22 de dezembro de 2011

Blog de quinta: Mãe Geek - Gisela e Luisinho

Prometo que o próximo blog de quinta de mãe não vai ter filhotinho loiro que lembra o Tomás. O Luisinho é bem mais loiro que o meu petiz, tem olho azul e menos cabelo, mas é magrinho igual. Mas não é pelas semelhanças de filhos que eu decido quem entra na listinha privilegiada e escondida dos blogs preferidos da quitanda, não. É pelo "contiúdo". E a Gisela manda ver no palavreado.



Ela é jornalista e já publicou uma série de coisas. Mas isso não seria possível se ela não tivesse aprendido a pedir ajuda

"Voltando ao meu ponto inicial, quero dizer aqui que aprendi no último ano que aquele medão de grávida é bobagem. A nossa vida continua, nós continuamos sendo nós mesmas e fazendo as coisas que a gente gosta – tudo a seu devido tempo. E que pra isso, a gente tem que aprender a usar todos os tipos de ajuda confiável quando puder e precisar. E de algum modo a ajuda aparece, e assim a gente consegue trabalhar como antes (ou até melhor, com mais objetividade e organização), ter vida social e até tomar banho de banheira sozinha de vez em quando."
No mesmo post, sobre pãeternagem:

"O pai não conta, afinal, ele tem tanta responsabilidade quanto você e costuma andar tão cansado quanto você. Aqui em casa os dois fazem tudo, e eu só vou dizer “o meu marido me ajuda” o dia em que alguém perguntar pra ele “e a sua mulher te ajuda com o bebê?”. Hehe, brincadeira, mas é que eu já tô cansada desses resquícios de machismo de achar que o cara é legal quando ele ajuda. Se é pai, tem que fazer tudo igual mesmo e pronto. E afinal, 2 pessoas pra cuidar de um bebê ainda é muito pouco e o Luisinho aqui em casa derruba nós dois."
E nesse post sobre a sexualidade dos filhos. A gente sempre acaba pensando nisso... E aí? E se... bom, pra mim está bem definido: e aí nada, ué. "Então quem é mesmo esse menino que você gosta? Só toma cuidado que ele pode não gostar de você do mesmo jeito..." Preparar o menino pra enfrentar o preconceito e tudo mais:
"O que toda mãe menos quer na vida é ver seu filho sofrer. E o que eu mais quero pro meu filho é que ele vire um adulto inteligente, sensível, gente boa e cheio de amigos legais. E aí, ele corre o risco de apanhar por isso?
Deveria então querer que ele virasse um brutamontes sem coração que não abraça os amigos nem a pau, pra ver se ele sofre menos? Acho que não, né? Sou uma pessoa otimista, na medida do possível. Eu realmente acredito que em algum momento a humanidade vai evoluir e o preconceito contra homosexuais vai ser coisa do passado. Algo que todo mundo vai achar absurdo quando os professores contarem na aula de história que isso já existiu, da mesma forma como a gente reage à escravidão ou ao holocausto."
E um outro lado da Miriam Leitão, que a gente não conhece muito:
"E aí me contou sobre a experiência dela de criar dois filhos e ainda virar uma profissional bem sucedida. Ela não estava lá o tempo todo, mas quando estava tinha um tempo de qualidade com os filhos. E quando precisava, carregava os pequenos pros plantões no jornal. Efeito colateral: os dois viraram jornalistas também."
Que, no fim, acaba na mesma ideia que muita gente já botou em prática:
"E ninguém me venha dizer que mulheres são melhores com os filhos do que os homens. A própria Miriam me deu exemplos legais na família dela de homens que são paizões e cuidam super bem dos pequenos. Tente lembrar: você também deve conhecer vários." 
E claro, no meio de toda essa reflexão sobre pãeternagem e coisas de mulher, também tem nerdices. Nomes de bebês inspirados em histórias em quadrinhos:

  • Hank - (Hank McCoy, o Fera, do X-Men)
  • Harvey - (Harvey Dent, o Duas Caras, do Batman)
  • Jany - (Jay Garrick, The Flash!)
  • Lorna - (Lorna Dane, a Polaris do X-Men)
  • Marie - (Rogue do X-Men)
  • May - (Tia May, do Homem-Aranha)
E tem o post mostrando o livro baseado na música Space Oditty, do David Bowie. E essa foto linda do Luizinho pendurado num buzão de Curitiba com uma roupinha de pacman. E essa história diferente. No post sobre a decisão de deixar o Luisinho usar chupeta, prós e contras, etc, a Gisela descobriu que existe chupeta pra adulto! Mas hein? Então, pra melhorar a história,  um bebê grande veio contar que chupeta é usada por adultos mesmo e daí? Vai encarar? Que tem até comunidade no orkut não é muita revelação... mas o pessoal tem vergonha de assumir, praticamente todo mundo é anônimo e tem uns perfis claramente eróticos. Parece que tem até fetiche em se fingir de bebê. Hein?Enfim. Um negócio meio estranho, mas né. Deixa eles. 


Enfim, o blog tá cheio de coisa legal pra mães, pais, tios, tias, avôs, avós... e nerds. Vale a assinatura do rss!


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Mais blogs de quinta:

Super Duper - Anne Rammi (nasceu o filhotinho dela dia 15 e se chama Tomás!)

2 comentários:

  1. Sharon, adorei! Vc fez um ótimo resumo do meu blog! Fiquei impressionada de ter uma leitora tão aplicada! Hebe. Adorei tb a ideia da coluna e as suas outras dicas de blogs. Já comecei a seguir vários. Buis e valeu!

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  2. Que bom que você gostou, Gisela! Servimos bem para servir sempre...

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