19 de setembro de 2012

Contos e lendas orientais, Malba Tahan


Segundo livro do tema "mitologia universal" e décimo sexto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Ediouro, 2002. Peguei na caixinha do projeto Asas da Leitura, do Sesi, na sorveteria Nono Balin aqui em patópolis.

Sou fã de Malba Tahan... "O homem que calculava" é um dos livros mais legais da literatura infantil "engajada" brasileira. Além de falar de matemática no deserto, o estilo o Tahan é direto e divertido.

Em "Contos e lendas orientais" estão reunidos não só histórias de árabes e muçulmanos, mas também tem histórias do folclore judeu e uma história cristã. Infelizmente, é uma dessas coletâneas que valem por poucos contos. Achei a maioria sem graça e quase desisti e perdi as histórias boas. Vou falar delas, então!


As minhas preferidas foram as de procedência judaica. Me deu vontade de ler muito mais, vou investigar. São três. "O Leão irritado", "Dez anos de Kest" e "O herdeiro legítimo". Em todas elas, no final, a esperteza de um "fraco" derrota a violência e o poder dos "grandes". Esse tipo de história me agrada muito mais do que as histórias árabes e hindus do livro, que, no geral, ensinam a aceitar o destino, a natureza, o que deus enviou... já na primeira história a gente conhece a expressão "Iazul!" que significa "Isso passa!"

Claro, tudo passa, é verdade. Mas a gente pode se precaver de algumas coisas, evitar sofrimentos maiores, enfim... dizer "Isso passa!" simplesmente, sem aprender nada com aquilo, é ter que dizer "Isso passa!" novamente, quando isso acontecer novamente porque você não se precaveu, não agiu quando poderia. Lendo mitologia a gente percebe como as parábolas, fábulas e histórias foram usadas para "ensinar o povo a ficar quieto".

Além disso tem algumas que eu simplesmente não entendi. Preciso de um ulemá, um sábio, pra me explicar melhor... o livro está quase todo no google (aliás, obrigada, Ediouro! grande decisão!), então, se alguém quiser ir até lá e ler "A lenda do coração materno" e me dizer do que se trata, por favor. Pra mim é um enigma total. Aproveitem e leiam os três contos judaicos que eu citei e os outros divertidos, "Minha paixão pela doutora" e "O sábio da Efelogia", que não são mitológicos, é verdade, mas são bem engraçados, pequenas histórias do jeito que eu gosto.

Três estrelinhas. Em cinco.

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Outras resenhas:

Noite e Dia, Virginia Woolf;
A melhor HQ de 1980;
Água para elefantes, Sara Gruen;
Buracos, Louis Sachar;
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno;
O livro do contador de histórias chinês, Michael David Kwan
Oriente. Ocidente, Salman Rushdie
A jogadora de go, Shan Sa
Unhas, Paulo Wainberg
- A mulher do viajante no tempo, Audrey Niffenegger
Pinóquio, adaptação de Guilhaume Frolet
Clara dos Anjos, Lima Barreto
O rapto das cebolinhas, Maria Clara Machado
Cozinheiros Demais, Rex Stout

2 comentários:

  1. Nossa, MUITO interessante!!! Já foi pra minha wishlist. Deu muita vontade de ler! :-)

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  2. Ah, "O Homem que Calculava" é um clássico, depois dele li também este "Contos e Lendas Orientais", mas não me lembrava de quase nada dele, bom saber que está no Google.

    Os mais jovens deveriam se voltar para Tahan novamente, são bons momentos juntos de uma narrativa interessante e um ambiente encantador.

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