28 de setembro de 2012

38a. das 52 semanas de bibliofilia!


Consertando os livros do filhote. Ele arrancou as páginas centrais do "Panela de Arroz", da série Maneco Caneco, quando tinha um ano e pouquinho... segunda-feira peguei um exemplar na biblioteca municipal daqui e repus as páginas. Não ficou grande coisa, mas é melhor que história com pedaço faltando!

cirurgiã de livros
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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".
Outras fotos do meme 52 semanas aqui.

Mais meme literário:

Meme literário de um mês do Happy Batatinha
Fila de livros não lidos
Os 7 pecados da leitura

27 de setembro de 2012

Duna e Talia, parte 2: E vamos aos negócios

"Duna e Talia" é uma historia inventada a muitas "mãos". Ela aconteceu em umas três ou quatro sessões de RPG em 2002 ou 2003. Eu era a Talia, uma atriz e dançarina famosa, bonita e esperta. Duna e Sagan foram "nascidos e vividos" por dois amigos meus, o Tiago e o Jorge. O mundo, "Fasantia", e a estrutura do enredo foram criados pelo nosso narrador, o Eduardo.

DUNA E TALIA

Parte 2 - E vamos aos negócios

(criada por Eduardo, Sharon, Tiago e Jorge)


Na primeira parte da história, Talia ajuda dois rapazes a encontrarem um trabalho de resgate de mercadorias roubadas e resolve tentar a empreitada também. Leia aqui.


Talia chega na sede da guilda "Agulha e Linha" quando o último dos jovens, o mais gentil, está se apresentando para o senhor Tremelassé, o orgulhoso e arrogante chefe da guilda, frequentador assíduo  da Taverna... e um dos maiores conhecedores de vinho da cidade também. O jovem dizia, em um tom decidido:

- Com licença, senhor! Atendo por Vagante das Dunas e estou à procura de trabalho! Vi seu anúncio na Taverna dos Bravos e gostaria de me candidatar. Venho das terras do deserto e tenho vasta experiência com viagens, carregamentos, escaramuças, combates solo e em equipe, desmantelamento de quadrilhas, ataque a acampamentos de bandoleiros, investigações, rastreios, resgates de donzelas...

- Sim, sim! - o chefe parece convencido. E Talia está até um pouco impressionada, o rapaz é convincente. Temelassé continua:
- Como é mesmo o seu nome... Viajante da Areia?
- Vagante das Dunas, senhor! Também conhecido como Duna, simplesmente.
- Está certo... melhor assim. Senhor Duna. Então você tem experiência, meu rapaz... muito bom. O outro moço que se apresentou é forte e decidido, mas mal acabou de sair dos cueiros...
- Ei! - Sagan se levanta de um banco onde estava sentado, irritado. - Eu sei lutar! Eu, eu...
- Calma rapaz... você já está contratado, lembra-se? Mas precisa de uma cabeça pra te guiar, você sabe disso... - vira-se para Duna. - Muito bem, então, senhor Duna. Está contratado. Vocês terão que ir até o esconderijo dos assaltantes, localizado em algum ponto entre a nossa cidade e Velho Carvalho e trazer a carga e o líder do bando incólumes. O restante do bando não interessa. São 5 peças de prata pelo serviço.
- Nada feito, diz Duna. - Uma peça de ouro ou nos juntamos aos bandoleiros e vendemos sua carga.
O senhor Tremelassé, ao contrário de Talia, não parece acreditar no blefe, mas sorri:
- O senhor sabe negociar, senhor Duna... mas não posso pagar uma peça de ouro para dois rapazes... não tenho garantias de que vão executar o serviço da forma correta!

Talia percebeu a deixa e adiantou-se:

- Dois rapazes e uma mulher! Desculpe interrompê-lo, senhor Tremelassé, mas eu também estou interessada nesse serviço! O senhor me conhece há anos, sabe que eu sei me defender bem quando é preciso...
- Err... senhorita Talia! - o chefe da guilda parecia ultrajado - Que desplante! Uma mulher combatendo bandidos da pior espécie! Eu nunca permitiria!
- A não ser que essa mulher fosse ótima com facas, não? Vamos lá, Tremelassezinho... o senhor já viu o que eu faço...
- Você vai atrapalhar os rapazes! Atrasá-los! Eu preciso da carga o quanto antes!!!
Duna interrompeu:
- De forma alguma, senhor Tremelico... ah...senhor! A senhorita não atrapalharia... pelo contrário, uma mulher viajando conosco seria inclusive um bom disfarce... 
Sagan emendou:
- Eu defenderei a senhorita Talia, senhor!
- Era exatamente isso que eu temia, meu rapaz, vocês querendo defender a senhorita indefesa ao invés de atacar o bando... mas tem razão, senhorita Talia... você sabe se virar e eu sei disso. Temos pressa em reaver este carregamento e creio que a senhorita é a melhor pessoa para reconhecer os panos mais valiosos, que precisam ser carregados com mais delicadeza. Assim não vou precisar enviar um dos meus aprendizes de alfaiate com vocês. Os deuses sabem que todos são mais covardes que uma mocinha... Mas tome cuidado, não quero conflitos com seu patrão se você for machucada e não puder mais se apresentar...
- Sócio, senhor, eu sou sócia do Jones e da Guta.
Tremelassé faz um gesto de impaciência com as mãos, como se os enxotasse:
- Muito bem, muito bem, detalhes não importam. Vocês já sabem de tudo e o preço está acertado. Uma peça de ouro. Estou pagando metade agora para o senhor Duna, e o restante vocês recebem na entrega da mercadoria. Se ela estiver intacta, como combinamos. Venham, vou mandar selar cavalos para todos.

