26 de setembro de 2012

As aventuras do Barão de Munchausen, Rudolf Erich Raspe

Segundo livro do tema "mitologia universal" e décimo sexto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Iluminuras, 2010. Ilustrado por Gustave Doré. Veio por troca no Skoob, ou no Livra Livro, não lembro mais!

Uma resenhista disse no Skoob que é "um livro charmoso". Achei o adjetivo exato para descrever o Barão e suas aventuras. Charmosos! E com as ilustrações elegantes do Doré é um livro para passar de pai pra filho. Herança de família!

A história é conhecida. O barão, que realmente existiu, nasceu em 1720 na cidade de Bodenverder, na Alemanha. Lutou em duas guerras contra os turcos e aposentou-se. Recebia convidados em grandes festas, quando contava suas ricas aventuras malucas pelo mundo conhecido (e desconhecido também).

Viajando em uma bala de canhão,
resolve mudar seu destino pulando
para outra bala!

Tudo acontece com o barão. Se ele está caçando, os animais mais diferentes aparecem, em situações que facilitam a caça ao extremo. Se ele está fugindo de um animal, algo extraordinário acontece e ele se salva por milagre. Se está em guerra, as condições climáticas mais favoráveis se apresentam. Se ele está entediado, a aventura cai no colo! Todos os seus animais são a perfeição da raça, seus amigos são sempre prestativos e os inimigos sempre tolos! O barão de Munchausen é o cara mais sortudo da face da terra e um dos mais engenhosos, atentos e fortes também.

Precisou usar sementes de cereja para caçar
alces em um ano... e no ano seguinte,
o que ele encontra???

Além disso, com ele, milagre chama milagre. Conta que uma vez estava perseguindo inimigos com seu cavalo e, ao fazer uma parada para beber numa fonte, percebeu que o cavalo estava pela metade! O portão da cidade de onde saíra fora fechado bem no momento em que o cruzavam, ficando uma parte do animal para fora e outra para dentro. E ambas as partes do bicho estavam vivas e felizes. Essa história rendeu homenagem em forma de estátua em sua cidade natal.


É uma história sem pé, cabeça e a metade traseira do corpo, divertidíssima. Os absurdos devem mexer com a imaginação das crianças maiorzinhas... não li com o Tomás, ele não ia conseguir se concentrar... acho que dá pra ler a partir dos 6 anos. Como vocês podem ver, o livro foi ilustrado por muita gente legal, tem imagens lindas em todas as edições... é procurar a que mais agrada e mandar ver!

Quatro estrelinhas. Em cinco.

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Mais literatura infantil aqui.

Um comentário:

  1. Mas aquilo é um alce com uma cerejeira no meio da testa? Acho que o barão tá numa fase psicodélica hein, rsrs. Mas gostei, e muito, gosto desta coisa sem sentido nenhum que quando bem colado faz todo o sentido do mundo para aquele personagem. Acho que o barão é um deles.

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