15 de dezembro de 2012

Poemas para brincar, José Paulo Paes


É o primeiro livro do tema "prêmio Jabuti" e vigésimo quinto do ano do Desafio Literário 2012. A edição é da Ática, 2001. Emprestamos na biblioteca pública da cidade. Ganhou o prêmio, na categoria "Infantil" em 1991 e...

Achei médio. Não é apropriado para a idade do Tomás, então a opinião dele não é justa... mas ele também não gostou. Gostamos, muito, das ilustrações, são divertidas, cheias de mistérios e coisas escondidas, do jeito que mamãe aprova.

um cemitério "di bincadeia" muito engraçado!

Mas as poesias em si. São estranhas, não rimam, não concordam, não fazem sentido e não são engraçadas... e eu achei estranhíssimo, porque as poesias para "adultos" do José Paulo Paes são bem gostosas de ler, com bom humor. Enfim. Pode ser que outras crianças e outras mães gostem muito do livro, mas eu não vi "isso tudo" nele.

O livro começa muito bem, na verdade:

Convite
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião
Só que
bola, papagaio, pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?

Mas então fica estranho, eu não sou boa em explicar porque poesia não sei poesia. Esse é o pior poema, pra vocês entenderem um pouco do que eu tô falando:

Os desenhos são lindos mesmo!
Paraíso
Se esta rua fosse minha,
eu mandava ladrilhar,
não para automóvel matar gente,
mas para criança brincar.
Se esta mata fosse minha,
eu não deixava derrubar,
Se cortarem todas as árvores,
onde é que os pássaros vão morar?* 
Se este rio fosse meu,
eu não deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.
Se este mundo fosse meu,
eu fazia tantas mudanças
que ele seria um paraíso
de bichos, plantas e crianças.
(* dessa parte eu sei porque não gostei: nossa casa tem joão de barro no poste, sabiá nos canos da calha, pardais no telhado e andorinha na chaminé do fogão à lenha... os passarinhos foram mais criativos que o Paulo Paes. poizé.)

Mas quase salva o livro a poesia "Gato da China". Será que foi daí que saiu o "Era uma vez um gato chinês, quer que eu te conte outra vez?"



Então! Esse foi um prêmio Jabuti na categoria infantil. E tem poesia melhor. Achei uma pena.


Três estrelinhas. Em cinco.

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Mais literatura infantil aqui.

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