E partiram. Sagan estava contente com seu primeiro trabalho como homem de ação e começou a falar sobre como mataria os bandidos com o seu machado. O primeiro ele pegaria de cima pra baixo, o segundo de lado a lado, o terceiro... Duna e Talia bem que tentaram se deixar contagiar pela empolgação simples do rapaz, que nunca havia encontrado bandidos de verdade antes... mas, em Travessia dos Bravos, e, em qualquer outro lugar que conhecessem, as pessoas aprendiam depressa que a vida é um negócio frágil. E que armas, se não matam, machucam fundo. Nada era muito fácil, fosse você um viajante saído do deserto ou uma moça sozinha tentando viver por seus próprios meios.

Depois de quatro horas de cavalgada, Duna pede silêncio. Estão chegando a uma pequena aldeia, no encontro de um riacho com o rio principal da província, o Garças Azuis. O lugar era bem simpático.  As cabanas eram pequenas e, pelas redes, barcos e apetrechos se percebia que a maioria dos habitantes trabalhava com pesca... tudo era sombreado por grandes e pequenas árvores frutíferas, aqui e lá.... mas estava tranquilo, tranquilo demais. Duna perguntou aos companheiros:

- Vocês já estiveram aqui? Moram famílias, crianças?
- Sim, sempre tem crianças correndo por aqui... - lembra Sagan, percebendo o que Duna quer dizer. - Sempre tinha crianças, é claro, até que os bandidos chegaram...
- Eles não nos perceberam, responde Duna. - Vamos voltar um pouco, desmontar e esconder os cavalos.

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Fim da segunda parte. Quinta-feira que vem: "O resgate dos ricos panos".

26 de setembro de 2012

As aventuras do Barão de Munchausen, Rudolf Erich Raspe

Segundo livro do tema "mitologia universal" e décimo sexto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Iluminuras, 2010. Ilustrado por Gustave Doré. Veio por troca no Skoob, ou no Livra Livro, não lembro mais!

Uma resenhista disse no Skoob que é "um livro charmoso". Achei o adjetivo exato para descrever o Barão e suas aventuras. Charmosos! E com as ilustrações elegantes do Doré é um livro para passar de pai pra filho. Herança de família!

A história é conhecida. O barão, que realmente existiu, nasceu em 1720 na cidade de Bodenverder, na Alemanha. Lutou em duas guerras contra os turcos e aposentou-se. Recebia convidados em grandes festas, quando contava suas ricas aventuras malucas pelo mundo conhecido (e desconhecido também).

Viajando em uma bala de canhão,
resolve mudar seu destino pulando
para outra bala!

Tudo acontece com o barão. Se ele está caçando, os animais mais diferentes aparecem, em situações que facilitam a caça ao extremo. Se ele está fugindo de um animal, algo extraordinário acontece e ele se salva por milagre. Se está em guerra, as condições climáticas mais favoráveis se apresentam. Se ele está entediado, a aventura cai no colo! Todos os seus animais são a perfeição da raça, seus amigos são sempre prestativos e os inimigos sempre tolos! O barão de Munchausen é o cara mais sortudo da face da terra e um dos mais engenhosos, atentos e fortes também.

Precisou usar sementes de cereja para caçar
alces em um ano... e no ano seguinte,
o que ele encontra???

Além disso, com ele, milagre chama milagre. Conta que uma vez estava perseguindo inimigos com seu cavalo e, ao fazer uma parada para beber numa fonte, percebeu que o cavalo estava pela metade! O portão da cidade de onde saíra fora fechado bem no momento em que o cruzavam, ficando uma parte do animal para fora e outra para dentro. E ambas as partes do bicho estavam vivas e felizes. Essa história rendeu homenagem em forma de estátua em sua cidade natal.


É uma história sem pé, cabeça e a metade traseira do corpo, divertidíssima. Os absurdos devem mexer com a imaginação das crianças maiorzinhas... não li com o Tomás, ele não ia conseguir se concentrar... acho que dá pra ler a partir dos 6 anos. Como vocês podem ver, o livro foi ilustrado por muita gente legal, tem imagens lindas em todas as edições... é procurar a que mais agrada e mandar ver!

Quatro estrelinhas. Em cinco.

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Mais literatura infantil aqui.

25 de setembro de 2012

Minhas melhores qualidades:


Jura? Ai que difícil!

