pequenos pros plantões no jornal. Efeito colateral: os dois viraram jornalistas também."
Que, no fim, acaba na mesma ideia que muita gente já botou em prática:
"E ninguém me venha dizer que mulheres são melhores com os filhos do que os homens. A própria Miriam me deu exemplos legais na família dela de homens que são paizões e cuidam super bem dos pequenos. Tente lembrar: você também deve conhecer vários." 
E claro, no meio de toda essa reflexão sobre pãeternagem e coisas de mulher, também tem nerdices. Nomes de bebês inspirados em histórias em quadrinhos:

  • Hank - (Hank McCoy, o Fera, do X-Men)
  • Harvey - (Harvey Dent, o Duas Caras, do Batman)
  • Jany - (Jay Garrick, The Flash!)
  • Lorna - (Lorna Dane, a Polaris do X-Men)
  • Marie - (Rogue do X-Men)
  • May - (Tia May, do Homem-Aranha)
E tem o post mostrando o livro baseado na música Space Oditty, do David Bowie. E essa foto linda do Luizinho pendurado num buzão de Curitiba com uma roupinha de pacman. E essa história diferente. No post sobre a decisão de deixar o Luisinho usar chupeta, prós e contras, etc, a Gisela descobriu que existe chupeta pra adulto! Mas hein? Então, pra melhorar a história,  um bebê grande veio contar que chupeta é usada por adultos mesmo e daí? Vai encarar? Que tem até comunidade no orkut não é muita revelação... mas o pessoal tem vergonha de assumir, praticamente todo mundo é anônimo e tem uns perfis claramente eróticos. Parece que tem até fetiche em se fingir de bebê. Hein?Enfim. Um negócio meio estranho, mas né. Deixa eles. 


Enfim, o blog tá cheio de coisa legal pra mães, pais, tios, tias, avôs, avós... e nerds. Vale a assinatura do rss!


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21 de dezembro de 2011

Festa de dois anos, muitos amigos!!!

Parte 2 - Amigos, amigos!

O pessoal se divertiu. Acho. Que eu só fiquei correndo atrás do Tomás... pelo menos quando ele não estava correndo atrás de mim. Morrendo de vergonha no começo, o bichinho só se soltou lá pela metade da festa, quando abriu os presentes e começou a brincar com eles. Mas não deixou nenhuma criança pegar! A não ser a Luiza, claro, uma das convidadas de honra, coleguinha da creche desde que os dois tinham 6 meses. Ela é 7 dias mais velha do que ele...

O povo
Dinda: "Olha que lindo esse livro que você ganhou do Dinho!"
Tomás: "inho! inho, Dida!"
Tomás: "Ó o feijão que eu plantei com a mãe"
Luiza: "Que feijão que nada... eu vi outra coisa!"
Luiza: "Eu quero é areia"... e só saiu daí
muito quando os grandes invadiram...
Aninha: "Tomás, tá quente vamos
comer lá fora!"
Sofia: "Como faz pra tirar os bichos?"
Tomás: "Ó, o carrinho, Isabelle, vamos brincar?"
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Festa de dois anos! Parte 1
Diálogo de casa pra creche
Vitórias de novembro - só fotos!
Nossa noite de Natal

20 de dezembro de 2011

Cinco fatos sobre a Sharon

1. De criança eu inventei uma adivinha: "O que é, o que é, que nasce a soco e morre a facada?"

2. Meu virundum pra "Alagados" do Paralamas é o melhor de todos: "a esperança não vem do mar, vem das centenas de bebês".

3. Eu sei muita coisa sobre aquários.

4. Eu sei dormir em 15 segundos.

5. Atualizei a página dos livros do Desafio Literário 2012. Trabalheira!

Festa de dois aninhos, ipi, ipi, urra!

Parte 1 - Parabéns e bolo!

A festa foi domingo à tarde, às cinco horas pra fugir do calor. Ficou tudo muito lindo, conseguimos encher a casa de criança!!! Ainda tinha mais adultos, mas os bebês roubaram a cena, claro. Vou colocar as fotos em quatro partes. Hoje, o "cerimonial". Na próxima, os amiguinhos, na terceira, uma "foto novela com o Henry e o Luca e na última, o Tomás apresentando o presente preferido. Tem muita foto!

