8 de março de 2013

Carreira e maternidade: Sharon, Rodrigo e Tomás

Oi pessoal da blogagem coletiva! Hoje o Mamatraca quer "saber em detalhes" a nossa experiência e vou contar um pouco aqui. Já fazem 2 anos e 8 meses que voltei a trabalhar, após a licença, e agora eu acho que está tudo bem tranquilo... todos os envolvidos estão satisfeitos com o arranjo da mamãe nos trabalhos dela.


Rodrigo e eu dividimos tudo. Em todas as minhas conquistas e trabalhos ele é parte fundamental. Sem ele eu não faria metade do que eu faço! Eu vejo a relação entre ele e o Tomás como um espelho da que eu mesma tenho com o petiz. A sintonia e amor entre eles são tão bonitos! Para o Tomás, não existem muitas diferenças entre ser cuidado pelo pai ou pela mãe... e claro que isso é ótimo.

Obrigada, meu amor, por tudo! Te amo demais, amo demais nossa vida e nossa família!

Nesses quase 3 anos teve muita dúvida, muita angústia, algum choro, todo o estresse... Tomás teve crechites que pareciam não ter fim... a "gripe contínua" que pega todas as crianças que vão em creche... Fiquei internada com ele duas vezes, usei todos os meus 30 dias por ano de falta justificável por saúde de dependente para cuidar de dores de garganta mensais. Infelizmente isso é um privilégio, pouca mãe tem. E aqueles dias corridos de "ponto facultativo" municipal, quando a creche fecha, mas eu tenho que trabalhar. Ai. Nesses dias tivemos ajuda de vizinhas (ah! o valor reconhecido da boa vizinhança!), da minha mãe, da minha sogra e das minhas irmãs. É muito povo me ajudando!

Família chique!
Porque vejam só, eu tenho quatro (QUATRO!) carreiras, além da maternidade. A do IBGE, que é a minha fonte de renda, batendo ponto das 8 às 17. O Leitura sem Fronteiras, onde sou voluntária de incentivo à leitura, abrindo estantes, contatando pessoas, recebendo doações. A quitanda, que é pra diversão mesmo e ultimamente estava meio parada... E o ativismo de conversê, minha dedicação à defesa do ideal feminista. No FemMaterna, nas Blogueiras Feministas, no facebook, onde eu puder. E, logo, também vou estar em mais um site feminista, sobre rock!

Eu sou feminista. Nosso feminismo, o feminismo dos meus grupos, quer que toda mulher consiga ser tudo que quiser ser. Tendo filhos ou não, conforme ela decidir. Nosso feminismo é de apoio, nosso feminismo é sororidade. Essa é uma palavra que renasceu nesses anos e é perfeita para descrever meu sentimento em relação às mulheres que lutam comigo: as irmãs que eu fiz na vida, minhas sorors.

FemMaterna, um grupo de mães feministas!

Eu sou um raio de uma mãe feminista. Eu defendo e vivo que o filho não é responsabilidade exclusiva da mãe, da mulher. Nem mesmo da mãe e do pai. Criança é cidadã, faz parte de uma sociedade, de uma cidade, de um país. Todos tem responsabilidade. O mundo em que eu acredito é um mundo onde toda criança é respeitada em todas as suas demandas, por todos. O que inclui, é claro, comensais de restaurantes. (risos)

Tudo dá muito trabalho, claro! Eu gosto da minha vida assim. O Tomás gosta da mãe feliz, gosta da creche, gosta dos amigos que tem lá. Ele está feliz, passaram as fases difíceis, as crechites, as adaptações... e agora só falta o pequeninho dormir a noite toda. Mas nem ligo (teoricamente) porque, já que a noite é o meu tempo com ele, a noite tem mesmo é que ser nossa. Pra mamãe estar ali e cuidar dele. Brincar, ler, ajudar, ensinar. Amar.

Que venham os próximos 80 anos de maternidade e carreira!

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Às vezes eu cometo alguns posts sobre filhos. E também escrevo bastante sobre livros infantis.

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