1. Boa memória - 90% do que o pessoal diz sobre a minha "inteligência" é boa memória, não é raciocínio não!
2. Boa conversa (eu acho! vocês não? afinal, pra que me serve toda essa memória se não é pra conversar?)
3. Vontade de melhorar
4. Vontade de aprender
5. A cada dia, tenho um pouquinho mais de paciência com "o mundo" - "só por hoje, não vou me irritar"

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

Mais eu:

Outros posts do 52 x 5
Cinco fatos sobre a Sharon
Resoluções sharísticas
O que a gente aprende quando nosso pai está longe da gente
Eu política

24 de setembro de 2012

Acervos infantis do Sudoeste do Paraná - parte 1: SESC Pato Branco

Para divulgar as bibliotecas com acervo infantil de acesso público e também para conversar um pouco sobre o que uma biblioteca infantil deve ser, vou contar um pouco sobre as que temos aqui na região.

Vou começar por um espaço que tem nos deixado (Tomás e eu) bem satisfeitos, e não só pelos livros: o SESC aqui da cidade. O lugar todo é uma lindeza, espaço amplo e perfeito pra uma criança pequena cheia de energia investigar. Não somos impedidos de andar na grama, tem guarda-corpo direitinho nas escadas e rampas e da pra brincar de "labirinto" no teatro de arena. Tomás fica louco quando vai lá, é até difícil de controlar! Estou pensando em fazer também um post sobre as possibilidades de brincadeiras com a arquitetura do lugar, mas hoje o assunto são os livros!

bebês arrastadores de pufes são bem vindos!!!
O "Espaço Múltiplas Artes" do SESC Pato Branco

Não é uma biblioteca tradicional, o que é uma vantagem pra quem tem filhos pequenos. É um espaço com vários pontos de atividades. Tem a brinquedoteca, que o Tomás adora, com brinquedos educativos. Ó ele se divertindo nesse vídeo, com um aninho, no dia da foto aí de cima.Tem mesas de xadrez (Tomás rouba as peças e vem correndo pra mim "Te é isso?"), tem computadores para acessar a internet e um projetor para palestras e oficinas pequenas.

Pufes! Xadrez!

A vantagem de não ser uma biblioteca no sentido tradicional, é que o silêncio não é uma exigência tão rígida. Fica a cargo do momento. Se não tiver ninguém estudando na hora, eu leio em voz alta pro pequeno, ele pode falar mais alto, pode brincar sem muitas amarras. Eu vou ensinando ele a respeitar o momento de estudo dos outros, devagarinho, mas quando ele está com "pulga na cueca" eu "solto" ele pra correr na parte de fora do prédio... e ele não tem paciência pra esperar a formalização dos empréstimos. É fase, né gente?

tudibão a estante!
O acervo infantil

Em quantidade, não é tão expressivo. Mas é uma biblioteca nova, não deve ter quatro anos ainda, acho, então é compreensível. Afinal, o orçamento tem que abranger todo mundo. Mas em qualidade, é uma delícia! Dá pra ver que foram livros escolhidos com cuidado, pela qualidade do texto e apreciação dos leitores.

Mister Pótta, não poderia faltar!
Todos os bons autores brasileiros de que eu me lembrei estão lá, alguns que eu nem sabia que tinham escrito para crianças, como o Caio Fernando Abreu e o seu "Girassóis".


Esse do Beethoven é em espanhol, legal para os pequenos que estão aprendendo a língua...


Outra presença importantíssima, Ziraldo!


E algumas biografias legais:


Mas o que eu me admirei mesmo, pois não conhecia, foi essa coleção do Gabriel Garcia Marques! Riquíssima!!!


E é só uma amostra!!! Tem muito mais!!! E o melhor é que o empréstimo não é só para comerciários e dependentes, todos podem fazer cartão como usuário e emprestar. Aqui tem o endereço e o telefone para entrar em contato e tirar todas as dúvidas. A única desvantagem é a localização... fica na saída da cidade, longe de quase tudo... não tem como ir a pé. Mas as linhas de ônibus que passam pela avenida Tupy param na frente e são bem regulares.

Os livros de lá que eu e Tomás já lemos foram:

Enquanto mamãe galinha não estava, Han Byeong-ho e Yu Yeong-so
Cada bicho seu capricho, Marina Colasanti
- Quem tem medo de monstro? Ruth Rocha e Mariana Massarani
- Lampião e Maria Bonita, Liliana Iacocca e Rosinha Campos

20 de setembro de 2012

37a. das 52 semanas de bibliofilia!


Ela já está virando atração principal do blog! A biblioteca do SESC!!!

bonitona, não é?
Segunda-feira vou falar com carinho da estante infantil, essa à esquerda, com os nichos quadrados.

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".
Outras fotos do meme 52 semanas aqui.