Nesta data querida...

Sofia: "Assopra, Tomás, assopra!"
Tomás: "Inho, mãe, inho!"
Tomás: "Hummmm..."

Tomás: "Deixa eu tirar esse troço,
só atrapalha minha beleza!"

Tomás: "Roubei uma cochinhaaaa..." Madrinha, padrinho e Sofia: "Tamos gatos?"

Tomás: "Que saco, cada foto eles
colocam de novo essa bendita vela!"
Luiza: "Esses bebês... tsc tsc"

Tomás: "Dinda, posso comer isso?"

Tomás: "Vó, tia Ivete, cansei de tirar foto, eu quero comeeeeer..."

Tomás: "Pai, mãe, chega de colocar essa bendita vela nesse bolo!"

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Mais Tomás:

Festa de dois anos! Parte 2
Diálogo de casa pra creche
Vitórias de novembro - só fotos!
Nossa noite de Natal

18 de dezembro de 2011

Últimos prêmios de literatura infantil

Na quinta-feira desta semana, dia 15, foram entregues os Prêmios Literários 2011 da Biblioteca Nacional. No prêmio Glória Pondé, de literatura infantil e juvenil, os prêmiados foram:

1o. lugar: Alice no telhado, Nelson Cruz


Parece esses livros de saciar os olhos... o Nelson publicou algumas ilustrações no blog dele. É uma brincadeira com os personagens do Carroll, que parece estarem fugindo de alguma coisa. Ou só estão atrasados para o chá. Alice acaba perdida em um telhados, entre as lajes de uma favela. E todo o resto da turma está perdido também, não consegue encontrar uma forma de voltar ao livro original. Parece delicioso! O Nelson já ganhou o Jubuti com o livro "Os herdeiros do lobo". Outras ilustrações dele no Google Books: Galinha Cega e Le conte de l'école. Esse último é uma tradução do conto do Machado pro francês, que chiquê. E muito medo de tapão na bunda!!!




Está saindo por mais ou menos 33 reais.


2o. lugar: Meu tio lobisomem, Manu Maltez

O subtítulo: uma história verídica. Sobre um tio e uma fazenda. Por aqui a maioria das crianças passa algum tempo com parentes na colônia, que é como a gente chama o interior aqui no interior. Quando não moravam elas próprias lá. Eu e minhas irmãs passávamos todas as férias no sítio da minha vó materna. Criança na fazenda lembra picapau amarelo, mas esse parece ser bem diferente... meio aterrorizante... Mas muito bonito, um traço diferente em livro infantil, em tons escuros, assombrados... O livro tem música e clipe, que o Manu também é músico. E também foi lançado em aplicativo para iPad. E está barato. Não entendi se o valor que está no site é em reais, dólar ou iMoney, mas pareceu que 2,99 é um preço bom. Chato é isso de só iPad, né. Já a versão em papel vai de R$ 33,00 a 45,00.


ilustração para a capa de "O estalo"
3o. lugar: O estalo, Luís Dill.


Complicado escrever sobre quatro livros que eu não li! A Mariana, o Orelha do livro, fez uma resenha. Então os dois adolescentes estão ali, soterrados e conversando sem poder se ver... esperando... O livro é todo em diálogos e as ilustrações são do Rogério Coelho. Também parece legal, a apresentação é do Moacir Scliar e ele parece que gostou, mas vou esperar pelo menos mais uns 8 anos pro Tomás ler. Que eu decidi não comprar mais nenhum livro inadequado pra idade dele.

Tá por R$ 29,90.

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Já a cerimônia de premiação da APCA será realizada somente em março do ano que vem. Mas já foram divulgados os vencedores... Na literatura infanto-juvenil o premiado é o Cazé Peçanha da poesia, o moço com o sobrenome mais foda do mundo.

tem mais no blog!
APCA: Filhote de Cruz Credo, do Fabrício Carpinejar


Esse é bossa, já virou peça de teatro e tudo, deve estar cheio de site falando por aí. Não entendi porque dar o prêmio agora, que o livro é de 2006! Vai entender esses críticos de arte, né? É uma história sobre apelidos que as crianças dão aos outros na escola... e eu sofri tanto! Tenho sardas (ferruginha, pintadinha, emília) e meu nome é estranho (xerox, xerife, cheirosa). Mas parece que o Fabrício sofreu bem mais... a ideia é boa.

