22 de janeiro de 2012

O rapto das cebolinhas - Maria Clara Machado

Segundo livro de janeiro do Desafio Literário 2012. Minha edição é de 2002, da Companhia das Letras.

Maria Clara Machado é um das maiores escritoras de literatura infantil do Brasil. Somos bem ricos nessa área... Fanny Abramovich, Tatiana Belinky, Lygia Bojunga, Eva Furnari, Maria José Dupré, Ana Maria Machado (do Bisa Bia, Bisa Bel, lindeza!), Ruth Rocha. Não é só Monteiro Lobato, não!

Maria Clara Machado
Mas estávamos tratando da Maria Clara e não de toda a mulherada. Foi uma das maiores apoiadoras do teatro brasileiro. Fundou o Tablado, no Rio. E escreveu muitas peças infantis, entre elas "Pluft, o Fantasminha", "A bruxinha que era boa" e "O rapto das cebolinhas". No site do Tablado, linkado aí em cima, muita história boa. Uma honra falar dela na Quitanda.

A primeira apresentação d'O Rapto... foi no Tablado mesmo, em 1953. Desde então, olhem só, catando no google, quanta foto de encenação, tanto por atores adultos quanto por crianças (fofurice absoluta!).

A cebolinha roubada é uma espécie famosa, das Índias, cujo chá é capaz de rejuvenescer, desde que preparado da forma correta:
Encenação d'O Rapto em
Londrina, 1959.
Foto do blog Epigrafias
"misturam-se (“faz o gesto”) três cebolinhas num litro d'água. A cebolinha deve ser colhida à meia-noite e quinze em ponto."
O dono das cebolinhas é o Coronel, que vive num sítio com o burro Simeão, a gata Florípedes e o cachorro Gaspar. Seu netos, Maneco e Lúcia, devem estar de visita por lá e também aparecem na história. Então que o coronel acorda e um dos seus três pés da famigerada cebolinha, um dos últimos três pés existentes no Brasil, foi roubado! É feita uma conferência familiar, mas não é descoberto o ladrão. O coronel decide ir à cidade contratar um detetive, mas aparece o senhor Camaleão Alface, detetive com diploma americano, estrela de xerife e dois revólveres, que se encarrega do caso. E monta guarda à noite, para pegar o ladrão.

Encenação do Teatro Infantilde Lisboa, em 1976
Maneco desconfia muitíssimo do detetive e monta guarda também. Na hora exata do roubo o público vê o ladrão, mas muita confusão acontece e os personagens não conseguem saber exatamente quem arrancou o segundo pé de cebolinha. O detetive incrimina Gaspar. Mas Maneco confia na inocência do cachorro e decide se disfarçar de espantalho para aguardar o ladrão na próxima noite, quando o mistério é finalmente revelado.

A peça é cheia de movimento e, lendo, a gente só pode imaginar a confusão. Mas tem tudo o que criança gosta. Protagonistas da idade delas, bichos de falam, um avô, um detetive e um médico, no final. Tomás não piscaria o olho, com certeza!

Parece estar esgotado, não achei em livrarias, mas tá baratinho em sebos, a partir de R$ 2,00 - mais barato que cebolinhas! E aproveitando para sugerir outros livros infantis com tema culinário pra quem tá participando do Desafio, tem os livros da coleção Maneco Caneco do Luis Camargo: Folia de Feijão, Panela de Arroz e Bule de Café.

Três estrelinhas e meia, que eu li com alma adulta... uma criança talvez dê mais. Em cinco.

Elenco d'O Rapto no Teatro Opinião em 1978.
Foto do blog "Avenida Copacabana".
O Miguel Falabella é o Coronel, de branco, agachado,
e a gatinha, de meiona vermelha e branca é
a Maria Padilha!
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Mais Desafio Literário 2012:


- Cozinheiros Demais, Rex Stout


Outras resenhas:

Noite e Dia, Virginia Woolf;
A melhor HQ de 1980;
Água para elefantes, Sara Gruen;
Buracos, Louis Sachar;
Preconceito Linguístico, Marcos Bagno;
Minha estante e sir Bernard Cornwell;

12 comentários:

  1. parece ser legal

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  2. Ótima essa peça

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  3. interesante e criativa me deu varias espequitativas

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  4. boa peça esta

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  5. mto mesmo!!! adorava ler o livro quando criança!

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  6. bom mais prefiro o terceiro capitulo do livro ''o Pluft''

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    1. eu também gosto do terceirocapitulo do livro ''o Pluft''

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