Mais meme literário:

Meme literário de um mês do Happy Batatinha
Fila de livros não lidos
Os 7 pecados da leitura

19 de setembro de 2012

Duna e Talia, parte 1: Girls just wanna have fun

"Duna e Talia" é uma historia inventada a muitas "mãos". Ela aconteceu em umas três ou quatro sessões de RPG em 2002 ou 2003. Eu era a Talia, uma atriz e dançarina famosa, bonita e esperta. Duna e Sagan foram "nascidos e vividos" por dois amigos meus, o Tiago e o Jorge. Não tem como eu dizer que a história é "minha" apesar do ponto de vista ser da Talia, porque sem eles nada aconteceria.

Assim como não posso deixar de reconhecer o criador da maior parte do cenário, do "mundo" e da situação onde a Talia e o Duna se "conheceram". Foi o Eduardo, nosso narrador e mestre a principal mentre criativa da história. Como em todo RPG, tudo o que não é ação direta de um jogador vem do livro ou do mestre... e, no caso, o Eduardo era nosso livro E nosso mestre!!!

Eu não lembro muito bem dos nomes das cidades e essas coisas, mas não importa muito pra essa história. O que importa é que é um mundo inspirado no medieval (pro nosso antigo grupo, a melhor ambientação de RPG evah), com tavernas e viagens longas de carroça por lugares cheios de bandidos. 

Então, quando tiverem um tempinho, vejam o começo da história, que eu rascunhei em 2003 e publiquei na Quitanda antiga... ainda estou editando tudo, ela deve ter entre três e quatro capítulos. Curtinha. 

Agora que eu percebi que o lugar se chama "Caminho dos Bravos"! Mas tenho quase certeza que não é uma referência à Bravos do GRR Martin. É só coincidência, ok? Então tá.

DUNA E TALIA

Parte 1 - Girls just wanna have fun

(criada por Eduardo, Sharon, Tiago e Jorge)

Talia Stivatti é a dançarina principal da famosa Taverna dos Bravos, em Travessia, capital da província conhecida como Caminho dos Bravos. Depois de vários anos de carreira, conseguira uma sociedade com o taverneiro e vivia bem apresentando-se somente nos finais de semana, com a casa cheia. Mas não havia nada para fazer nos outros dias. Talia era solteira, não tinha filhos nem família, só tinha que cuidar de si (o que, para uma dançarina de taverna, é bastante coisa). Nessas horas de tédio, em que tornava-se uma moça comum e não o sonho e desejo dos homens bêbados de longe e de perto, ela sentava-se na frente da taverna, olhando o forte movimento comercial da cidade e lendo os anúncios de emprego para aqueles que buscavam oportunidades, mas não sabiam ler. Numa dessas manhãs, bem cedo, se aproxima um jovem forte, alto, vestido com roupas grosseiras mas bem costuradas, carregando um machado. Talia já o tinha visto algumas vezes na taverna, acompanhado pelos amigos ou pelo pai. Era um rapaz de alguma fazenda dos arredores. Ele se aproximou e disse querer encontrar um trabalho com "ação". A moça começa a ler:

- Hum... ação, é? Você sabe usar bem esse machado? Parece que sim... então deixa eu ver... "Guilda dos Banqueiros contrata escolta para Duradouro, viagem de vinte dias".
- Onde fica isso, "Duradouro"? - pergunta o rapaz.
- Nunca ouvi falar, mas parece longe... vinte dias de viagem
- Então não. Tem outra coisa?
- Hum... cozinheira... carpinteiro... ah, sim! Aqui! "Fazendeiro contrata carroceiros e escolta para entrega de grãos em Velho Carvalho". Isso é perto, eu conheço, já me apresentei numa taverna de lá.
- Mas a estrada é tranquila demais... eu quero usar meu machado! - o rapaz acerta alguns golpes contra o ar para mostrar que não está brincando. Talia ri.
- Tá bem... vamos ver outro, então, senhor?
- Sagan
- Sagan de quê?
- Sagan... - o rapaz pensou um pouco, parecia querer um nome interessante e sorriu quando encontrou um que o agradou: "Sagan, o Maldito". - Talia riu da vaidade juvenil do rapaz.
- Bem apropriado para um homem de ação! Deixa eu ver... tem esse! Uso certo pro seu machado! "Guilda Agulha e Linha paga boa recompensa por resgate de carga roubada".
- Opa! É esse mesmo! Muito obrigado, dona Talia!
- É só Talia pra você, Sagan, o Maldito!
- Está bem, Talia, muito obrigada. Quando eu tiver resgatado essa carga e pegado esses bandidos venho aqui e bebemos uma cerveja juntos.
- Combinado.

Talia estava sentando novamente no seu banco quando se aproxima outro homem. Ainda jovem, mas um pouco mais velho do que Sagan, o Maldito (Talia quase ri ao lembrar do nome) e também forte. Vestia trajes que deveriam ter sido bonitos algum dia, mas estavam desgastados e sujos. "Outro homem de ação", Talia pensou. Mas esse tentou ler os anúncios, então Talia sentou.

