24 de fevereiro de 2012

Pinóquio, adaptação de Guilhaume Frolet


Segundo livro de fevereiro e quarto do ano do Desafio Literário 2012. Edição da Ciranda Cultural, com adaptação de Guilhaume Frolet, ilustrações do estúdio Escletxa e tradução de Angela das Neves.

A história original é de Carlo Collodi e pode ser acessada gratuitamente aqui, em italiano e português. É um português meio estranho, automático, mas italiano não é tão difícil assim, pelo menos não escrito. Dá pra tirar dúvidas no original ou ler no original e tirar dúvidas no português. Vou ler a original também, que tenho a impressão que só li adaptações na vida. Eu não lembro.

Página do livro no site do Escletxa
O livro é lindo. O tamanho grande e as ilustrações fizeram o Tomás se apaixonar. Quis levar o "óquio" pra creche hoje, adora o "tio" Gepeto e ficou maravilhado com tudo. Eu também, as ilustrações são incríveis e foi exatamente por causa delas que comprei o livro. O legal é que estão todas no site do estúdio. Mas os chatos fizeram o site em flash... não dá pra linkar direto a página do livro. Para entrar nela, a partir da página principal, tem que selecionar, no menu superior, "book" e depois, no lateral esquerdo "illustrant contes". Pinóquio é o terceiro da segunda linha.

Para a adaptação foram usados uns "jeitinhos" que não me agradaram muito. O grilo falante só aparece na metade da história:
"Um grilo que estava acompanhando o boneco desde o começo da nossa história avisou Pinóquio"
A página preferida do Tomás, tem cinco gatinhos e o grilo ali, bem ali!

E o que eu mais gosto, o nariz, só aparece uma vez... cresce e encolhe na mesma página, que começa com esse recurso tão bobo e clichê: o "belo dia".

Mentiu, cresceu e encolheu, tudo junto, rápido demais e "num belo dia"
Mas a ilustração é linda!
Snif. Infelizmente, a Yolanda Reyes, da revista Emília, tem toda razão:
Alice no país das maravilhas, de Carroll,Pinóquio, de Collodi, Peter Pan e Wendy, de Barrie são novelas complexas e muito lindas e devem ser lidas no seu devido tempo. Ler essas obras resumidas em continhos de poucas páginas é como ler A Odisseia em um resumo de escola. É melhor que a criança possa desfrutar de toda a riqueza da obra quando crescer um pouco mais. 
"Mesmo se o livro for lindo?" Eu pensei na hora em que li isso, porque já tinha visto essa adaptação e estava me coçando pra comprar:  É, gente, mesmo se o livro for lindo, não tem jeito. Adaptação não se compara com o original, exceto as exceções (Benjamin Button é uma das poucas. O Ricbit acha que Blade Runner é outra). Comprei e torci, ai!, o braço.

A minha página preferida, a raposa e o gato golpistas...
Será que vale os R$ 29,90? Mesmo um pouco decepcionada com o texto, achei bem pagos, dá vontade de encomendar uma moldura e pendurar na parede, virando a página de vez em quando. Quando o Tomás enjoar do livro, é pra lá que ele vai.

Três estrelinhas. Em cinco.

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3 comentários:

  1. As ilustrações são muito bonitas mesmo. Eu sou daquelas que acha que vale a pena pagar pelas ilustrações mais do que pela história :)

    Em relação ao original, nele o grilo falante também aparece lá pela metade do livro e nem tem um papel tão importante quanto no desenho da Disney. E são poucas as vezes em que o nariz cresce. Ou seja, essa adaptação nem deve ser tão diferente do original assim.

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  2. Ah, Lígia, eu realmente não li o original então! Que vergonha, estou comparando com o filme da Disney... Bom saber que a adaptação é bem fiel ao original!

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  3. Eu tenho um pé atrás com adaptações, geralmente são resumidas demais e tem o dom de me fazer ficar perdido no tempo e espaço mas as ilustrações são realmente lindas e atraentes, acho que vale mesmo os 29,90!

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