27 de outubro de 2011

Dia 27 - serei burra?

Exemplar anotado de uma antologia
de poesia alemã do
Mário de Andrade
A Tábata, do Happy Batatinha, convida os leitores todo ano pra uma série de postagens sobre literatura. Esse ano, cada dia do mês de outubro tem uma pergunta para inspirar um post. Hoje a resposta é uma confissão de incapacidade.

Dia 27 – Você costuma fazer anotações enquanto lê? Se sim, onde? A ideia de fazer anotações no próprio livro lhe assusta?

Eu não faço anotações em livros porque eu não sei o que anotar! O que eu vou anotar, meu deus do céu? Como eu vou fazer isso? Por que exatamente eu deveria anotar mesmo? Não tenho condições intelectuais de fazer anotações. O máximo que eu consigo é grifar alguma coisa, mas ultimamente eu quero trocar ou doar os livros então estou preservando.

Mas tive dois livros muito anotadinhos, que troquei com um moço que não se importou com as rabiscos. Espero que ele os tenha aproveitado. "Totem e tabu" (uma análise rápida do livro aqui) e "O mal estar na civilização" do Freud. Foram utilizados praticamente como livro-texto numa matéria eletiva que eu fiz na UFPR, "Psicanálise e sociedade". Então anotei todas as referências que o professor fez a outros livros, autores, conceitos de psicanálise e de sociologia. Os livros ficaram lindos! Antes de trocar, copiei as anotações e os parágrafos a que elas se referiam, pra não perder o raciocínio que eu fiz na época. Mas confesso que, sozinha, eu não sei fazer essas mágicas de anotar.

Totem e tabu. Sigmund Freud

Quando é preciso fazer anotações, principalmente estudando para a faculdade ou para mim mesma, prefiro fazer um resumo à mão em um lugar a parte e depois pensar melhor no que foi resumido. Então vou aprendendo aquilo e lembrando de outros autores e livros... mas é difícil fazer correlações com outras coisas durante a leitura.

ADORO as anotações dos outros. Tenho curiosidade mórbida com o que as pessoas acham dos livros, e o que elas escrevem neles me deixa fascinada. Acho que é porque eu não sei como fazer, então eu vejo assim, como a arte de domar leões. E quando é o autor quem anota o próprio livro, é uma delícia! Um dos livros mais divertidos do Veríssimo pai é edição comemorativa de Fantoches, o primeiro livro que ele publicou, anotada e ilustrada por ele mesmo. Não vale tanto a pena pelos contos, apesar de ter um ou dois que são bons, mas é uma revelação pra quem gosta de conhecer a inspiração dos seus escritores favoritos.

Fantoches. Érico Veríssimo.

2 comentários:

  1. Eu também não anoto nada, acho livro uma coisa quase sagrada pra ficar se rabiscando por aí...hehe... mas acho que isso é coisa de gente que lê muita ficção, viu? Michelle escreve em todos os livros dela, mas ela praticamente só lê não-ficção (principalmente os livros que ela usa na faculdade). Me dá certa aflição.

    Gostei da cor nova do blog aqui.

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  2. Na verdade eu não anoto muito, só marco passagens interessantes! rs

    =*

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