- Desculpe, senhorita... - falou o homem com delicadeza, na língua imperial. Era um forasteiro.
- Sim? - Talia estranhou aqueles modos educados, que não combinavam com a aparência desgastada do estrangeiro.
- Esses anúncios não estão na língua imperial... você poderia me ajudar, por favor?
- Claro, com prazer! - Talia estava começando a achar interessante aquela gentileza toda... - O que você procura, mais exatamente?
- Um trabalho para meus músculos que seja rápido e pague bem!
- Ah, sim! Um moço acabou de encontrar um trabalho interessante, resgatar uma carga roubada da guilda Agulha e Linha!
- Parece bom, onde fica essa guilda, a senhorita poderia me explicar?

Depois de ensinar a direção ao forasteiro, Talia começou a pensar na vida besta que levava durante a semana. Ajudar as pessoas a ler era útil, claro, e divertido, pois conhecia pessoas interessantes, como esses dois rapazes de hoje, mas não tinha muita emoção. E ela queria se divertir, se emocionar, sentir medo, coragem, se aventurar. Então, resolveu arriscar e tentar o trabalho da guilda também. Afinal, já tinham dois caras grandes. Uma mulher bonita viajando com eles disfarçaria suas intenções. E ela não era nenhuma boba em termos de luta, afinal, continuava solteira e dona de si por seus próprios esforços. E os esforços de sua faca. Não era pouco, não era não. E foi.

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Fim da primeira parte

E aí? Gostaram? A continuação já saiu: "E vamos aos negócios"

Contos e lendas orientais, Malba Tahan


Segundo livro do tema "mitologia universal" e décimo sexto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Ediouro, 2002. Peguei na caixinha do projeto Asas da Leitura, do Sesi, na sorveteria Nono Balin aqui em patópolis.

Sou fã de Malba Tahan... "O homem que calculava" é um dos livros mais legais da literatura infantil "engajada" brasileira. Além de falar de matemática no deserto, o estilo o Tahan é direto e divertido.

Em "Contos e lendas orientais" estão reunidos não só histórias de árabes e muçulmanos, mas também tem histórias do folclore judeu e uma história cristã. Infelizmente, é uma dessas coletâneas que valem por poucos contos. Achei a maioria sem graça e quase desisti e perdi as histórias boas. Vou falar delas, então!


As minhas preferidas foram as de procedência judaica. Me deu vontade de ler muito mais, vou investigar. São três. "O Leão irritado", "Dez anos de Kest" e "O herdeiro legítimo". Em todas elas, no final, a esperteza de um "fraco" derrota a violência e o poder dos "grandes". Esse tipo de história me agrada muito mais do que as histórias árabes e hindus do livro, que, no geral, ensinam a aceitar o destino, a natureza, o que deus enviou... já na primeira história a gente conhece a expressão "Iazul!" que significa "Isso passa!"

Claro, tudo passa, é verdade. Mas a gente pode se precaver de algumas coisas, evitar sofrimentos maiores, enfim... dizer "Isso passa!" simplesmente, sem aprender nada com aquilo, é ter que dizer "Isso passa!" novamente, quando isso acontecer novamente porque você não se precaveu, não agiu quando poderia. Lendo mitologia a gente percebe como as parábolas, fábulas e histórias foram usadas para "ensinar o povo a ficar quieto".

Além disso tem algumas que eu simplesmente não entendi. Preciso de um ulemá, um sábio, pra me explicar melhor... o livro está quase todo no google (aliás, obrigada, Ediouro! grande decisão!), então, se alguém quiser ir até lá e ler "A lenda do coração materno" e me dizer do que se trata, por favor. Pra mim é um enigma total. Aproveitem e leiam os três contos judaicos que eu citei e os outros divertidos, "Minha paixão pela doutora" e "O sábio da Efelogia", que não são mitológicos, é verdade, mas são bem engraçados, pequenas histórias do jeito que eu gosto.

Três estrelinhas. Em cinco.

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Outras resenhas:

Noite e Dia, Virginia Woolf;
A melhor HQ de 1980;
Água para elefantes, Sara Gruen;
Buracos, Louis Sachar;
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno;
O livro do contador de histórias chinês, Michael David Kwan
Oriente. Ocidente, Salman Rushdie
A jogadora de go, Shan Sa
Unhas, Paulo Wainberg
- A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger
Pinóquio, adaptação de Guilhaume Frolet
Clara dos Anjos, Lima Barreto
O rapto das cebolinhas, Maria Clara Machado
Cozinheiros Demais, Rex Stout

18 de setembro de 2012

Desculpe, mas eu acho brega - 52x5, 38a. semana

1. Falar que uma escolha estética (ou a falta de uma escolha estética) de alguém é "brega", "fora de moda", "antigo", sei lá o quê. Parei de comentar a aparência alheia (ou da casa alheia, ou do carro alheio, do celular (really?) ou d@s namorad@s alheios) há algum tempo já. Se eu julgo as pessoas pela aparência? Provavelmente... mas não comento meus julgamentos com ninguém.

