9 de setembro de 2011

Dia 2: Um livro do qual não gosto.

Pulei o Dia 01 do Desafio 30 dias, 30 livros. Não dá pra dizer agora, assim, de cara, qual é o meu livro mais favorito do mundo de todos os tempos. Não pra fazer suspense, mas porque eu não sei qual é!

Então, pulei. Vou começar pelo livro do segundo dia, o que eu não gosto. Eu dei uma olhada na minha estante de abandonados e livros com uma estrela do Skoob. E tem um lá que realmente eu nunca vou pegar de novo na mão. Ainda bem que o autor está na moda e eu consegui trocar rapidinho:


Rei Artur - Allan Massie

Se tivesse no Desafio 30-30 um dia pra falar sobre o tema preferido, eu diria rápido - Rei Artur! Na minha opinião não tem história mais completa, mais assustadora, mais romântica, sobre amizade, coragem, religião e que tenha tantas versões próximas da perfeição. Todas as recontagens que já li e vi são boas, Harry Potter, As Brumas de Avalon, a trilogia da Mary Stuart, os livros e filmes infantis, o filme com o gostosão do Clive Owen, e por último, os livros do Bernard Cornwell, lindos do início ao fim.

Mas o Massie é o Paulo Coelho da literatura histórica. Parágrafos mal escritos. Filosofia de quinta categoria a cada duas páginas. Nenhum cuidado com a geografia, a passagem do tempo, nenhum realismo com a velocidade dos cavalos e com ferimentos de batalha. Depois da gente ler o Cornwell, seguindo os mapas com o dedo, levantando a espada dos caras legais e aprendendo sobre ferraduras, não dá pra aguentar cidades sem nome que não ficam em lugar nenhum. Larguei o livro logo depois da coroação do Artur. A corte de Uther não dá nada pelo Artur, alguém lá quer matá-lo e ele foge. Muito bem, coerente, o que mais tem é herdeiro do trono com a garganta cortada. Mas aí! Ele foge na calada da noite, vai de um lugar incerto e não sabido e chega em menos de 4 horas numa cidade sem nome a anos-luz de distância. Todos os habitantes desse lugar começam a tratar Artur como o Messias Prometido e ele começa a contratar pessoas, fazer armas, arregimentar o exército, assim, do nada. Sério, eu gosto muito de fantasia, livros de sonho são ótimos, mas é um livro pra adultos. Adultos que já viajaram, que já ficaram doentes, que conhecem um pouco de história (querem ler Artur!) e provavelmente já leram Brumas de Avalon. Não dá. Não desce, não funciona.

O único ponto positivo do livro é a inspiração pra algum destemido que faça uma boa história com um Artur  gay, no estilo "O menino persa", da Mary Renault, sobre Alexandre. No começo eu achei bem estranha a ideia. Sendo otimista, o Massie fez isso por gostar muito da história e do estilo de vida romanos, mas eu acho mesmo que foi só pela polêmica. Mas não é ruim, pensando bem. Torna o triângulo Artur-Lancelote-Guinevere mais complexo e eu gosto de complexidades. Mas tem que ser bem escrita. Tem que ter coerência. Os cavalos tem que andar em velocidade razoável e as cidades precisam de nome e localização. Ou não, também, pode ser uma história erótica. Mas aí a gente só quer é ver como rolou o tchu-ru-ru. Enfim. Fujam do Artur do Massie, é face-palm elevado a face-palm.

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