30 de janeiro de 2012

"A melhor parte da escola é comprar material escolar"

Todo mundo concorda, né? Ouvi esses dias no restaurante, hora do almoço. A menina, uns 12 anos, toda empolgada com a listinha. Eu adorava esses dias, comprar o material, encapar caderno, todos aqueles lápis de cor novinhos chegando e os velhos indo pra caixa comunitária se juntar aos dos outros anos...

E agora o Tomás também tem listinha! É só pro segundo semestre. O primeiro semestre do maternal é pra acostumar os bebês devagarinho, pra brincar, dormir e tirar as fraldas. É uma continuação do berçário, sem muita regra, sem atividades programadas. No segundo semestre, sim, começa a função. Mas comprei logo as coisinhas pra voltar a fase boa dos antigamentes. Que eu adoro uma papelaria, que nem a mocinha do almoço.

A listinha do Tomás é básica e tem a observação: "Todos os materiais deverão ser adquiridos de acordo com a possibilidade de cada família." É creche pública, afinal. Tem giz de cera, massa de modelar, tinta guache, lápis de cor, caderno de desenho e cola. Tudo deve ser identificado com o nome da criança... ah. Meus lápis de cores com meu nome, quanto tempo! Eu lembro até do primeiro ano em que fui eu quem escreveu o nome nas etiquetas. Eu escrevia como tá aí do lado, o "o" pequeno  no meio das letras grandes. Deixei o Tomás pintar as etiquetas dele. O bichinho não tocou em nada, eu disse "é pra usar só na creche" e ele aceitou de boa. Uma graça essa criança.
Ó filho, procê não esquecer!

E não ficou cara a listinha:

- 4,99 - caderno de desenho grande
- 1,35 - cola branca
- 2,39 - tinta guache
- 3,29 - giz de cera
- 2,75 - massa de modelar
- 4,30 - lápis de cor
- 6,80 - caixa de pinguins
- 1,80 - etiquetas
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27,67

O caderno é do homem aranha porque tem a capa mais durinha. O resto eu comprei tudo do mais barato, no mercado. Na livraria mesmo foi só a caixa de pinguins. Linda! Tive que tirar foto, que a primeira lista de material ninguém esquece!

Caixa fofa com pinguim festivo
Lembram do primeiro dia de aula, todos os pichuriquinhos da pré-escola com aquelas caixas de camisa encapadas cheias de coisas... que vão desaparecer durante o ano. Eu sempre fui emprestadeira, chegava a metade do ano e minhas tintas estavam por todo lado, menos na minha caixa... se o presente do dia dos pais fosse pintado a guache, meu pai recebia com lápis ou giz. Que em agosto não sobrava nem a tampinha das tintas pra contar história... e agora, tudo de novo, com o Tomás.

E eu contando essas histórias pra ele vou parecer como a minha mãe, falando que ia pra aula de chinelo e levava livros e cadernos em sacos de açúcar...

Tomás recomeça hoje na creche. Ai. Vamos ver como vai ser, depois de mais de um mês de grude materno. Vou usar os materiais como distração, aí ele se importa mais com eles do que com o fato de ficar sozinho e tal...

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