2. Racismo (tão século 19, gente, parem com isso. Cotas já! Enquanto forem necessárias!)

3. Homofobia (não é "fobia" né, não é "pavor" de nada não, é imbecilidade mesmo)

4. Machismo (deixou de ser moda na idade da pedra ainda, galera, bora se situar?)

5. Preconceito linguístico - esse é mais complicado de identificar e de largar. Mas ninguém é melhor ou pior por falar - ou escrever - dentro, ou fora, de um padrão.

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

Mais eu:

Outros posts do 52 x 5
Cinco fatos sobre a Sharon
Resoluções sharísticas
O que a gente aprende quando nosso pai está longe da gente
Eu política

17 de setembro de 2012

Lampião e Maria Bonita, Liliana Iacocca e Rosinha Campos


Terceiro livro do tema "fatos históricos" e décimo quinto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Ática, 2005. Emprestei na biblioteca do SESC aqui em Pato Branco.

A gente já sabe um pouco da história... Lampião era cangaceiro, casou com Maria Bonita, foram emboscados e exibidos em praça pública.

Pra quem ainda lembra da imagem chocante das cabeças nos livros de história da oitava série, esse livro é um alívio... lindo, do início ao fim. É romance e poesia, mas não deixa de descrever os cangaceiros como bandidos, fora da lei.

Para ver as imagens maiores (eu recomendo!!!), é só clicar em cima delas.

páginas 4 e 5
"Na paisagem castigada do sertão nordestino nasceu o cangaço. Pela miséria, por vingança pelas injustiças, por questões de honra, ou apenas para a prática de valentias, gente simples do povo formava bandos armados e espalhava violência por todo o sertão. Eram os cangaceiros."
Virgulino Ferreira era filho de um pequeno proprietário de terras. Uma noite, um vizinho coronel rouba-lhes o gado. As famílias se estranham em uma luta armada e a polícia intervém, a favor do mais forte. É a primeira batalha. A família Ferreira perde o pai, vende as terras e procura nova morada, mas jovem quer vingança. E numa noite em que busca defender a honra da família, recebe o novo nome:
"Chega a polícia.
Fecha o cerco.
Virgulino pula, se espalha na escuridão, parte para o ataque.
Um tiro, outro, um atrás do outro, infinitos tiros...
O cano do seu rifle em brasas produz brilhos, tantos brilhos, ilumina tudo como se fosse um lampião.
- Lampião! Lampião! Lampião!
- Ele é o Lampião!"
páginas 16 e 17
A vida no cangaço era de moral estranha: defendiam injustiças, mas também roubavam dos pobres, sequestravam suas filhas, faziam acordos com coronéis e políticos corruptos.
"- Será que esses cangaceiros estão do lado dos ricos ou dos pobres?"
Talvez nem eles mesmos soubessem...

páginas 18 e 19
Poderoso. Disso ninguém tinha dúvida. E quando a coluna Prestes se embrenha pelo Nordeste difundindo suas ideias e sua guerrilha, Padre Cícero chama Lampião, lhe dá patente de capitão e pede abandone a vida de bandido.

páginas 24 e 25
Mas a patente que recebeu não tinha valor legal e Lampião desiste do embate com os guerrilheiros e retorna ao cangaço. E então conhece Maria Déia, Maria Bonita, casada com Zé Neném.

páginas 36 e 37
"- Menina, minha vida é arriscada e sem futuro. Você tem um marido e isso é bem melhor do que eu posso oferecer. Ao meu lado você só vai encontrar o perigo e a morte.
- Se eu tiver que morrer amanhã, morro hoje ao teu lado."
E as mulheres começam a se juntar ao bando, sequestradas ou por conta própria, inspiradas em Maria Bonita. Mas a vida no cangaço não era fácil nem pros homens nem pras mulheres. Com o Estado Novo de Getúlio Vargas, a perseguição aos cangaceiros aperta. E eles se refugiam da perseguição na fazenda Angicos.

páginas 50 e 51
E finalmente numa madrugada, o tenente João Bezerra alcança o grupo e coordena a emboscada.

páginas 54 e 55
O cangaço continua, sob a liderança de Corisco e Dadá, até 1940, quando Corisco é morto pela polícia.

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Eu não sei bem o que eram os cangaceiros. Eram justiceiros, mas mataram muita gente, roubaram, queimaram, estupraram, sequestraram. É preciso muita injustiça para justificar tudo aquilo... mas enfim. O livro é lindo e a história é impressionante mesmo. Pra mim, a parte mais bonita vai ser sempre Maria Bonita se apaixonando e fugindo com o homem que amava, apesar da vida dura e da certeza da violência. Violência, mas não da parte de Lampião. É bonito, eu não faria isso nunca, mas é triste demais também.

Que um dia não precisemos justificar quaisquer lutas armadas.

Mais:

As mulheres do cangaço sobreviveram e contaram suas histórias. Dona Sila, cangaceira, mulher de Zé Sereno, foi entrevistada numa das primeiras edições da TPM.

