8 de outubro de 2012

Cinco passos para ir dos livros de bebê aos livros de "criança"

Então seu filhote nasceu e você comprou um livros de pano, outro de banho, e um de EVA. Foram ótimos por 18 meses inteiros, a leitura era mais brincadeira que contação de histórias e você adorava ver o pequeno mordendo o livrinho, amassando o livrinho, batendo o livrinho no chão, no tambor, na mamãe (opa! na mamãe não!).

Mas agora o leitorzinho está mais velho e aqueles livrinhos de banho e de pano tem historinhas tão simples... você não aguenta mais, apesar dele ainda adorar ver as mesmas páginas todo dia.

Você precisa de variedade. Tá ficando chato esse negócio de ler pra criança, porque as histórias "cachorrinho falou, cachorrinho comeu" são chatas por demais, cadê o enredo? Cadê a empolgação, o mistério, a reviravolta? Nada, não é? Pelo contrário!


Calma! Tem uma variedade infinita de livros infantis brochura e papel couché com história muito interessantes! E alguns bons e baratos, inclusive!

- Mas, Sharon, meu filho é pequeno, ele vai rasgar os livros... e são tão caros!!!

É. Verdade. Caríssimos. Mas devagarinho, seu petiz vai passar dos livros de bebê para os livros de criança, assim como ele vai sair das fraldas e vai deixar de tomar mamadeira. No tempo dele, claro! Se a leitura já é rotina na sua casa, para vocês começarem a ler livros mais delicados pode ser simples.


Minhas dicas:

1. Mostre que os livros estragam. Quando seu filho ele morder algum livro, lambuzar tudo e começar a descolar, mostre que o livro estraga se ele molhar. Com tristeza pelo livro, não colocando a culpa nele ou punindo. Nada de castigo quando estragar um livro, gente, por favor! Só não finja que nada aconteceu e não festeje, claro. A maioria das crianças prestam atenção em tudo o que a gente sente e querem agradar quem cuida delas. Se cuidar dos livros é legal pra você, vai ser legal pra elas também.

Rasga, meu amor, rasga bastante...
esse, pode!

2. Alimente o "apetite por destruição" da criança com "livros" destruíveis... catálogos, revistas, cadernos, folhetos de propaganda... rasgar papel é uma delícia! Guarde os panfletos e de vez em quando sente no chão para rasgar com ele. Quando vocês estiverem se divertindo, mostre que "esse pode" e "o livro não". Ele vai aprender brincando a diferença! Rasgação é hilário! Lembram?



3. Deixe os livros baratinhos pra ele rasgar, por um tempo. Tem livrinho por 1 ou 2 reais nas bancas de revistas, deixe ao alcance dele, entre os outros. Deixe ele rasgar esses à vontade. Deixe rasgar os gibis. Mas, devagarinho, vá mostrando que mesmo esses devem ser cuidados.

De uma coleção da Dora, só sobraram as capas!
4. Apresente os livros mais frágeis aos poucos. Mostre, leia a história e comente como ele é legal, como vai ser bom guardar e cuidar para ler de novo outro dia. Quando seu filho quiser pegar, diga para pegar com cuidado e mostre como é.

Menino grande!
5. Conserte os livros e mostre o "curativo". Eu gosto de restaurar os livros... e consertar é uma boa forma de aprender a cuidar das coisas. Deixo os livros consertados junto com os outros e quando a gente pega para ler algum deles, o Tomás lembra do que aconteceu, mostra a fita adesiva: "disivo" ou cola, conta que eu arrumei porque ele rasgou...

Não esconda os livros machucados!
6. Filhos com idades diferentes usando livros em comum. Não sei! E aí, comofas? Você tem filhos com idades diferentes? Como foi com os livros? Separou os do mais velho até o bebê saber mexer? Me conta!

Pelo bem dos adultos que leem com as crianças, precisamos ensinar os pequenos a manusear os livros mais delicados. Porque os xuxucos adoram repetição, mas a gente não! Sim, é puro egoísmo meu!

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A ilustração do livro infantil para uma mãe leitora

Um comentário:

  1. Ah, mas eu sou impaciente, ciumento e chato do tipo que um vinco destrói um livro. Mas acho que com filhos agente maneira né, senão n~~ao dá e não chegamos a lugar nenhum.
    E a fofura do dia ele falando eca pro cocô ;)

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