6 de maio de 2013

Textos, textos, pra todo lado!!!

Então, estou devendo demais pra quitanda.

Mas tenho escrito em outras paragens e vou compartilhar com vocês aqui. Leiam lá!

Eu era uma groupie juvenil (link)
"O que eu queria era rock. E como eu não conhecia bandas e cantoras femininas, rock pra mim era feito por meninos e eu os adorava por isso… e por serem bonitos. O mais sem graça da escola poderia, magicamente, parecer um belo pedaço de carne no palco. A mágica que toca a alma groupie é aquela que faz meio quilo de carne moída andando na rua virar filé mignon com um microfone ou baixo na mão. Pelo menos pra mim, o amor pelo rock salivava."

Do diálogo: a minha resposta para a vida, o universo e tudo mais (link)

"E tudo que faço hoje, tudo o que consegui, começou com uma conversa. Ao vivo, por telefone, pela internet. Uma amiga tem uma frase ótima: “os portadores de boca sempre vão se achar no direito de falar”. Quero usar meu porte de boca, de dedos, de mente para construir. Sozinha eu não conseguiria fazer nada tão rápido assim. Então, esse texto é um depoimento feliz de quem vem conseguindo coisas lindas só batendo papo." 
"E você usa o seu porte de boca pra quê?"

Quem é mãe? (link)
"O que existe nessa relação entre duas pessoas que os torna mãe e filho? O cuidado? O tempo? O que é mãe? O que é filho? São coisas concretas, como a gente aprende na terceira série?"
"Acho que não, acho que mãe é substantivo abstrato. Porque mãe não é um substantivo para uma pessoa, é um marcador de relação (isso sim, um termo muito abstrato) que se tem com ela. A única condição que, talvez, delimite com certeza o termo é “ser reconhecida como mãe por um filho”, ou seja, que alguém se reconheça filho dessa mãe. É possível ser mãe, por exemplo, dos filhos de outros relacionamentos do companheiro ou da companheira, mesmo que estes não a reconheçam como mãe? É possível existir mãe em outros tipos de relações, não familiares? Uma babá pode ser mãe da criança que cuida? Quem vai dizer que sim? Que não? Alguém de fora dessa relação pode dizer isso? Eu posso dar a alguém o nome “mãe”? Eu posso retirar esse nome de alguém?"
Mães não ouvem rock (link)
"Mas negócio é que quando virei mãe incorporei a seriedade da função. Talvez sejam as 24 horas por dia de preocupação, sei lá. Eu mesma não tinha percebido que tenho o mesmo preconceito com as mulheres que conheci já como mães. Isso a vida toda, nunca achei que mães ouvissem rock. Aí fui embora e voltei pra Pato Branco, que não é exatamente conhecida pelo mercado de música alternativa… rock em Pato Branco (até Beatles) é “alternativo”. Pessoal aqui ainda chama todo um universo de “rock pauleira”. Vai vendo. Meu preconceito consolidou como crença. Feio."

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