O livro "Lampião, senhor do sertão" traz mais história e entrevistas com os cangaceiros sobreviventes, inclusive dona Dadá, mulher de Corisco. Grande parte do livro está disponível no google books.

Quatro estrelinhas e meia. Em cinco.

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Outras resenhas:

Noite e Dia, Virginia Woolf;
A melhor HQ de 1980;
Água para elefantes, Sara Gruen;
Buracos, Louis Sachar;
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno;
O livro do contador de histórias chinês, Michael David Kwan
Oriente. Ocidente, Salman Rushdie
A jogadora de go, Shan Sa
Unhas, Paulo Wainberg
- A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger
Pinóquio, adaptação de Guilhaume Frolet
Clara dos Anjos, Lima Barreto
O rapto das cebolinhas, Maria Clara Machado
Cozinheiros Demais, Rex Stout

14 de setembro de 2012

36a. das 52 semanas de bibliofilia!


A semana foi super corrida... fomos no SESC devolver e emprestar livros e dar uma conferida na Semana Literária. O Tomás adorou esse livro:

Xauro!!!

Eu queria tirar uma foto bonita dele junto das ilustrações lindas de um conto do Dalton Trevisan, mas quem disse que o baixinho parava???

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".
Outras fotos do meme 52 semanas aqui.

Mais meme literário:

Meme literário de um mês do Happy Batatinha
Fila de livros não lidos
Os 7 pecados da leitura

13 de setembro de 2012

Quem tem medo de monstro, Ruth Rocha e Mariana Massarani


Segundo livro do tema "terror" e décimo quarto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Global, 2004. Emprestamos na biblioteca do SESC aqui em Pato Branco.

Como eu quero resenhar pelo menos um livro infantil de cada tema, de preferência algum que o Tomás também tenha lido, pegamos esse.  E é uma delícia!!! Perfeito pros dois anos e meio em diante, quando as crianças começam a ter medo das coisas e já sabem o que é um fantasma, um pirata, uma bruxa e, é claro, quem é o Lobo Mau, o maior, mais aterrorizante e mais amado vilão das histórias para pequeninhos. Seria o lobo um serial killer? Será? Hein? Tô pensando nisso, acho que dá pra incluir um livro sobre ele no mês de janeiro!

Mas voltando ao livro de hoje. Será que nossos maiores medos são tão poderosos quanto a gente pensa? Será que eles não tem medo também? Pode ser que sim, hein...

Era uma bruxa malvada
que assustava a criançada
com seu terrível ruído
Mas o que ninguém sabia
é que ela também sofria,
tinha medo de bandido!

Era um bandido terrível,
e era muito temível
a sua voz de trovão!
Mas ele tem um segredo.
É que ele também tem medo,
medo de bicho-papão!

O bicho-papão é um chato,
faz barulho e esplhafato.
Amedronta e desacata...

Mas na verdade, coitado,
ele está muito apurado...
pois tem medo de pirata!
E é também uma poesia engraçada pras crianças declamarem nos concursos! Aliás, né, mais uma poesia infantil divertida como não são as "poesias para adultos".

A ilustradora, Mariana Massarani, bloga no "Muitos desenhos" suas inspirações, rascunhos e trabalhos. Vale conferir.

E olhem que legal, a Adri vez um teatrinho de palitos para contar a história! Ótima ideia!


Cinco estrelinhas. Em cinco.

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Outras resenhas:

Noite e Dia, Virginia Woolf;
A melhor HQ de 1980;
Água para elefantes, Sara Gruen;
Buracos, Louis Sachar;
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno;
O livro do contador de histórias chinês, Michael David Kwan
Oriente. Ocidente, Salman Rushdie
A jogadora de go, Shan Sa
Unhas, Paulo Wainberg
- A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger
Pinóquio, adaptação de Guilhaume Frolet
Clara dos Anjos, Lima Barreto
O rapto das cebolinhas, Maria Clara Machado
Cozinheiros Demais, Rex Stout

12 de setembro de 2012

Filhas do segundo sexo, Paulo Francis

Outro que comprei por R$ 3,00 na ponta de estoque de Guaratuba. Comprei por ser do Paulo Francis, jornalista que eu admirei muito desde pequena. Achava divertidíssimas as crônicas dele nos noticiários da Globo, adorava a forma dele falar, tudo. Então não vi motivos para deixar o livro lá, esperando outro leitor, por um preço tão convidativo.

É da editora Francis, 2004, 156 páginas. Rápido e rasteiro.

São duas histórias com protagonistas mulheres. As novelas foram escritas a partir de dois contos eróticos que não vingaram. Eu não sabia disso quando comecei a ler e me espantei um pouco. As primeiras linhas do livro, em "Mimi vai à guerra", descrevem um fellatio eficientemente aplicado por Mimi, que aprendeu já em mocinha que os homens ricos fazem de tudo para ficar com uma mulher bonita. Ela está trabalhando duro para trocar os vários "coroas" que a sustentam por um só, Pedro, mas o cara é casado com uma matrona difícil de se deixar divorciar.