As ilustrações são do fodástico Rodrigo Rosa e vai de R$ 20,00 a 27,00.

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Gosto de conhecer os premiados em tudo quando é festa, para conhecer livros diferentes... quando o prêmio é original, claro, e não fica só premiando mais dos mesmos. E para atualizar os desejados! Tomás não é bem o público desses livros ainda, mas deu muita vontade de comprar o Alice...

Só que livro infantil bonito e bem feito ainda tá caro, não dá nem pro petiz comprar com a mesada! Por isso as crianças lêem tanto gibi, né não? Pelo jeito nós vamos acabar mesmo é lendo tudo em e-book...


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Mais literatura infantil:

Por que "Os três porquinhos" é tão bom?
Ler é viajar... na idade!
Em frente à nossa casa tem... a caixa de correio!
Top 10 da Sharon dos melhores livros de literatura infantil

16 de dezembro de 2011

Pãeternagem

Substantivo feminino. Cuidado com os filhos exercido pelo(s) pai(s) ou pela(s) mãe(s). Morfologia: aglutinação de "maternagem" e "paternagem". Exemplo: "pãeternagem é trabalho sem domingo, sem feriado, mas o salário é pago em carinho todas as horas do dia".

Porque o que tem que ser feito com o filho é a mesma coisa, independente do sexo de quem o realiza. Então não tem isso de maternagem e paternagem, é cuidado com filho e cabou. Pãeternagem. Amamentação e gestação são bem apropriados para indicar essas duas coisas que só uma mulher pode fazer... por enquanto!

Nos primeiros dias o pai tinha que usar
dois dedos pra lavar o pescoço do miudin!

Tenho vários amigos que dividem o trabalho com os filhos. E todos gostam, seus cônjuges agradecem e aprovam. Ninguém é menos pai por trocar fralda ou menos mãe por admitir que o marido é melhor pra por o filho dormir ou pra cozinhar. Família é equipe e todos tem que cuidar de todos, senão não funciona. Ficamos quietinhos e não ligamos o trenzinho musical quando o papai está dormindo. Não vamos pular no colo da mamãe se ela está com cólica. Procura uma babá se a tia ficou gripada.

Segredo nenhum! Quem já
limpou a própria bunda já sabe tudo!
Eu tenho um pouquinho de inveja do termo "parenting" em inglês. Melhor, tenho invejinha da facilidade que é falar uma língua onde não é preciso especificar o gênero de quem realiza cada mínima coisinha. Ou coisas grandes, que cuidar de filho não é bolinho. Nós poderíamos chamar, em português, a pãeternagem de "cuidados parentais", um termo da zoologia. Somos mamíferos. Mas "parental" remete a "parente" e pãeternagem é diferente de abuelagem ou tiação. Também tem "puericultura", mas isso não precisa ser pai nem mãe pra fazer. Puericulturam as babás, as profes, as vizinhas, as crecheiras, as doulas, as enfermeiras... Pãeternagem é exclusivo pra pai e mãe.

Eu só fui dar banho no Tomás mais de dois meses depois do nascimento dele. E só porque o Rodrigo tinha ido pescar com meu pai. Era um ritual sagrado, até ontem o pai ajudava o bichinho nessa hora. Estamos tentando mudar mas eu mais atrapalho do que ajudo... sou bagunçada, molho tudo, deixo o Tomás solto demais e depois brigo demais. Estou aprendendo a dar banho no meu filho de dois anos! E o "professor" é o pai dele!

Hoje eu vou mudar o marcador "filhos", que era eu acreditava ser o termo mais apropriado pro assunto, já que o foco é na criança e não no cuidador, para "pãeternagem". É bom ser mãe, mas dividir o trabalho, as decisões e a responsabilidade deixa a vida mais leve. Vida de pãe.

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Mais pãeternagem:

- Mãe que trabalha, mãe que viaja
- Pro seu filho comer de tudo, siga minha intuição

Mais Tomás:

- Diálogo da casa pra creche
- Vitórias de novembro - só fotos!