24 de setembro de 2012

Acervos infantis do Sudoeste do Paraná - parte 1: SESC Pato Branco

Para divulgar as bibliotecas com acervo infantil de acesso público e também para conversar um pouco sobre o que uma biblioteca infantil deve ser, vou contar um pouco sobre as que temos aqui na região.

Vou começar por um espaço que tem nos deixado (Tomás e eu) bem satisfeitos, e não só pelos livros: o SESC aqui da cidade. O lugar todo é uma lindeza, espaço amplo e perfeito pra uma criança pequena cheia de energia investigar. Não somos impedidos de andar na grama, tem guarda-corpo direitinho nas escadas e rampas e da pra brincar de "labirinto" no teatro de arena. Tomás fica louco quando vai lá, é até difícil de controlar! Estou pensando em fazer também um post sobre as possibilidades de brincadeiras com a arquitetura do lugar, mas hoje o assunto são os livros!

bebês arrastadores de pufes são bem vindos!!!
O "Espaço Múltiplas Artes" do SESC Pato Branco

Não é uma biblioteca tradicional, o que é uma vantagem pra quem tem filhos pequenos. É um espaço com vários pontos de atividades. Tem a brinquedoteca, que o Tomás adora, com brinquedos educativos. Ó ele se divertindo nesse vídeo, com um aninho, no dia da foto aí de cima.Tem mesas de xadrez (Tomás rouba as peças e vem correndo pra mim "Te é isso?"), tem computadores para acessar a internet e um projetor para palestras e oficinas pequenas.

Pufes! Xadrez!

A vantagem de não ser uma biblioteca no sentido tradicional, é que o silêncio não é uma exigência tão rígida. Fica a cargo do momento. Se não tiver ninguém estudando na hora, eu leio em voz alta pro pequeno, ele pode falar mais alto, pode brincar sem muitas amarras. Eu vou ensinando ele a respeitar o momento de estudo dos outros, devagarinho, mas quando ele está com "pulga na cueca" eu "solto" ele pra correr na parte de fora do prédio... e ele não tem paciência pra esperar a formalização dos empréstimos. É fase, né gente?

tudibão a estante!
O acervo infantil

Em quantidade, não é tão expressivo. Mas é uma biblioteca nova, não deve ter quatro anos ainda, acho, então é compreensível. Afinal, o orçamento tem que abranger todo mundo. Mas em qualidade, é uma delícia! Dá pra ver que foram livros escolhidos com cuidado, pela qualidade do texto e apreciação dos leitores.

Mister Pótta, não poderia faltar!
Todos os bons autores brasileiros de que eu me lembrei estão lá, alguns que eu nem sabia que tinham escrito para crianças, como o Caio Fernando Abreu e o seu "Girassóis".


Esse do Beethoven é em espanhol, legal para os pequenos que estão aprendendo a língua...


Outra presença importantíssima, Ziraldo!


E algumas biografias legais:


Mas o que eu me admirei mesmo, pois não conhecia, foi essa coleção do Gabriel Garcia Marques! Riquíssima!!!


E é só uma amostra!!! Tem muito mais!!! E o melhor é que o empréstimo não é só para comerciários e dependentes, todos podem fazer cartão como usuário e emprestar. Aqui tem o endereço e o telefone para entrar em contato e tirar todas as dúvidas. A única desvantagem é a localização... fica na saída da cidade, longe de quase tudo... não tem como ir a pé. Mas as linhas de ônibus que passam pela avenida Tupy param na frente e são bem regulares.

Os livros de lá que eu e Tomás já lemos foram:

Enquanto mamãe galinha não estava, Han Byeong-ho e Yu Yeong-so
Cada bicho seu capricho, Marina Colasanti
- Quem tem medo de monstro? Ruth Rocha e Mariana Massarani
- Lampião e Maria Bonita, Liliana Iacocca e Rosinha Campos

Um comentário:

  1. Acho este conceito o melhor: não se fica preso a regras rígidas que só fazem afastar o visitante. Com mais liberdade, podendo interagir diretamente com as obras a pessoas se torna "cliente habitual", volta sempre e até trás a família, sai todo mundo ganhando nessa.

    E esses do García Marques é bonitão mesmo, li aqui quando tava na escola um que se chama "Um senhor muito velho com umas asas enormes", ou algo assim. Vale ler ;)

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