Na segunda história, "Clara, clarimunda", cientista social recém-formada desiste da carreira para cuidar das filhas e apoiar o marido, também cientista, que continua o mestrado e o doutorado, com ajuda dela. O casamento deles é de companheirismo, mas a parte "romântica" (lembram? era pra ser um conto erótico) não agrada muito à Clara. Nessa história tem mais reflexões e o final é uma libertação bem divertida, o final feliz de Thelma & Louise.

São retratos de mulheres bem diferentes, e, no final, a impressão é de que a Clara é mais "irreal" que a Mimi. Talvez por a Mimi parecer mais um retrato e a Clara uma idealização. Não sei. Um pensamento da Clara:
"A ilusão do livre arbítrio é a mais poderosa e intoxicante"
E ela fala isso numa conferência de psicanálise, quando o palestrante percebe que ela deu um tapa na perna em certa fala e interpreta como tesão:
"Sexo é bom, ruim, mais ou menos. Não é livre. Tudo tem um preço. Hoje, falamos e fazemos mais do que nos tempos da minha mãe, em que a continência e o silêncio eram a convenção. Pois só foi substituída pela convenção de que somos senhores do nosso tempo. Somos nada. Passamos a maior parte da vida recebendo o que não queremos, fingindo que comandamos quando servimos. Não é tesão, é raiva, o que me resta de individualidade." 
E ela sai mais brava ainda da palestra, porque o pessoal começa a tratá-la como heroína. Eu tenho essa problema (ou dom?) de ver as coisas que acontecem com uma distância. Um pouco como a Mimi, apesar de não levar tão a fundo, parece que a maioria das coisas não são tão importantes, são um pouco ficcionais, interpretações, representações. Já a Clara tem pavor disso, dessa forma de viver sem empatia, sem envolvimento.



Paulo não as julga no sentido de "um homem" ou "vários", mas em termos de reação, eu acredito. Mimi só reage quando não há saída, mas Clara faz da ação e da reação seu jeito de viver. Enquanto Mimi parece alheia a tudo, sempre agindo com a intuição e o corpo (ela mesma acredita ser burra), Clara é a que está sempre consciente, racional, não age sem pensar.

Eu tenho medo das duas.

Quatro estrelinhas, em cinco.


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Mais autores brasileiros:

Trechos de "A um passo", Rosa Amanda Strausz
- "O céu dos suicidas" e "O livro dos mandarins", Ricardo Lísias
Unhas, Paulo Wainberg

11 de setembro de 2012

O que, de melhor, o mundo virtual te traz? - 52x5, 37a. semana


1. Amigos
2. Conversas
3. Conhecimento
4. Causas
5. Lutas

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. A Tábata do Happy Batatinha também está participando. Ela tem outro plano para 2012, o 52 semanas de bibliofilia, que estou seguindo também.

Mais eu:

Outros posts do 52 x 5
Cinco fatos sobre a Sharon
Resoluções sharísticas
O que a gente aprende quando nosso pai está longe da gente
Eu política

10 de setembro de 2012

Tudo o que tem na Quitanda sobre livros infantis


Posts sobre os livros infantis em geral:

O preço do livro infantil no Brasil - parte 1: o livro é caro!
O preço do livro infantil no Brasil - parte 2: livros bons e baratos
A ilustração do livro infantil para uma mãe leitora
Lendo para o seu bebê
7 coisas que me fazem escolher um livro para o Tomás


Teoria:

- Problemas da literatura infantil, Cecília Meireles

Listas de indicação:

Top 10 de Literatura Infantil (a partir de 6 anos)
10 livros "gordos" para ler nas férias (a partir de 8 anos)
A biblioteca do Tomás - parte 1 - livrinhos que o Tomás adora (a partir de 2 anos)

Resenhas

Listadas pela editora. Logo vou organizá-las pela idade e por autor. Os próximos serão, provavelmente, os do meu Top 10 de Literatura Infantil.

Ática
Callis
Ciranda Cultural
  • Pinóquio, adaptação Guilhaume Frolet  (a partir de 4 anos)
Companhia das Letrinhas
Disney
Domínio Público, lendas, mitologia
Global
L&PM
Martins Fontes

7 de setembro de 2012

35a. das 52 semanas de bibliofilia!


Chegou um monte de livro!!!

Eba!
Comprei no Estante Virtual e não me decepcionei. O Fábulas Fabulosas está só um pouco sujo. Vou utilizar as técnicas Gervason de recuperação e ele vai ficar como novo!

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Esse é um plano de postagem da Pri, do Devaneios e Metamorfoses. Estou seguindo outro plano dela para 2012, o 52 X 5 momentos para compartilhar. A proposta aqui é "postar uma imagem por semana da relação que você estabelece com os livros e o modo como eles aparecem no seu cotidiano".
Outras fotos do meme 52 semanas aqui.

Mais meme literário:

Meme literário de um mês do Happy Batatinha
Fila de livros não lidos
Os 7 pecados da leitura