6 de agosto de 2012

Feijão no ouvido, giz no nariz - crônica de uma mãe sortuda

Eu sou desesperada em situações de emergência. Sirvo pra nada. Sempre, 100% das 5 ou 6 vezes que levei sustos com o Tomás, foi o Rodrigo, meu marido, quem resolveu. Vejamos:

A primeira "ocorrência" foi uma queda do carrinho, aos 5 meses. O bichinho estava tão lindo, brincandinho, faceirote, não se mexia demais... vejam só como era pacífico e macio e rechonchudo e delicioso meu bebê com cinco meses:




Então eu dei mole, estava achando que essa delícia seria para sempre e... não coloquei o cinto. Foi só eu me virar e Pam! Claro. Liguei desesperada pra o Rodrigo, depois para o pediatra. 

"Tem galo? Tem marca? Ele parou de chorar?" 

'Não, não, sim." 

"Então observa, se ele sentir muito sono ou chorar demais leva no pronto socorro."

Nada disso, ufa. Tudo bem. Mas, por via das dúvidas:

Notem que papai e mamãe já tinham aprendido a lição
e bichinho tá bem preso no cinto... mas aqui ele já tem
nove meses, e começou a escapar do cinto de três pontas!

***

Os primeiros livros que eu comprei para a "biblioteca sentimental" do Tomás foi a coleção Maneco Caneco, da editora Ática, que eu amava muito quando pequena. E o preferido do meu baixinho é "Folia de Feijão". E eu deixei ele brincar com feijões, por causa do livro, e pra fazer comidinha enquanto eu mesma cozinhava. E  nesse descuido besta me surge, de repente, uma criança de 1 ano e meio desesperada berrando "IDO! IDO! JÃO! JÃO! BUÁÁÁ! BUÁÁÁÁ!"

Amém Jesus que feijão é redondinho, lisinho. Liguei na hora pro marido e ele veio do trabalho. Mas antes mesmo dele chegar eu reparei que o feijão escorregava um tiquinho quando o Tomás virava a cabeça com o "ouvido afetado" para baixo. Ufa! Minha inteligência retornou ao cérebro, virei a cabecinha do serzinho nessa posição e dei umas batidinhas, bem de leve. Feijão saiu.

E no mesmo dia plantamos tudo, ele nunca mais ficou zanzando com grãos pequenos pela casa. Cresceu bonito, ó:



Mas acho que a coisa mais assustadora, na verdade, foi quando um pedaço de giz de cera vermelho saiu junto com coriza do nariz num espirro, no banho. Primeiro, claro, achei que era um montão de sangue. Depois vi que era giz. 

"RODRIIIIIGO! Saiu um giz do nariz do Tomááááás!!!"

Bichin já era grandinho e perguntamos (como se adiantasse):

- O Tomás colocou giz no nariz?
- Xim!
- Na creche?
- Xim!
- Em qual nariz?
[aponta pro buraquinho de onde saiu o horror vermelho]
- E nesse?
- Ãummmm...

Mesmo assim, liga pro pediatra, que recomendou observação e, se ele tossisse muito ou se percebêssemos dificuldade respiratória, teríamos que correr para o hospital. Nada. Ufa.

Começamos a doutrinação, "Tomás não pode colocar coisas no nariz, etc etc" e ele aprendeu direitinho. Mas dia desses saiu um pedaço de papel higiênico num espirro. Ai deuses! De novo, "Tomás não pode colocar coisas no nariz, fica doente, tem que ir ver o doutor..." Aprendeu? Não. Sexta-feira saiu no banho um pedação de papel crepon. Azul.

E agora, Jesus, Maria, José? Achei esses vídeos bem bonitinhos, vou mostrar pra ele:


Nariz:


Pulmão:



Vocês conhecem outro? Depois eu conto como foi!


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Mais filhos:

Meu terrível dois e o inverno
O desfralde para pães que trabalham
Aproveitando oportunidades para falar sobre o trabalho da mamãe
Livros para pães: Cultivando um leitor desde o berço, Diane Mcguinness
Pãeternagem

4 comentários:

  1. Baita desespero! Meu irmão caçula tinha outra fixação: interruptores. Não podia ver um que ia logo enfiando o dedo. Por isso reluto tanto em ser pai, dá trabalho, preocupação, insegurança, e eu não sou o ser mais ajustado deste planeta, e drama e desespero costumeiramente são meus codinomes.

    Mas ainda assim, penso que os bons momentos valem por todos os outros de preocupação. É um bom argumento, eu acho ;)

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  2. Meu filho de 6 anos esta com um feijão no ouvido a dias e só agora veio me contar. Achei que era mentira coloquei o cotonete bem devagarinho e realmente a algo duro no ouvido dele. Então partiu medico aff

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  3. Meu filho de 6 anos esta com um feijão no ouvido a dias e só agora veio me contar. Achei que era mentira coloquei o cotonete bem devagarinho e realmente a algo duro no ouvido dele. Então partiu medico aff

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  4. Meu filho de 6 anos esta com um feijão no ouvido a dias e só agora veio me contar. Achei que era mentira coloquei o cotonete bem devagarinho e realmente a algo duro no ouvido dele. Então partiu medico aff

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